Sujeira no Zerão
Este jornal publicou no último dia 2, na página 9 do Primeiro Caderno, a foto de membros da Igreja Tenrikyo limpando o anfiteatro do Zerão, num ato de voluntariado. Inegável o mérito desta iniciativa. No entanto, consta que este espaço deveria estar sendo permanentemente limpo por uma empresa contratada pela prefeitura. Aliás, não apenas o anfiteatro, mas os demais espaços circunscritos na área do Zerão, incluindo o Lago Igapó.
Estes serviços estão sendo realizados a contento? Estaria a população pagando por serviços não executados, ou apenas eventualmente executados ou ainda mal executados? A prefeitura mantém um gerenciamento sobre serviços terceirizados no município? Com que frequência e sob quais critérios é feita uma avaliação desses serviços? Ou após a efetivação dos contratos a contratante ''lava as mãos'' e a contratada faz o serviço quando e como bem entende? Senhor secretário da pasta responsável, por favor, uma resposta.
NEUSA MARIA PASCHOAL LOPES (professora) - Londrina
VGD é bola da vez!
Apesar do ótimo desempenho do Londrina Esporte Clube (LEC) em sua estréia na Série B diante da torcida no Estádio do Café, venho manifestar minha opinião sobre ao palco dos jogos. A campanha do time no Paranaense, que não chegou a ser brilhante, conseguiu devolver a credibilidade e orgulho ao LEC e seus torcedores, e foi toda construída no Vitorino Gonçalves Dias (VGD), praça esportiva localizada no centro da cidade, que facilita muito o acesso dos fãs. Além disso, o velho e aconchegante estádio é um verdadeiro caldeirão, possibilita que a torcida jogue com o time, pressionando os adversários em todos os lances, pressão esta que não ocorre no Estádio do Café, onde o público fica muito distante, tornando-se um campo neutro. O bom cumprimento do dever de casa nesta difícil disputa da Série B é essencial para quem almeja algum sucesso.
RODRIGO MARQUES FERRACINI (estudante) - Londrina
Calouros da UEL
Ontem se iniciaram as aulas na UEL. Estou contente por ser caloura do curso que hoje é o que mais forma universitários: Direito. Estar lá dentro é muito mais que ''desejo'', é um mérito que obtive através de meus esforços, pois não fiz cursinho pré-vestibular e fui aprovada em quase todas as instituições públicas do Estado direto, e detalhe: sempre estudei em escola pública (fiz Ensino Médio no CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica - de Cornélio Procópio, onde se entra através de um vestibular), além do quê falo quatro línguas. Isso aí foi só para dizer que tudo o que precisamos para ser bem-sucedido é esforço próprio: não adianta estudar na melhor escola, com os melhores professores se você é o pior aluno, se você se recusa a aprender! Entrar na UEL é realizar todas as fantasias de colegial (no bom sentido!), é estar engajada em todos os movimentos universitários, com toda aquela vontade de mudar o mundo e acreditar que tudo é possível. Então, tomara que minhas expectativas sejam correspondidas.
EMMANUELLA M. DENORA (estudante) - Cornélio Procópio
Nelson Freire
Nas palavras do amigo de Nelson Freire, presente nas pré-estréias do filme ''Nelson Freire'', o canadense Tom Deacon: ''Nelson! You are sorrounded by love!'', encontrei a essência do carisma do maior pianista brasileiro. Foi um dos momentos que captei, entre tantos que presenciei, desde a pré-estréia do filme-documentário em São Paulo, no último dia 23 de abril, até a exibição em sua cidade natal a hospitaleira e bela Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, dia 26.
Mais de quinze anos me separam de meu primeiro contato com o gênio Nelson Freire, após um concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1986. Desde aquela época, fiquei fã tanto do músico quanto da pessoa de Nelson. Entre tantos que se agraciaram com seus acordes perfeitos do temido concerto ''Rach 2'' naquela ocasião, fui um dos poucos convidados a participar de uma recepção em sua residência, num dos bairros mais elegantes do Rio. Assim surgiu uma admiração ainda maior, pela simplicidade deste que talvez seja o maior pianista da atualidade.
Num país onde a música erudita é tão ''regulada'' (por que não dizer ''evitada''?) pela mídia, ele surge diante do grande público, sem qualquer iniciativa dele próprio. Custou a aparecer alguém com sensibilidade suficiente para que esse ''tesouro musical'' pudesse ser doravante de ''domínio público''. Enfim, o cineasta João Moreira Salles conseguiu captar detalhes do ''jeito Freire'' de ser, sem que isso alterasse a rotina do artista. O trabalho cinematográfico - recheado de fantásticas melodias do repertório pianístico e de cenas de pura poesia visual - irá deliciar a todos quantos tiverem o privilégio de assisti-lo.
AMILCAR FERNANDES NETO - Santo Antônio da Platina
- Diferentemente do que a Folha publicou na edição do último 1º de maio, há uma incorreção na reportagem ''Silêncio com Acústica, a Concha 56 anos depois''. Na verdade, o monumento completou 46 anos naquela data.

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