Contribuinte desprezado

Num país que depende tanto da contribuição do cidadão comum, a Receita Federal não proporciona o tratamento que ele merece. Com isso, uma simples declaração de IR torna-se às vezes uma tortura, um dispêndio enorme de tempo e energia. Ao invés de se facilitar ao honesto contribuinte este ato, as dificuldades que se lhe apresentam neste momento de ajuste com o Fisco parecem-lhe mais um castigo do que um mero dever de cidadão. Veja um exemplo: quem tenta declarar por Internet, se depara com defeito no CD fornecido pela Receita. Até se descobrir que é um defeito, gastam-se horas. Depois, mais outras tantas de suplício para se comunicar com o órgão da Fazenda.
As dificuldades não param aí: as informações passadas pelo técnico não funcionam. Mais algumas horas ao telefone. Quando se consegue a ligação, surpresa: o expediente na Receita já se encerrou. E agora? Mais um dia de perda de tempo. Não seria mais fácil não declarar, sonegar? E tem mais. Para o honesto, que declara, que paga o imposto, não há contrapartida da RF. Se ele atrasa, há multa. Se ele paga à vista, não há desconto. Se ele paga em prestações, há juros e correção monetária. Seremos um dia tratados como cidadãos que contribuem com o crescimento do país, ou continuaremos a ser desprezados, como os ''bobos que pagam tudo'' em contraste com os ''espertos'' de sempre? Quando é que a Fazenda vai usar mais de inteligência para arrecadar mais?

JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE - Curitiba

Pedágio

São preocupantes as notícias vindas da Assembléia Legislativa, mais precisamente da CPI do Pedágio. A falta de argumentos para declarar nulo os contratos foi ventilada como a conclusão do trabalho dos deputados. Como isso é possível se a Justiça Federal já decretou nulo os contratos em Cascavel, Guarapuava e Ponta Grossa? E tal decisão foi confirmada pelo TRF de Porto Alegre. Como podem os deputados chegar a entendimento diferente desse?
Acredito que para dar credibilidade aos deputados e à CPI eles devam convocar para depor o Ministério Público Federal e os juízes federais que depois de muito estudo e muito trabalho baseado em seriedade, isenção e grande conhecimento jurídico sentenciaram desta maneira. Como podem alguns deputados com conhecimento legal próximo do zero, sequer são bacharéis em direito, analisar contratos, leis e descobrir nas entrelinhas o que é fraude contra o povo do Paraná? Precisamos de seriedade e trabalho já! Por mais dignidade, competência e menos pizza no Paraná.

FERNANDO MARTINS SERRANO (engenheiro agrônomo) - Maringá


Será que é vida?

Em meio a tanta violência que nos cerca, somos levados a pensar o que se passa na cabeça de um traficante, de um policial que em situações adversas arriscam vidas e até mesmo as suas no território de uma grande favela.
Nós procuramos viver em paz, mas muitas vezes nem todos acabam indo pelo caminho da dignidade. Procuram ir pelo mais fácil, que dá lucro e que ''sempre'' não é o acarretado de boas consequências ou considerado digno.
Acabam por correr riscos que, em meio a tanta violência, já não causam mais temor algum. Morrer se torna algo destinoso.
Exemplos já não causam medo. Ídolos, que por morrer, se tornaram meros exemplos para se expadirem cada vez mais perigosos. Já não querem empregos fúteis, o que querem mesmo é serem úteis ao ''movimento'' (grupo de traficantes que domina o comércio de drogas numa favela) como dizem.
Em quem confiar? Na polícia que já não traz segurança e acaba por provocar medo? Já não há a quem reclamar se tudo já está desestruturado (famílias, governo, etc.). Em meio à comercialização que fazem, o dinheiro acaba por piorar a situação, ele se transforma em armas e balas que já não pagam uma vida se quer.
Quem são esses que não aprendem a viver ou até mesmo que deixam o fim de esperança morrer quando ela existe ou tenta existir por ali, em um lugar que não traz ao mínimo perspectiva? Solução? Quem sabe um dia quando acordarmos para o que realmente é chamado vida.

ADRIANA ALVES (estudante) - Londrina


Guerra contra a Dengue

Vamos lutar nesta guerra contra a dengue. Este mosquito vamos ter que erradicar. Ele é pequeno, mas derruba muita gente. Se descuidar, ele pode até matar. Não deixe latas, nem pneus tomando chuva, vire as garrafas, troque a água do animal. Estamos juntos, contamos com sua ajuda. Deixe o agente pesquisar o seu quintal. Fique atento também com o seu vizinho. Este, talvez, não assuma esta missão porque não sabe a força deste bichinho, não teve dengue pra dizer o quanto ''é bom''. Agora preste atenção meu companheiro! Se aprendeu comigo esta lição, entre na luta e seja um bom guerreiro. Lixo que é lixo, é jogado no lixão!

LUIZ CARLOS MENEGUINI (agente de saúde) - Londrina

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