CARTAS
Troco da natureza
Enquanto virologistas, infectologistas, pneumologistas, buscam a todo custo as causas da Pneumonia Asiática (Sars), que já infectou milhares de pessoas em todo mundo, levando a morte mais de 250, principalmente na China, onde somente um mês depois é que foi divulgada a origem da doença que já se alastrou pelos 5 continentes. Para alguns cientistas, o vírus pode ter sido originado em testes de vacina em frangos, patos e marrecos, mas na realidade o vírus está mesmo nas fezes do próprio homem pela falta de saneamento básico, poluição dos rios e contaminação da água potável, se é que podemos dizer potável para consumo humano.
Como todos, sabem a China está a zero com seu meio ambiente. Com 1,6 bilhão de seres humanos, a péssima qualidade do ar interfere diretamente na qualidade de vida de seu povo. O pior mesmo é o que está por vir. A natureza agora não mais aceita toda essa poluição do ser humano, ela se vinga e causa pânico, fuga em massa por avião, trem, metrô, ônibus, navios, barcos, principalmente das megacidades asiáticas. O castigo maior virá da construção da hidroelétrica de Três Gargantas com o represamento dos Rios Yang, Yang Tzé e Yang Hoo. Como todos esses rios nascem do platô tibetano, com suas encostas devastadas, sobrará para as potentes turbinas somente o barro em lugar da água.
De nada adiantará toda engenharia, tecnologia e conhecimento do homem, esse alerta da pneumonia é somente o primeiro aviso da natureza, o resto virá depois.
JOSÉ PEDRO NAISSER. (ambientalista) - Curitiba
Devassa já!
Que aconteça, sem injunções políticas e beneplácitos do alto clero paroquial, a devassa prevista pelo governo federal nas instituições filantrópicas, haja vista que algumas ''sociedades de cultura, pastorais, Ongs, igrejas, etc, abrigadas à sombra do sacro império tupiniquim, embarcaram no trem da alegria da renúncia fiscal. Quer dizer, deixam de recolher tributos que todo cidadão e pessoas jurídicas fazem compulsoriamente aos cofres públicos.
A devassa é uma rara oportunidade para desacobertar o ilícito moral e legal, o quantum real a administração pública deixa de recolher em tributos que poderiam ser canalizados para o Programa Fome Zero e/ou transformados em projetos e obras sociais, bolsas de estudos, auxílio-óbito-natalidade, projetos de erradicação do trabalho infantil, segurança, assistência médica e reequipamento hospitalar.
Por conta da devassa, setores que deveriam receber recursos do governo federal aguardam o dia que virá para implantarem projetos e se reaparelharem para atender mais e ''menos pior'' a clientela previdenciária. Em déficit permanente, mal remunerados pelo SUS, os hospitais filantrópicos paranaenses já excedem em sua cota de sacrifícios e vão deixar de receber R$ 10 milhões para aparelhamento por conta dos cortes de verbas já garantidas no orçamento. Os hospitais universitários, dentre eles o HC de Curitiba, ficam sem receber R$ 9,5 milhões. As demais unidades de saúde deverão adiar a implantação de novos serviços e aparelhamento devido ao corte de R$ 13,4 milhões. É o belo quadro social. Belíssimo!
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba
Guerra e desinformação
A guerra dos Estados Unidos e Inglaterra contra o Iraque confirmou um fenômeno perigosíssimo. Hoje todos têm meios de comunicação altamente desenvolvidos que só contam um lado da questão: o seu. Ninguém consegue acompanhar todas as fontes e lados. Na era da informação somos um mundo mais dividido do que nunca e menos bem informado. As CCNs da vida podem informar o Ocidente. Mas os árabes preferem suas emissoras e jornais. Nem no brinquedo de quebra-cabeça daria para formar uma figura única pois ficariam faltando peças essenciais. Lado algum informa mais do que a sua verdade.
Antes, havia uma só fonte de notícias que era a do país que mandava. Os demais tinham de aceitá-la. Agora, com a Internet, televisão a cabo, e tudo o mais, existem tantas verdades que acabam nos confundindo a todos. As bússolas que são os conhecimentos de cada lado não apontam para um mesmo norte. Ninguém pode se orientar satisfatoriamente.
ABRAHAM SHAPIRO (empresário) - Londrina





