Salário mínimo
Dia 1º de abril, conhecido como o dia da mentira, vimos nos jornais e noticiários da TV sobre o reajuste do salário mínimo anunciado pelo presidente Lula. Brincadeira com a respectiva data não poderia ser, mas sim, respeito com a expectativa de todos que tinham em mente a promessa do presidente que dobraria o valor do salário mínimo até o final de seu mandato. E ainda distante da realidade deste valor, o Brasil caminha para o futuro se adaptando ao modo de vida nacional, tendo a calculadora, o papel e a caneta na mão como aliados para não ultrapassar o orçamento familiar com as despesas que parecem inevitáveis.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, o salário mínimo teria que ser hoje de R$ 1.399,10 para que uma família de ''quatro'' pessoas pudesse dar conta dos gastos. Parece brincadeira? Certamente não. Sonhamos sim, e temos razão em reivindicar os direitos de um trabalhador, os direitos de um salário mínimo digno. Mas acordados devemos lembrar que o atual reajuste não pode ser maior e possível devido às dificuldades econômicas pelas quais o País passa.
ALEXANDRE SALVIANO DE SOUZA (estudante) Londrina
Invasão de terras
Esteve recentemente em Ubiratã, uma comissão do sr. governador Requião cuja função era evitar confrontos dos sem-terra com os proprietários. O que motivou a vinda desta comissão foi uma invasão a uma propriedade no município de Campina da Lagoa, cujo dono reside em Ubiratã. Esta propriedade já possou por todos os trâmites legais da Justiça e foi aprovada como produtiva e já foi sentenciada a reintegração de posse. Pois bem, a primeira coisa que essa comissão perguntou aos proprietários é se eles tinham interesse em vendê-la.
Ora, mais que absurdo! Se o governo tem dinheiro para comprar terras por que não vai ao mercado que há centenas de fazendas à venda? Esta proposta do governo de comprar terras produtivas com invasão gera precedentes perigosos. Hoje ou amanhã eles vêem uma bela fazenda e vão dizer: vamos invadi-la que o governo compra pra nós.
Será que é para comprar mais barata? Se for esta a verdade, o governo está fazendo chantagem com o agricultor. Cumpra o que a Justiça determinou, sr. governador, se o senhor não cumprir a lei, qual cidadão comum terá a obrigação de cumpri-lá? Vamos pedir à Federação da Agricultura que oriente os proprietários que tiverem suas terras produtivas invadidas que as tornem invendáveis.
DOMINGOS SANKITHI WATANABE (agricultor) Ubiratã
Fumaça do prazer
Fumantes são engraçados, adoram estar em rodas de amigos em que todos fumam, (até porque quem não fuma é excluído do ritual) e compartilhar um da fumaça do outro, como se fosse a ''reunião do prazer''. Infelizmente, hoje tudo favorece para que isto ocorra. A mídia, principalmente em filmes, exibe suas glamourosas cenas onde artistas famosos se exibem dando tragadas, exaltando o prazer e a liberdade que aquele ato propicia. Esportes, como a Fórmula 1, exibem propagandas de marcas de cigarros cravadas em seus carros com grande destaque. Enfim, se um produto à base do tabaco dá a impressão de ser viril ou feminino, sofisticado ou rude, sexy ou esportivo, é em função do marketing que o cerca.
É comovente saber que 47% da população mundial são de fumantes, e destes 12% são mulheres. O público jovem é o mais afetado e seduzido por esse vício diabólico. Os jovens fazem parte de uma estratégia adotada por todas as companhias de tabaco visando reabastecer as fileiras daqueles que deixam de fumar ou morrem por outras que serão os consumidores regulares de amanhã. E tem mais, as empresas do ramo são de uma frieza desumana, pois tratam as crianças como ''reservas de abastecimento'', e para isso deveriam se tornar dependentes ainda cedo.
Chegamos a um ponto em que a espécie humana é tratada como mercadoria, usam as pessoas para enriquecer, não se importando com as consequências. O cigarro mata 10 pessoas por hora só no Brasil. Parem de fumar, parem de enriquecer assassinos que tiram a vida com o dinheiro da própria vítima.
LEANDRO JOSÉ LEITE (estudante) Londrina

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