O número 2
Todos os brasileiros que acompanhavam a corrida de Fórmula 1 ficaram mais uma vez decepcionados com o final de Rubens Barrichello. Rubinho estava com a corrida nas mãos, mostrou muita competência e talento e, por fim, uma pane seca, coisa que há tempos não ocorria. Foi uma ocorrência suspeita, pois com a saída do Michael Schumacher, se o Rubinho vencesse abriria uma vantagem considerável sobre o número 1 da Ferrari. Como a equipe iria fazer? Será que o Schumi ficaria em segundo plano e trabalharia em função do Rubens para o brasileiro conquistar o campeonato? Complicado né! Com o salário que o Schumi ganha e sendo pentacampeão, a Ferrari ficaria em uma situação complicada. Infelizmente, com o sistema capitalista cada vez mais perverso, as relações, até mesmo esportivas, são assim, cruéis. A Ferrari vive de patrocínios e mais uma vez parece que o dinheiro falou muito mais alto.
PAULO AUGUSTO DA FONSECA (auxiliar administrativo) - Londrina
Egoísmo
Em nome da libertação do povo do Iraque faz-se a batalha mais sangrenta de todos os tempos. Tanto lá como aqui a retórica é sempre a mesma, ajudar e libertar a população pobre e oprimida. Esta falácia é antiga e a concentração de renda no mundo continua em escala ascendente. Nos regimes democráticos predominam os oligopólios, cartéis, trustes e toda sorte de exploração do homem sobre a sua própria espécie. Nos regimes fechados, em que não há eleições, prevalecem as ditaduras que dão lugar à tirania. A repressão se instala na cúpula do poder e tudo mais fica relegado a planos inferiores.
O egoísmo e a falta de amor ao próximo impede o ser humano de pensar coletivamente, produzir riquezas capaz de satisfazer a todos sem distinção. Se não fosse a insensatez dos homens e pudéssemos juntos fazer uma corrente pra frente, unidos, puxando com toda força de nosso pensamento positivo, sem mágoa, sem rancor, e com muita urbanidade entre os povos faríamos desse globo terrestre o verdadeiro paraíso, que todos almejamos, mas pouco fazemos para que isso aconteça de verdade.
ANTÔNIO PEREIRA - Londrina
Violência em Londrina
É impressionante como mesmo após a prisão dos ''malfeitores e mafiosos sanguinários posteiros londrinenses'', o número de assassinatos ainda continua crescendo na cidade de Londrina. Quantos assassinos foram presos nas últimas semanas? Realmente têm se punido pessoas não perigosas e não punindo assassinos.
RAFAEL PELLIZZETTI (estudante) - Londrina
Os novos quilombos
Tendo um pouco de contato com acampamentos de sem-terra, localizados à margem da PR-463, entre Colorado e Paranacity, observo que podem se caracterizar como novos quilombos, pois a cada dia chegam a esses lugares pessoas humildes, humilhadas, calejadas pela vida com histórias das mais variadas e tristes sobre suas lutas na sobrevivência. Observa-se que foram excluídas do sistema capitalista e hoje têm que se apegar naquilo que vêem e que pode recolocá-las no processo produtivo.
O motivo pelo qual aumenta muito o número de acampados é que nestes acampamentos há a valorização das pessoas que a sociedade excluiu. Cada acampado é considerado como ser que merece respeito e dignidade. Muitas pessoas que ali estão, chegam sem ter nem uma lona preta para armar seu barraco, mais ali vai ajudando um ao outro até que conseguir cobrir seu barraco, onde ele sente que é seu lar de verdade, e é mesmo, pois neste momento é o melhor que a vida lhe oferece. Ali, ele existe, não é abstrato como em outros lugares, resgata sua auto-estima e tem seu lar onde todos os vizinhos o respeitam e o consideram.
DAVID TEIXEIRA DE SOUSA (professor) - Colorado

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