CARTAS
Panfletagem e barulho
É inacreditável o ocorrido na quarta-feira, dia 9/4, em nossa cidade. um avião soltando folhetos de propaganda de um dentista. O profissional com muita ''ética e zelo'' imprimiu no rodapé do mesmo: ''Mantenha a cidade limpa. Não jogue este folheto no chão''. Se já não bastassem os carros de propaganda que estão proliferando na cidade, no meu bairro Jardim San Remo, é raro o dia que não passa 2 ou mais destes veículos com o som a todo volume, anunciando a loja de móveis, o açougue da esquina e até mesmo pré-escola infantil, além naturalmente da tradicional pamonha, tudo com a maior naturalidade como se não existissse nenhuma regulamentação no município. Gostaria de saber se tem normas contra estes absurdos e se existe por que não há fiscalização? Somente a impunidade justifica a tranquilidade com que os ditos profissionais agridem a população.
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Abuso no trânsito
Ando frequentemente a pé e de moto pelas ruas centrais de Londrina e não consigo acreditar nos absurdos cometidos pelos motoristas londrinenses. É carro atravessado na faixa de pedestre, em cima de calçadas, é carro parado tranquilamente em mão dupla atrapalhando todo o trânsito, é carro que não dá seta, é moto ''costurando'' carros e desafiando a morte nas ruas. Crianças de no máximo 2 ou 3 anos no banco do passageiro da frente, etc. Quisera eu ter o poder de aplicar multas nestes desordeiros, pois como dizia uma amiga, quem é multado uma vez raramente volta a cometer a infração.
NILZA MARIA DA SILVA (securitária) - Londrina
Moção de solidariedade
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Londrina vem a público solidarizar-se com o camarada Tito Vale, exonerado do cargo de coordenador do Procon de Londrina pela administração municipal, na última quinta-feira, dia 10 de abril. Durante o mandato no Procon, mesmo sem as melhores condições estruturais, Tito Vale popularizou o órgão, pautando sua conduta na defesa da democracia e dos verdadeiros interesses dos consumidores. De forma corajosa e autônoma, Tito Vale enfrentou grupos econômicos que abusavam e prejudicavam os direitos elementares da população.
SINIVAL OSÓRIO PITAGUARI (presidente do PCdoB de Londrina) - Londrina
Apac esclarece
Na edição do Caderno de Economia, Coluna do Consumidor, em 29 de março de 2003, na matéria publicada a partir da entrevista realizada por telefone, existem controvérsias, palavras e até frases completas que não foram pronunciadas por mim, talvez, conclusões da responsável pela matéria. Por exemplo: 1) ''Mas não se pode dizer o mesmo das empresas que não são associadas.'' O texto induz o leitor a acreditar que se não for associada não é séria; 2) ''Se sabe que algumas empresas que fazem garantia de taxas para as administradoras criaram artifícios para poder se ressarcir (...) Não foi dito que tais empresas fazem garantia de taxas para as administradoras e sim para os condomínios! Não foi dito em momento algum ''artifícios'' e sim, mecanismos; 3) ''Para Moreira, esses prejuízos fizeram com que as empresas buscassem ''artifícios'' para continuar cobrando 20% de multa. Foi dito: mecanismos para revisão das cláusulas contratuais aumentando escalonadamente a porcentagem da multa ou proporcionando um desconto sobre a taxa condominial para pagamentos pontuais; 4) ''Isso leva a crer que algumas administradoras foram coniventes com os métodos que estão sento adotados para enganar o consumidor.'' A frase toda é conclusiva. É opinião de quem a redigiu. Não posso concordar que meu nome e imagem estejam associados a esta declaração, uma vez que minha posição não permite questionar os acordos que existem entre as empresas garantidoras de taxas e os condomínios que necessitam dos serviços delas. Na verdade, as administradoras não podem interferir nesta relação comercial, só orientar.
HERBERT MOREIRA (presidente da Associação Paranaense de Administradores de Condomínios, Apac) - Curitiba
Nota da Redação: a Folha em momento algum quis distorcer ou manipular as declarações do presidente da Apac. A matéria, de alerta aos moradores de condomínios, é resultado de entrevistas e informações obtidas também junto a outras fontes, como o Procon, a coordenadoria em defesa do consumidor no Estado.
Correção
- Devido a um erro de edição, Campo Grande saiu creditada como cidade do estado do Mato Grosso na matéria ''Vereador propõe pontos para mototaxistas'', publicada na página 11 do Primeiro Caderno da Folha de anteontem. Campo Grande é capital do Mato Grosso do Sul.
- O nome da cidade de Paiçandu foi grafado incorretamente na matéria sobre a Região Metropolitana do Norte do Paraná (Metronor) publicada domingo, na página 11 do Primeiro Caderno.





