Mais um pedágio?

A implantação de postos de pedágios em inúmeras estradas paranaenses foi um dos grandes temas debatidos na última eleição ao governo do Estado. Diante das constantes reclamações, protestos e da continuidade de cobranças moral e politicamente questionáveis, o então candidato Roberto Requião (PMDB) garantiu revisar todos os contratos assinados, ao longo das duas últimas gestões sob responsabilidade do governo Jaime Lerner (PFL).
O novo governo começou e, um pouquinho diferente do que fora prometido, um novo pedágio continuou sendo implantado, na BR-476, entre os municípios de Araucária e Lapa, mantendo assim um contrato que, dizem, teria sido assinado no apagar das luzes do final do último mandato, entre uma empresa privada, o então governo federal e o ex-governador do Estado.
Com isso, desde o início do ano, no trajeto aproximado de 40 km que liga Araucária até a Lapa, é possível ver carros com adesivos de uma dessas 'concessionárias', máquinas jogando areia no acostamento, novas placas e outdoor de publicidade da referida empresa, tapando buracos na pista e, claro, já em avançado ritmo de preparação um posto onde, em breve, motoristas devem enfrentar mais uma cobrança em forma de pedágio no Estado.
Tudo leva a crer que essa espécie de operação 'tapa-buracos' seria mais uma forma de possibilitar que uma empresa privada passe a cobrar pedágio, complicando ainda mais a vida de milhares de motoristas, caminhoneiros e demais usuários que precisam trafegar pela referida rodovia em busca da sobrevivência.
Resta saber se o atual governador, Roberto Requião (PMDB), vai mesmo (conseguir) manter a palavra empenhada durante a última campanha eleitoral e não permitir que este pedágio se torne uma realidade, como já vem sendo admitido publicamente nos meios políticos do setor. E, agora, senhor governador? A palavra é sua e o compromisso assumido também.

SÉRGIO LUIZ GADINI (jornalista) - Ponta Grossa


Depressão na adolescência

A reportagem ''Depressão na Adolescência'', da jornalista Luka Morais, publicada no último domingo, na Folha de Londrina, foi de extrema importância porque abordou um tema bastante discutido na atualidade. Queremos cumprimentá-la pela abordagem das informações e ao mesmo tempo agradecer o destaque dado ao nosso colégio através do enfoque do trabalho desenvolvido junto aos pais de nossos alunos.

VIRGÍLIO TOMASETTI JÚNIOR (diretor-geral do Colégio Máxi) - Londrina


Poder público e qualidade

Excelente o artigo escrito pelo sr. Abraham Shapiro, no Espaço Aberto, na última quarta-feira, referente à qualidade da mão-de-obra pública. Mais do que nunca chegou a hora dos prefeitos entenderem que precisam investir na qualificação dos funcionários. É terrível ir a uma repartição municipal e ser tratado como boi em frigorífico. Há que se humanizar e, acima de tudo, profissionalizar o atendimento o mais rápido possível. E para isso, é claro, treinamento é a prescrição ideal.

ANGELA KAINAN - Presidente Prudente (SP)


Postos de combustíveis

Um gerente assassinado, um posto assaltado vinte e tantas vezes e vários outros postos de combustíveis sendo assaltados diariamente. Agora poderemos ver se nossas autoridades terão tanta agilidade para punir os responsáveis por isto. E não só penalizar mais um setor que é castigado pela violência londrinense.

RAFAEL PELLIZZETTI (estudante) -Londrina


Violência nas escolas

Muitos alunos do ensino fundamental e médio mal sabem escrever e realizar as quatro operações básicas. As autoridades falam em investir mais na educação, mas não é esta a principal solução. Isto é também um reflexo da violência que os docentes encaram nas escolas. Em grandes cidades, muitos professores fazem que ensinam e os alunos fazem que aprendem. Os professores têm medo de ministrar suas aulas e chamar a atenção de traficantes que se misturam com alunos. Enquanto as leis penais não mudarem, não adianta nenhum investimento em educação ou segurança pública. Está na hora dos professores se organizarem e pedirem leis diferenciadas contra quem agride e mata professores, como é feito para os juízes, promotores, policiais e políticos. Ser professor hoje é uma profissão de alto risco de vida.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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