É tempo de história
Finalmente a classe proletária chega ao ''poder'', que tanto foi negado em anos de história. No Brasil, depois de 500 anos de luta, de espera, finalmente o ponto máximo do poderio democrático foi delegado aos trabalhadores na representatividade de Luiz Inácio Lula da Silva e, o que é mais interessante, eleito pelo voto do povo.
Os tempos atuais são históricos até mesmo porque poucos países tiveram a confiança de colocar o proletariado nas rédeas da nação. O Brasil tem 500 anos de história, e o restante do mundo, que é muito mais velho, nos conta vários conflitos, guerras e lutas, e nós brasileiros formamos um governo popular sem haver conflito, pacificamente, na pura e limpa democracia que o processo eleitoral proporcionou.
Também é importante ressaltar que podemos escrever mais linhas desta história, fazendo as reformas necessárias que almejamos tanto e como consequência destas, poder ao menos diminuir a desigualdade social e a má distribuição de renda, porque desta vez o povo é o governo, e este vai combater a fome que massacra tantos cidadãos.
CLEVERSON DIOGO RIZZATTI (universitário) - Salto do Lontra
Cadeia e multa
O proprietário de uma indústria que recicla papel e que deixa acontecer um desastre ecológico com vazamento de 20 milhões de litros de soda na água que a população consome, que os hospitais usam, tem que no mínimo ser preso.
A indústria já avisou que vai recorrer da multa de R$ 50 milhões aplicada pelas autoridades ambientais. Nós, população, que assistimos de longe tudo acontecer, vendo pescadores sem opção da pesca que lhes garanta um mínimo necessário para sobrevivência (se é que garante), achamos que o valor da multa não cobre os prejuízos causados.
Este acontecimento, mal comparando, é como o Fernandinho Beira-mar, que manda e desmanda no País, sem que dê um basta nisso. Fica um jogo de empurra em torno da guarda do prisioneiro, e a população é quem paga a conta. Fernandinho tem solução? Não. Portanto, coloca ele para trabalhar numa pedreira, arrancando pedra com os pés acorrentados, como nos filmes que assistimos, em que os bandidos são punidos. Mas não estamos assistindo a um filme, é a dura realidade.
O Brasil não está acostumado com uma situação de violência como a que vivemos. Se há pouco éramos contra a pena de morte, hoje a população deve ser ouvida, pois pode ter mudado de idéia diante da atual realidade. Pelo menos, punições mais severas tem que ser implementadas.
ILONI RODRIGUES (jornalista) - Cascavel
Assassinato de magistrados
A Associação dos Magistrados do Brasil está pedindo penas mais severas para os assassinos de magistrados, promotores, policiais e parlamentares. É justamente neste grupo, o dos magistrados, o qual foi e é o responsável pelo caos que hoje está instalado no País. Cidadãos comuns, incógnitos, morrem aos milhares, diuturnamente, sem que se importem os poderes competentes. Foi necessário que fosse vitimado apenas e tão-somente um único magistrado, e isto antes do assassinato recente do segundo.
Com respeito à magistratura, esta classe além dos privilégios de vitaliciedade (serão juízes até a morte), inamovabilidade (somente serão removidos de sua jurisdição por vontade própria) e irredutibilidade de salários, além de outros incontáveis privilégios, realizam ineficiente prestação jurisdicional com excessiva lentidão nas burocráticas tramitações, e qual inércia atravanca todo o Judiciário.
Todos reconhecem que o judiciário brasileiro necessita de um aumento significativo no número de juízes. O que muitos desconhecem é que a magistratura administra o seu próprio orçamento e, consequentemente, caso o número de juízes, mediante concursos públicos, seja aumentado, a fatia individual diminuirá, diminuindo vantagens às quais, os tais, não abrem mão.
Uma prova de que tal preocupação é um casuísmo, é relembrarmos o assassinato, há mais de seis meses, de um promotor em Minas Gerais, o qual conduzia investigações sobre a máfia de combustíveis, a cujo respeito nenhuma decisão desta envergadura foi tomada. Desnecessário pois evidenciar que os demais, promotores, policiais e parlamentares, serão brindados com tal benefício, mediante o embarque neste ''trem da alegria'' apenas para legitimar mais uma benesse aos senhores magistrados, e quais marginais terão sobre si agravado suas penas e respectivos cumprimentos.
Da mesma maneira que para a Maçonaria somos profanos, semelhantemente, para tal privilegiada casta, seremos o que sempre fomos: cidadãos de baixa classe, imerecedores de virtual proteção.
CARLOS ALBERTO SALGADO (engenheiro civil) - Londrina

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