Novela dos combustíveis
A confirmação da veracidade das denúncias e fiscalizações efetivadas pelo Procon de Londrina no período em que estivemos à frente do órgão foram confirmadas pela redução significativa no preço da gasolina e do álcool nos postos da cidade. Há 2 meses tínhamos um dos mais altos preços de revenda do Paraná. E o pior, a diferença de um posto para outro praticamente inexistia. Era preço único, 2,36 para a gasolina e 1,56 para o álcool. Hoje, graças ao trabalho do Procon e do Ministério Público, combatendo implacavelmente o cartel dos combustíveis, podemos constatar a redução de mais de 0,20 centavos por litro do produto. Ao encher um tanque de 40 litros o londrinense está economizando 8,00 reais. Você já imaginou o quanto estamos economizando por ano?
Vencemos uma batalha, perdemos outra, mas a guerra ainda não terminou. Entretanto, estas pequenas vitórias são importantes, sem esquecer as pessoas que nos ajudaram a perpetrá-las. Queremos, de público, agradecer a todos os estagiários e servidores do Procon, que demonstrando profundo sentimento de cidadania, vencendo desafios e dificuldades, e até injustificável desprezo pelo relevante trabalho realizado, mostraram para Londrina e para o Brasil, que é possível sim, ''peitar'' o poder econômico e exigir respeito ao consumidor.
TITO VALLE (advogado e ex-coordenador do Procon) - Londrina
Ambulantes no terminal
Gostaria de manifestar minha opinião sobre os ambulantes na calçada da Rua Benjamin Constant. Entendo que os ambulantes precisam trabalhar, que é deste trabalho que retiram seu sustento, que as coisas andam difíceis em nosso país, e que cada um se vira como pode, mas se cada um for pensar apenas em seu interesse a cidade ficará um caos! Creio que o poder público deve zelar pela comunidade e não pelo interesse individual do cidadão. Fiquei indignada quando li a reportagem em que um dos líderes dos ambulantes afirmava que só sairiam do local se chamassem a polícia. Calçada foi feita para o pedestre andar e o que acontece ao redor do Terminal Urbano de Londrina é revoltante!
É muito complicado para quem necessita passar diariamente pela calçada. Sempre tem gente no meio do caminho. Quando passamos pelo local no período da manhã, temos que ter cuidado pois os ambulantes ''lavam'' as calçadas, jogam a gordura que fritam seus salgados no meio-fio. Fica um cheiro desagradável. Quando chove, temos que andar no meio da rua, pois os ambulantes colocam lonas para se protegerem e ocupam toda a calçada, não dando espaço para os pedestres se locomoverem. Quando tentamos passar pela calçada nossas sombrinhas sempre enroscam nos fios que eles amarram as lonas. Isso sem falar nas condições de higiene que os produtos são vendidos. Será que a vigilância sanitária não enxerga determinadas coisas? O que são aquelas pombas e cachorros ao redor dos carrinhos de lanches?
Se cada vez que a administração pública, tentar trabalhar para o bem comum e os cidadãos não colaborarem, aonde iremos parar? Espero que este problema seja resolvido, que haja uma fiscalização rigorosa para que esses ambulantes saiam da calçada e não apareçam outros daqui algum tempo. Parabenizo a CMTU pelo trabalho que está tentando efetuar.
GISLAINE MEDINA (pedagoga) - Londrina
Deputado responde
Em resposta ao leitor que criticou a atuação dos deputados na CPI do pedágio, esclareço, na condição de membro da referida comissão, que a mesma é aberta à participação popular e que atende a sugestão feita pelo leitor Fernando Martins Serrano, para que fossem convocados representantes do Judiciário para depor sobre as decisões de nulidade dos pedágios em alguns trechos de rodovias paranaenses. Isso já foi transmitido ao presidente da CPI, deputado André Vargas.
HOMERO BARBOSA NETO (deputado estadual) - Curitiba
Sanepar reconhece falha
Em relação às matérias publicadas na edição de quinta-feira da Folha, sob títulos ''Sanepar começa a rediscutir tarifa social'' e ''Liminar garante abastecimento'', a Companhia de Saneamento do Paraná reconhece que houve uma falha no sistema. ''Além de protegido por uma decisão da Justiça, o caso do cliente Albertino Marques é especial, em função das suas condições de saúde e de outros membros da família'', assegura o diretor-superintendente da Sanepar, Stênio Jacob.
Ele lembra que a Sanepar respeita as decisões judiciais, e somente uma falha imperdoável explica o corte no fornecimento de água na residência do aposentado Albertino. A religação já foi executada e a questão da dívida está sendo analisada pela diretoria da Sanepar. Albertino Marques não podia ser inscrito na tarifa social em função dos critérios definidos pela diretoria anterior. Uma equipe de técnicos da Sanepar, em parceria com instituições que prestam atendimento social, está revendo os critérios ''para que clientes em condições especialíssimas como a do senhor Albertino não fiquem sem a segurança da água tratada'', adianta Stênio Jacob.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SANEPAR - Curitiba

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