CARTAS
Pedágio
Fiquei estarrecido ao ler o informe publicitário ''A quem interessa o fim do pedágio no Paraná'', publicado na Folha, na página 5, no dia 4/5. A afirmação de que ''no Paraná só paga pedágio quem utiliza as rodovias e quem não usa, recebe e vê os benefícios'' é no mínimo enganosa. Quem não utiliza também paga sim o custo do pedágio. A população não sente, mas em todas as mercadorias ou serviços, as tarifas do pedágio já estão incluídas. Dessa forma, não há distinção de categoria ou classe social que não esteja pagando o pedágio. Para o setor agrícola, o efeito nocivo do pedágio é simplesmente arrasador, tanto na produção como na comercialização. O alto custo do pedágio, no transporte de calcário e de outros insumos necessários para o incremento da produtividade agrícola, contribui para o aumento da fome no país.
LAURO AKIO OKUYAMA (Eng. Agrônomo) - Londrina
Incentivo ao teatro
Quero deixar aqui registrado meu agradecimento pelo apoio da Folha na peça ''Com a Pulga Atrás da Orelha''. Fico feliz em ter a Folha de Londrina como parceira neste grandioso sucesso. Tivemos em 3 dias de apresentação em Londrina com 2.600 pessoas, reflexo exato de um trabalho de pleno êxito. Acredito que estamos fazendo a nossa parte pela cultura. Espero poder continuar contando com o apoio da Folha. Mais uma vez muito obrigado por participar e colaborar com o teatro brasileiro.
BEN-HUR PRADO (produtor artístico) - Maringá
A dúvida permanece
A pronta manifestação do sr. Wilson Sella, presidente da CMTU, em reação à carta de minha autoria publicada por este jornal em 7/5, apenas reafirma a existência de um contrato entre a prefeitura e a empresa licitada, fato já conhecido. Nada esclarece, no entanto, em relação aos critérios de avaliação e/ou gerenciamento questionados, o que sustenta minha queixa sobre a qualidade dos serviços prestados. Outrossim, como teriam os voluntários recolhido lixo onde a limpeza é feita ''sistematicamente''?
Para uma secretaria envolvida com tantos problemas urgentes como o dos ambulantes, dos vendedores de lanche do Terminal e dos artesãos, os quais esperamos ver solucionados de maneira definitiva e sem apelações de ordem emocional, a terceirização de serviços pode representar vantagens, desde que permanentemente gerenciada. Minha intenção não é polemizar, mas sim obter esclarecimentos e chamar a atenção para o fato de que, em algumas circunstâncias, ao invés de soluções, estaremos gerando um ônus para a comunidade que poderá não ter a contrapartida daquilo que paga.
NEUSA MARIA PASCHOAL LOPES (professora) - Londrina
Combustíveis
A revenda em Londrina e Norte do Paraná está abandonada, sem defesa sindical, justa, necessária e meritória para a categoria. Com tímidas e esparsas manifestações sindicais, somos todos tomados por grande dissentimento de orfandade, como também oprimidos pelos acontecimentos que se abataram sobre todos. Caluniada e difamada, tida como verdadeiro covil de bandidos, chafurdada e intimidada, tomados como detratores dos bens sociais e nefastos cidadãos, ainda continuamos vivos e interessados no bem, na justiça, na verdade e no progresso desta empobrecida cidade que desde 1945 habitamos como família.
Precisamos perquirir com pertinência e sabedoria e grandeza cívica, sobre os fatos que envolvem a revenda no Brasil e Londrina, tais como: Qual a influência de 63% em impostos incidentes nos combustíveis? Por que 82,6% dos postos trocaram de donos, fecharam, faliram ou são concordatários? Quão nefasta e injuriosa são as ações predatórias, das limiares, isentando em até 30% alguns poucos? O que se faz para coibir a estimativa de 32,8% na sonegação do álcool? Por que temos alta média de assalto a Postos de Combustíveis? Por que se paga imposto sobre R$ 2,3995 e se vende hoje a R$ 1,99? São frutos da pressão, desorganização econômica de um seguimento totalmente engessado.
Qual é o preço justo? Como garantir a empresa, o emprego e o consumidor sadios? A margem líquida, estimada em 1,54% sobre o faturamento, quando não negativa é ridícula e os inconsistentes, proclamam, roubo, assalto, bandidos, vagabundos, prisão. Se não há equívocos, então este ordenamento social, que aí está, irá produzir mais miséria em Londrina e o fruto será, a consolidação de uma grande desgraça moral, econômica, social e financeira.
ARIOVALDO FERRAZ ARRUDA (comerciante) - Londrina
Correção
- Por erro de digitação a palavra extingue foi grafada incorretamente no título da matéria sobre o corte da aposentadoria dos governadores publicada ontem na página 4 do Primeiro Caderno, Editoria de Política.





