Cartel aéreo?
Nos jornais locais de 15 do corrente encontramos as seguintes manchetes: ''Postos de Londrina são os que mais lucram com a gasolina'' (FL) e ''Londrina tem a gasolina mais cara'' (JL). Por que tudo em Londrina é mais caro do que no resto do País? Será que somos os mais ricos do Brasil?
Numa emissora de rádio local ouvi uma entrevista com um deputado que dizia que as passagens aéreas de/ou para Londrina são as mais caras do Brasil. Depois falou a respeito do cancelamento dos vôos da GOL em Londrina, pois de acordo com autoridades da área (DAC, Aeronáutica, etc.) com as quais teve audiências em Brasília, a GOL estava praticando dumping nas operações em Londrina, um dos motivos da suspensão de seus vôos, disseram.
Então o deputado disse que respondeu às autoridades com a seguinte pergunta que não lhe foi respondida: ''Por que com apenas quatro dias de operação da GOL em Londrina as outras empresas aéreas reduziram pela metade (50%) o preço de suas passagens?'' Perguntamos: será que as demais companhias aéreas estão com medo da GOL? Ou então praticam cartel como faziam os postos de gasolina de Londrina? Aguardamos respostas ou explicações dos interessados.
ANTÔNIO LUQUES ANTUNES (advogado) - Londrina
Monopólio da TCCC
A Câmara Municipal de Maringá tem se posicionado fortemente contra a atitude da Prefeitura em quebrar o monopólio com a TCCC. O que se põe em xeque nesta quebra não é a qualidade dos serviços que, diga-se de passagem, é bastante satisfatória para quem o usa. O que se discute é a legalidade. A prefeitura fez um compromisso e está tentando cumpri-lo. Será que os vereadores estão fazendo sua parte? Que contribuição eles têm dado para esse processo a não ser tentar de todas as formas, e por razões ainda desconhecidas, manter a postura de serem radicalmente ''contra'' a atitude municipal.
Como cidadão não sei qual o exato papel dos vereadores, mas acho que é algo mais do que mudar nomes de ruas e conceder certificados de cidadão benemérito às pessoas. Acho que a Câmara de Vereadores deveria de vez em quando ''mostrar sua cara'' também em favor dos interesses do povo e não somente contra ele e nisso nós estamos de olho, afinal a eleição municipal está aí e temos que estar atentos em quem é a favor do povo e quem é ligado somente nos interesses econômicos e no corporativismo.
EDJAN BALDO DE CARVALHO (auxiliar administrativo) - Maringá
Videovigias
Duas matérias veiculadas esta semana tinham como assunto a CMTU. A primeira no dia 9/4 era informado que já haviam sido ajuizadas 34 ações no caso AMA-Comurb. Esta última ação era sobre possível fraude em licitação realizada ''na extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU), em abril de 1999, que teria desviado R$ 48,3 mil'', sendo que é informado na matéria que o denunciado, na época diretor da Comurb/CMTU, nega todas as acusações.
Pergunto: Quantas pessoas poderiam ter melhores condições de saúde se estes desvios não tivessem ocorrido? Quantas crianças poderiam estar nas escolas? Quantos adolescentes poderiam ser salvos das drogas e do crime?
A outra matéria, veiculada no dia 10/4, informava que ''Quatro videovigias, equipamentos que controlam o avanço de sinal vermelho e faixa de pedestre, entram em funcionamento na Avenida Brasília (trecho urbano da BR-369), no centro de Londrina, na semana que vem''.
Aonde devemos colocar as videovigias para impedirmos com mais eficácia a perda de vidas humanas: na Avenida Brasília ou nos locais passíveis de ocorrer tantas denúncias de fraudes? Claro, estamos, CMTU e este missivista, falando de medidas preventivas, em razão do passado, para um futuro hipotético. Finalizando: não acho correto ser vigiado preventivamente, mesmo dirigindo razoavelmente. Será que eles gostariam de ser videovigiados ou audiovigiados?
CLÁUDIO ESPIGA (engenheiro hospitalar) - Londrina
Luxo e pobreza
Ao ler a página 4 do Caderno Cidade da edição de sábado, 12/4, da Folha, fiquei intrigado com duas notas. A da coluna Destaque Social, de Oswaldo Militão, relatando que outro dia numa mesa de uma churrascaria da Exposição de Londrina apresentava-se uma ''coisa fantástica'': a reunião de representantes de R$ 300 milhões em patrimônio! Logo abaixo, fechando o Caderno, foto de Milton Dória de uma pedinte de Perobal que repartia suas laranjas com um grupo de índios, demonstrando a solidariedade do povo brasileiro.
Afinal, o que é fantástico? Trezentos milhões de reais na mesa de um restaurante ou um saco de laranja que não vale 3 reais nas bocas de mais de uma dezena de pessoas carentes? Parabéns ao fotógrafo e a todos os jornalistas que conseguem visualizar esta ''cena'' de nossa sociedade.
AUGUSTO JOUTI (servidor público) - Londrina

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