CARTAS
Combustíveis
Em resposta à manifestação do sr. Ariovaldo Ferraz Arruda, comerciante de Londrina, gostaria de registrar o meu pesar pela opinião despreparada e cheia de ranço. O referido manifestante tenta justificar sua falta de liderança e suas tentativas infrutíferas de ser um representante do setor, com o despreparo técnico e a falta de objetividade que lhe são peculiares. O sr. Ariovaldo tenta atacar o sindicato, que jamais deixou de defender a posição justa do revendedor, tentando prepará-lo para um mercado fortemente competitivo e cheio de mazelas, como a sonegação fiscal e a adulteração, que expurgam o revendedor honesto deste mercado.
É claro que o referido senhor não pode entender ou sequer saber o que se passa no movimento sindical, pois nem mesmo é sindicalizado. Portanto, o Sindicombustíveis somente deve satisfação aos que, em bons ou maus momentos, fizeram a história de 46 anos de luta pela revenda honesta do país e do Paraná.
ROBERTO FREGONESE (presidente do Sindicombustíveis-PR) - Curitiba
Combustíveis 2
Como morador de Londrina e proprietário de veículo tenho acompanhado desde início a campanha acirrada para abaixar o preço dos combustíveis em nossa cidade. Acredito que como eu, a maioria da população, também vem torcendo para que minimize esses preços, e também os que não são proprietários de veículo automotor. Aumentando a gasolina, o álcool, o óleo diesel, tudo sobe. Aumenta o transporte, com reflexos nos preços dos produtos em geral, susceptíveis de serem transportados.
Acompanho ainda a ação do Ministério Público conjuntamente com o Procon, principalmente na época do seu ex-coordenador Tito Valle. O que me causa surpresa é acompanhar por este jornal os debates entre o ex-coordenador do Procon e o sr. Ariovaldo Ferraz de Arruda, em que as explicações deste último não convencem. Diz este cidadão que os donos de postos estão fechando seus estabelecimentos, indo à falência em face da campanha pela baixa dos preços. Ora, primeiro não tenho conhecimento de que postos de gasolina tenham sido fechados em nossa cidade pelas razões mencionadas; em segundo lugar, como se explica a existência de combustíveis em outras cidades próximas da nossa, com preços sempre bem menores do que os daqui. Algo está errado! Parece contraditório tal argumento. Por outro lado, como não existe tabelamento de combustíveis, é natural que deva existir concorrência e consequentemente isto influirá nos preços. Também me parece não convincente é a alegação de que em nossa cidade existem muitos postos e isso milita em prejuízo dos distribuidores.
PABLO EDUARDO SOLLER (advogado) - Londrina
Pedágio
Fiquei revoltado quando falaram que o Estado terá de pagar R$ 3 bilhões de multa para rescindir o contrato com as concessionárias das rodovias, que não construíram rodovias e apenas limpam, pintam e duplicam alguns trechos de estradas. Mais ainda quando falam que paga pedágio quem usa. Se eles (concessionárias) não sabem, a dona Maria paga o pedágio na lata do óleo, no feijão, no arroz e na passagem do ônibus.
Quando dizem que o Estado não tem dinheiro para investir nas estradas, pergundo: Como elas foram construídas? Com certeza, foram construídas com dinheiro do IPVA e outros impostos. Dinheiro este que é suficiente para manter as estradas em boas condições desde que bem administrado. Para finalizar, ao contrário do que dizem as concessionárias, não são 20% contra o pedágio e sim 80% que querem a redução em 60% dos valores do pedágio.
ARLINDO RODRIGUES (presidente da Associação dos Comerciantes das Margens da Rodovias do Paraná) - Califórnia
Transporte de cargas
Gostei muito da matéria ''Transportes de cargas pode sofrer colapso em 5 anos'', publicada ontem na Folha, e concordo plenamente com que escreveu a repórter Vânia Casado. As empresas estão investindo pesado em logística, mas só no aspecto de controles, pontos de distribuição e armazenagens, giro dos seus produtos, mas esquecendo do principal intermediário do negócio que é o caminhão, ou melhor, o motorista do caminhão.
O resultado disto é que o motorista autônomo não consegue suportar a ''pressão'' ou negociação diante das transportadoras. As empresas de transporte fecham contratos com valor baixo de frete para ganharem a cotação, em virtude do mercado saturado de transportadoras, e repassam este valor baixo para os motoristas que aceitam para não ficar sem trabalhar. O transporte fica barato mas sem qualidade. Hoje o que se vê são empresas terceirizando cada vez mais serviço para transportar suas mercadorias. Muito difícil de encontrar uma empresa que contrata diretamente um autônomo. Os autônomos cada vez mais perdem espaço, sobrando apenas funcionários de transportadoras.
ANDERSON FAGION (encarregado de logística) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado ontem na página 2 do Caderno de Economia, o terceiro produto mais importante na pauta de exportações brasileiras é o de base florestal, e não apenas os compensados de pinus.





