CARTAS
Exemplo de Schumacher
No meio de tantas tragédias e violência no mundo, uma pessoa que é ''Embaixador da Paz'' no mundo, o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher deu mostras que é possível através de suas ações sonharmos com um mundo melhor. Em sua visita veloz, solidária, esportiva, humanitária e diplomática, que fez na Vila Belmiro para cumprir uma agenda beneficente de um jogo de futebol e lá fez também verdadeiros amigos como os meninos da Vila, Diego e Robinho e Cia.
O mérito maior de Schumacher foi também um incentivo à vida. É que neste jogo retornou à equipe do Santos o zagueiro Narciso, que fez um transplante de medula óssea e se recupera bem. Além de propiciar a alegria para as 13.500 pessoas no estádio em sua maioria crianças, ele beneficia ainda o Projeto Criança Esperança, do Fundo Unicef, que arrecadou R$ 39 mil.
Seria ótimo se o exemplo do piloto campeão fosse seguido aqui pelos famosos jogadores, artistas, banqueiros, empresários, celebridades, sem a exigência dos polpudos cachês ou o abatimento no imposto de renda pôr suas ações de solidariedade. Valeu Schumacher, Robinho e Cia. Vocês nos deram mostras que é possível ainda sonharmos com um mundo melhor. As crianças brasileiras lhes agradecem.
JOSÉ PEDRO NAISSER - Curitiba
Riscos da Fórmula 1
Em entrevista na quarta-feira, Rubens Barrichello afirmou que o circo da Fórmula 1 tem medo de vir ao Brasil. Sequestros, roubos, doenças, as equipes estão sujeitas a tudo. Mesmo com tantos riscos as equipes vêm para o Brasil. Aqui existe uma lei que proíbe a propaganda de cigarros e as autoridades locais afirmam: ''Se os carros de F-1 forem à pista com propaganda pró-tabagismo vamos multar, seja a FIA, Globo ou as equipes de F-1. Enfim, todos os responsáveis.''
No outro dia já existe ameaça de cancelar a corrida. Aí já pode tudo. Nessa queda de braços, perde todo mundo, o membro da F-1 corre até o risco de morrer afogado em banheiro de Interlagos e nós também perdemos com a falta de autoridade dos irresponsáveis que mudam a lei no último minuto para que o grande prêmio Brasil seja realizado.
Não sei qual a pior imagem que vai ficar para o resto do mundo: um país com um autódromo com péssimas instalações sanitárias ou um país com uma autoridade de plantão para mudar leis à vontade da indústria do cigarro.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
A vaca e a fome
Gostaria de deixar aqui minha indignação referente ao caso publicado na Folha, esta semana, sobre a morte de uma vaca em Sarandi. A dona da vaca que não deixou que os moradores da região aproveitassem o animal sacrificado é um exemplo a não ser seguido pelos brasileiros que observam a fome no nosso Estado e no País.
NILZA MARIA DA SILVA (securitária) - Londrina
Diga não à guerra
Com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da URSS no final dos anos oitenta, dava a impressão que o mundo entraria em um prolongado e duradouro período de paz, pois o antagonismo capitalismo versus socialismo, que colocou em tensão todos os cinco continentes por várias décadas do século 20, tinha chegado ao fim. Infelizmente isso não se confirmou e pouco mais de um decênio depois o mundo se vê novamente em conflito. Agora por motivos ainda obscuros.
É difícil acreditar que os anglo-americanos gastassem bilhões de dólares, desrespeitassem o Conselho de Segurança da ONU, simplesmente para defender a democracia e o povo iraquiano da opressão de Saddam Hussein, até porque este já serviu aos interesses dos EUA em outros tempos.
Por mais tirânico que seja Saddam Hussein, a guerra não justifica a humilhação por qual está passando o povo iraquiano. Eles, principalmente os muçulmanos, jamais aceitarão um intruso ocidental governando aquele país.
Ao contrário do que as autoridades anglo-americanas pensam, esta guerra só vai deixar feridas, dor, mágoas, sofrimento e ressentimentos. O problema de Saddam poderia ser resolvido pela ONU com outros instrumentos menos traumatizantes e mais eficazes, como ocorreu com a apartheid na África do Sul.
Guerra é terror, destruição, morte, jamais poderá ser usada em nome da paz e, muito menos, por outros interesses injustificáveis. O único caminho possível para se chegar à paz é o diálogo, a tolerância, a compreensão, o respeito às diferenças e a fraternidade. Diga não à guerra.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM (relações públicas) - Londrina





