Panfletagem 1

Gostaria de manifestar minha indignação pelo fato ocorrido quarta-feira em Londrina. Um avião soltando panfletos na cidade, em total desacordo com as regras morais, éticas e ainda com a lei municipal. É inadmissível que profissionais, principlamente da área da saúde, cometam tamanha arbitrariedade, buscando ''aparecer'' a qualquer custo, em detrimento da ordem social. Para aqueles não tiveram o desprazer de manusear tal panfleto, cumpre esclarecer que neles são oferecidos serviços odondológicos, a preços inacreditáveis, colocando tais serviços em ''banca de ofertas'', constando ainda no rodapé os dizeres ''Mantenha cidade limpa. Não jogue este folheto no chão'' demonstrando total hipocrisia.
A Associação Odontológica, em cujos arredores do prédio também foram arremessados os ditos panfletos, deve tomar providência urgente, pois certamente o CRO deve vedar tal atitude, em respeito à ética valorizada em toda entidade de classe. Além disso, a prefeitura deve manifestar-se publicamente, multando os responsáveis de modo severo, pois somente multas de valores significativos podem coibir tal atitude. O mesmo fato já ocorreu em Maringá, também envolvendo dentistas, fatos que depõe contra a classe, que certamente possui a grande maioria de profissionais dignos e respeitáveis que também se sentem indignados, tanto quanto nós, com o ocorrido. Não será um avião sobrevoando a cidade em vôos rasantes, despejando lixo sobre os cidadãos, que fará destes dentistas ''profissionais'' reconhecidos. O bom trabalho só é reconhecido por sua prática reiterada dentro das normas aplicáveis.

RENATA S. CASSIANO (advogada) - Londrina


Panfletagem 2

Acredito que o Departamento de Aviação Civil (DAC) ou outro órgão competente deva, ou pelo menos, tem a obrigação de saber de quem é a aeronave que está, em plena luz do dia, no ar, sobre Londrina poluindo a cidade com papel de propaganda. Isto aqui não é uma fazenda no meio de uma mata. Deve se punir, e com rigor, esta ocorrência tão indesejada pela população.

JOÃO CARLOS CUNHA (executivo) - Londrina


Transgênicos

Somente esta semana pude ler o artigo de Luiz Antônio Fayet, publicado na Folha no dia 2/4. Em meio a uma enormidade de opiniões a favor dos transgênicos, normalmente emitida por grandes empresários ou políticos atrelados de alguma forma ao grande poderio das multinacionais, finalmente tive a oportunidade de ver colocações coerentes e convincentes, dado o embasamento quase que documental. Parabéns ao Fayet por contribuir para o entendimento da necessidade de não se liberar o plantio e comercialização de produtos totalmente duvidosos quanto ao seu efeito em relação à saúde humana e animal, bem como ao meio ambiente.

RICARDO ALEXIUS (zootecnista) - Medianeira


Judiciário e insegurança

A crítica do engenheiro Carlos Alberto Salgado (Espaço do Leitor, dia 7/4) revela o sentimento dos cidadãos comuns frente à insegurança que campeia solta em todo o País, bem como o descontentamento em relação à lentidão do Poder Judiciário.
As garantias constitucionais à magistratura foram conferidas para a defesa do Estado de Direito. No entanto, é preciso resgatar o sentimento de segurança de cada cidadão. A começar pela maior agilidade e transparência do Judiciário, do Ministério Público, das Polícias Civil e Militar, e também pela revisão do sistema penitenciário brasileiro. E, dos nossos governantes e representantes, além da óbvia transparência, queremos ver ação e decisão política para pôr fim à miséria, à fome, ao desemprego, aos baixos salários, à educação de baixa qualidade, etc.
Enfim, é preciso que a população deixe de sentir que o Estado somente age a partir do assassinato de representantes de sua cúpula e nada faz, ou quando faz manda para a burocracia, a investigação daquelas vítimas que representam os comuns dos brasileiros.

ANA T. JORGE (estudante) - Londrina


Maçonaria esclarece

A carta do sr. Carlos Alberto Salgado, publicada na Folha no dia 7/4, traz no final o seguinte texto: ''Da mesma maneira que para a Maçonaria somos profanos, semelhantemente, etc...''. Lendo e relendo a carta, considero que se esclareça para os leitores da Folha, o seguinte: para a Maçonaria, a expressão profano é um adjetivo não pejorativo e que serve para definir as pessoas que não foram iniciadas nesta associação. É bom que se esclareça ainda que o profano para nós não é nenhum predador de templos religiosos e nem demolidor das coisas sagradas.

MÁRIO CAPARROZ (maçom da Loja Deus, Paz e Amor) - Barbosa Ferraz

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