Páscoa
A Páscoa é vitória da vida sobre a morte! Com a ressureição de Jesus, a humanidade ganha nova esperança e vê com claridade o destino final. A cortina da morte é rasgada e nós deslumbramos o horizonte da vida eterna. Porém, o Senhor ressuscitado nos ensina que esta vida eterna não vem como um anexo pós-morte, mas, já na condição renovada de cristão, estamos vivenciando este grande dom que Ele nos dá em cada celebração pascal - vida plena, vida total.
O desafio nosso é acreditar e assumir este novo cenário conquistado por Jesus. Muitas vezes, ainda vivemos como se a morte fosse o final de tudo. Aliás, vivemos num mundo assombrado de morte, guerra e violência. Diante deste contexto mundial, cada cristão é chamado a ser verdadeira luz, apontando a estrada para a vida plena e humana e sinalizando o caminho para Jesus Cristo ressucitado. Feliz Páscoa a todos, são os votos da comunidade da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
PATRICK FRANCIS O'NEIL (padre marista) - Curitiba
Renasce a esperança
Páscoa significa ressurreição, renascimento, vida nova. Este é um momento de reflexão, um momento de analisarmos quem são aqueles que estão morrendo em nosso cotidiano, sendo crucificados e sacrificados diariamente em nossa sociedade. São muitos os marginalizados, milhares de pessoas em nosso mundo, em nosso país, em nossa cidade ou até mesmo em nossos bairros que vivem prolongadas ''via crucis'' carregando as coroas de espinhos de nosso dias, sendo humilhados, maltratados e, muitas vezes, num último suspiro, dizendo: ''Pai por que me abandonastes?''
Cabe àqueles que não vivem esta situação tomar uma decisão, idêntica àquela tomada pelo povo naquele momento que gritou: ''Crucifica-o, crucifica-o!'' - e esta decisão pode ser representada em diversas atitudes ou em nenhuma delas. O simples fato de aceitarmos esta situação e não termos nenhuma atitude contrária a isto, significa que somos cúmplices daqueles que clamam por esta barbaridade.
A corrupção presente em nosso meio, as injustiças praticadas por aqueles que detém o poder, a falta de oportunidades para que os marginalizados não sejam crucificados, a miséria em meio à abundância, enfim, são algumas maneiras praticadas por aqueles que gritam: ''Crucifica-o, crucifica-o!''.
Façamos desta páscoa uma vida nova para nós e, principalmente, para aqueles que vivem à margem de nossa sociedade. Vamos lutar pelo renascimento da esperança! Temos a oportunidade hoje, de amenizar o sofrimento destes que são crucificados todos os dias, através de gestos e palavras. Lutemos por uma sociedade mais humana, mais justa, mais digna. É hora de uma vida nova àqueles que assim como Cristo, tanto sofreram e ainda sofrem. Feliz Páscoa a todos os povos, incluindo os excluídos!
MARCIO CRUZ (estudante) - Londrina
SOS Tiradentes
Se José Joaquim da Silva Xavier estivesse entre nós os brasileiros enforcados pela carga tributária teria percebido que sua morte por causa de um quinto cobrado pela Coroa portuguesa, perto da carga tributária de hoje, era uma pechincha.
Hoje o Brasil é um país livre, os governantes são livres para cobrar 0,38%, 12%, 15%, 25% e nós somos livres para reclamar, espernear e, não tendo outra saída, livres para pagar. Tiradentes, ninguém consegue nos tirar deste poço, que parece não ter fim e nem fundo. Jogue uma corda para nos livrar da fila da saúde, da educação falida, dos pedágios, do desemprego, da fome, da miséria e da falta de um futuro. Que alguém jogue uma corda para nos tirar deste poço e que possamos sair sãos e salvos e não laçados pelo pescoço como Tiradentes.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (auxiliar administrativo) - Porecatu
Ineficácia de remédios
Entre as malandragens da humanidade, há a malandragem comercial. Por exemplo, há empresários que vendem remédios fajutos ineficazes, uma infinidade de pomadas e comprimidos são postos à venda em farmácias. Farmacêuticos lavam as mãos. Aqui, não se faz necessário apontá-los. Cabe aos órgãos governamentais verificar e tomar medidas para que o mal seja solucionado e os ''bandidos'' punidos. A população na boa-fé é prejudicada na saúde e no bolso. Os verdadeiros bandidos não são os miseráveis batedores de carteira.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão

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