CARTAS
IML esclarece
Tendo em vista a reportagem ''Novo prédio, velhos problemas'', relacionada às instalações do Instituto Médico-Legal de Londrina, veiculada no Caderno Folha Cidade, da Folha, na última quarta-feira (30/4), cumpre-nos fazer os seguintes esclarecimentos:
1º) O prédio onde hoje funciona o IML de Londrina foi locado em 1º de setembro de 2002 através do contrato de locação de imóveis nº 10/02 firmado entre a CAABEL Comércio, Agricultura e Administração de Bens Ltda. e a Secretaria de Estado da Segurança Pública, representada pelo então secretário, José Tavares, do governo Jaime Lerner, sendo, na ocasião diretor do IML do Paraná o sr. Wagner Luís do Nascimento;
2º) O atual diretor do IML do Paraná, dr. Carlos Ehlke Braga Filho, assim como seus chefes divisionais, todos nomeados em 1º de janeiro deste ano pelo governador Roberto Requião, não têm qualquer participação na locação do referido imóvel;
3º) Em vistorias realizadas no local, após assumirem seus cargos, o atual diretor do IML e o Chefe da Divisão Técnica do Interior constataram pessoalmente os problemas apontados na reportagem e concluíram que o prédio é inadequado para o funcionamento do instituto considerando um equívoco a sua locação;
4º) Verificaram também que mesmo fazendo-se novos investimentos para a reforma do prédio ainda assim não será possível sanar todas as suas deficiências, razão pela qual são de opinião que os investimentos devem ser dirigidos para a edificação de uma sede própria para o IML de Londrina, moderna e funcional, compatível com a grandeza da cidade e com a importância sócio-econômica da região. Neste sentido, estarão apresentando um minucioso relatório ao secretário de Estado da Segurança Pública, sr. Roberto Requião, sugerindo a construção do novo prédio, com base em estudos técnicos prévios.
CARLOS EHLKE BRAGA FILHO (diretor do Instituto Médico-Legal do Paraná) Curitiba
Administração Nedson
Mais da metade da administração Nedson já foi concluída e não é preciso ser nenhum especialista em economia urbana para perceber a mediocridade administrativa. O primeiro ano, claro, foi para colocar a casa em ordem, moralizar, retomar projetos de crescimento ou programar novos empreendimentos. Estabelecida a moralidade, a transparência, parece que não passou muito disso. O tempo passou e pelo jeito, a decepção começa a tomar conta dos esperançosos que propuseram a mudança.
Nestes dois anos e meio, no entanto, Londrina parou. Faltou garra, faltou espírito empreendedor. Qual foi a geração de empregos? E a cara da cidade? Uma decadência. A violência competindo assustadoramente com a dengue foram as maiores manchetes. Uma cidade como Londrina, sempre tão pujante, que ''aparecia'' no cenário estadual, anda apagada, estagnada. Nossos líderes políticos, o Executivo, o Legislativo, incluindo deputados representando a região, igualmente inertes, andando em círculos, o que estão fazendo para o crescimento de Londrina?
Pode até ser que agora as cartas guardadas comecem a sair da cartola, preparando estratégias para as próximas eleições. Pior é que tem cidadão com saudade do tempo das grandes barbaridades, do tempo do ''rouba mas faz'', o que demonstra uma grande falta de inteligência, que seria o incorrer no mesmo erro. Dentro da grande expectativa nacional provocada pela vitória do Lula, apesar do nosso prefeito ser do mesmo partido, Londrina parece ser de outra galáxia. E nós, pobres eleitores, é hora de esquentarmos novamente a cabeça, preparando-nos para votar em alguém que possa tirar-nos deste atraso e nos conduzir para o progresso que há tanto tempo almejamos.
ESTELA M. FREDERICO FERREIRA (supervisora escolar) Londrina
Empresários uni-vos
No que concerne à violência, a situação londrinense é caótica e ficará bem pior. Não tenha dúvidas de que você ou alguém da sua família, cedo ou tarde, será assaltado, estuprado ou assassinado. É uma questão de dias, de semanas, de meses.
Nenhuma mãe dorme em Londrina enquanto seu filho não chega da rua. Não se trata de exagero. É fato que vários policiais são obrigados a morar nos mesmos bairros dos bandidos, criando, assim, laços de amizade, e que há inúmeros casos de agentes de Polícia corruptos. A população a paisana, com isso, não consegue diferençar os bons dos maus policiais.
Muitos bandidos não roubam por necessidade ou por pobreza, como querem crer alguns ''sociólogos'', que afirmam estar o mal na desigualdade social tais teóricos deveriam lembrar-se de que seus próprios filhos correm perigo. Os bandidos mais perigosos de Londrina vivem de sexo e rock and roll o dia todo, têm namoradas bonitas, advogados, carrões e casa própria. Acabando-se o dinheiro, é só assaltar mais um posto de gasolina ou farmácia, matar o gerente de plantão e, depois, preparar mais um golpe. Quando a Polícia prende um destes delinquentes, seu próprio advogado liga para a vítima, alegando que é melhor não levar adiante o processo. Esta, estarrecida, desiste de tudo.
Para minorar o caos que se instalou em nossa cidade, há sugestões razoáveis, como a formação da Guarda Municipal, com apoio total da Prefeitura, e a criação da Vila Policial, onde os policiais moradores não teriam bandidos vizinhos. O dinheiro para a manutenção desta estrutura viria do comércio e da indústria londrinense e, se possível, contaríamos com a ajuda do Tiro de Guerra.
A diferença entre o Brasil e os países desenvolvidos é que nestes existe punição aos infratores e delinquentes. Se continuarmos assim, as autoridades permitirão que viremos uma Colômbia. Não demorará muito para você blindar seu carro. Quem viver verá!
VIRGÍLIO TOMASETTI JÚNIOR (professor) Londrina





