VGD ou Café?

Esta polêmica se arrasta há tempo. A cidade possui duas praças esportivas (Café - capacidade para 40.000 pessoas e VGD - com capacidade de 12.000 pessoas). Cada qual com suas vantagens - o grande estádio, pelo conforto e pela capacidade e o pequeno estádio, pela ''pressão'' da torcida e localização central.

A utilização dos dois estádios de forma escalonada, condicionado ao evento (Campeonato Paranaense, Copa do Brasil ou Brasileiro) à condição da equipe na competição e ao adversário, parece ser a melhor saída.

Na Série B de 2003, o LEC disputará ''em casa'' jogos contra equipes consideradas ''grandes'' do futebol brasileiro, como Botafogo do Rio, Portuguesa de São Paulo e Santa Cruz-PE. Nestes casos, o Estádio do Café é o palco adequado. No Paraná, essa hipótese caberia para jogos contra o trio da capital (Atlético, Coritiba e Paraná) e em casos da equipe alcançar a fase final da competição (já imaginaram o LEC jogando a semifinal do paranaense contra o Coritiba, no Café lotado?)

Por outro lado, jogos com equipes consideradas ''pequenas'' como Anapolina, União São João e Brasiliense poderiam, tranquilamente, ser realizados no VGD. No Paranaense, a grande maioria dos jogos da fase inicial, com equipes como União Bandeirantes, Roma Apucarana, Rio Branco de Paranaguá etc...

Temos, como poucas equipes no país, dois belos estádios e a verdade é que a utilização de um dos estádios não pode representar o abandono e o ostracismo do outro, nem tampouco uma máxima ou axioma, como tem ocorrido nos últimos campeonatos: ''Agora o LEC vai jogar no VGD'' (e o Estádio do Café é esquecido) e vice-versa.

Somos adeptos da chamada ''Teoria Mista'', antes que o LEC tenha a sua própria casa, com capacidade razoável e condições de maior conforto ao torcedor, como ocorre com o Atlético Paranaense e sua admirada Arena (e guardadas as devidas proporções, é claro).

Torcemos que nos próximos campeonatos, e desde que haja um calendário organizado e racional, o nosso glorioso e agora revigorado LEC possa utilizar as duas praças, motivado pela conveniência de cada evento, dado ao privilégio inegável de poder se aproveitar o que cada espaço tem de bom.

FÁBIO CHAGAS THEOPHILO (advogado e conselheiro do LEC) - Londrina



Fome zero

No início do regime militar em nosso país foi realizada uma campanha nacional denominada ''Ouro para o bem do Brasil'', que mobilizou todos os cidadãos. Todos os segmentos sociais, e tinha por objetivo pagar a divida externa de nosso país.

Foi uma campanha gigantesca que envolveu toda sociedade, sem distinções. Pessoas que possuíam apenas a aliança de casamento como única peça de ouro, doaram o símbolo de sua união matrimonial na esperança de uma vida melhor. Todavia, nada mudou e ninguém sabe aonde foi parar esse ouro.

Que as lições do passado sirvam para nosso futuro. Se o governo não administrar direito ou não tomar as devidas precauções e cuidados, a campanha Fome Zero pode tomar o mesmo rumo incerto. Se o governo não for responsável e diligente o mandato vai terminar e a fome vai continuar.

Estamos torcendo para que isso não seja uma realidade. Como todos os brasileiros, queremos ver a fome erradicada de nosso País. Porém, queremos ver aonde essa campanha vai dar. Queremos ver os resultados de toda esta espalhafatosa campanha publicitária.

TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina




Minha mãe, 80 anos

Nostálgica, a tarde busca entre os últimos raios de sol, o que resta das lembranças que navegam entre os compassos da antiga canção! A primeira escola, a velha casa e o som cristalino das brincadeiras de roda! Em meio a tantos rostos, altivo, forte, ímpar, sofrido, como tantos outros, único, porém, vem à mente: o rosto de minha mãe! A juventude, não viu passar. De renúncia em renúncia, encontrou, um dia, o ninho vazio, cada filho, com sua asa voou! Crianças não entendem por que choram suas mães! E a cada ato da peça da vida que ela viveu, muitas vezes, secas as lágrimas. Estampava o que tinha de verdadeiro: fidelidade exigente e uma só missão: servir! Hoje, Ruth Benck Tramontini completa 80 anos. É necessário, mais que o mundo. Que ela mesma saiba, do amor que lhe devoto, do mais profundo do meu ser.

LILIANA MARIA TREVISAN (advogada) - Londrina

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