Babilônia
O número de adolescentes e jovens brutalmente assassinados em Londrina é assustador. Segundo os relatos da polícia, a maioria das mortes é fruto de disputas entre ''gangues'' rivais e vinganças perpetradas entre os membros desses grupos.
A mídia nos dá conta que, na quase totalidade dos homicídios, a vítima tinha algum tipo de envolvimento com a criminalidade, não obstante via de regra se tratar de jovem, adolescente ou mal alcançando a maioridade.
E parece que, por isso, não é preciso mais esclarecimentos, não é necessário investigação, não é exigível levar ao banco dos réus aqueles que perpetraram tais atos de extrema violência. Fica também uma certa impressão de que os que foram vitimados mereciam o fim que tiveram, quase que pediram para terem suas jovens vidas levadas no turbilhão da violência urbana!
A generalização e banalização dos atos de violência, bem como a ausência de acurada investigação e apuração da verdade relacionada a cada morte individualmente está levando Londrina ao caos. Está sendo imposto às vítimas a pecha de ''bandidos'', pois foram mortos! Porém, as vítimas não são os culpados pelos atos de violência que sofreram.
Os casos criminais devem ser analisados individualmente. A idéia abominável de que os ''marginais'' estão em guerra entre si é uma explicação simplista e não corresponde à realidade. Somente vem justificar a omissão das autoridades em relação ao gravíssimo problema da segurança pública em nossa cidade.
MARCO ANTÔNIO BUSTO DE SOUZA (advogado criminalista) - Londrina
Abandono
O antigo endereço do camelódromo de Londrina, na Leste-Oeste, em frente ao Museu, está a cara de Londrina: suja e cheia de buracos. Há três meses que os camelôs e a prefeitura abandonaram o local. Com certeza, investiram muito no novo shopping popular, tanto que não sobrou nada para tapar os buracos e limpar a antiga praça de comércio que está um nojo.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Transgênicos
A atual política brasileira com relação aos produtos transgênicos, em especial à soja, é a pior possível, não somente com relação aos agricultores, mas também para os consumidores. Com a total ineficiência de mecanismos fiscalizadores, os agricultores honestos são obrigados a arcar com os custos de segregação e certificação de seus produtos não-transgênicos, do mesmo modo que fariam no caso de uma liberação, mas não se beneficiam das vantagens financeiras e técnicas que proporcionam as plantas geneticamente modificadas.
E por causa da mesma ineficiência de fiscalização, o mercado brasileiro de soja é cada vez mais inundado com produtos transgênicos contrabandeados e processados pela indústria alimentícia sem qualquer segregação, impossibilitando ao consumidor a escolha sobre qual produto lhe interessa.
Nesse cenário, a solução mais rápida, barata e eficiente seria a liberação do plantio destes produtos. Isso proporcionaria uma adequação imediata de toda a cadeia produtiva no sentido da segregação entre grãos modificados e não-modificados, proporcionando maior segurança para que o consumidor saiba o que está comprando.
Em última instância, a determinação de o que se deve produzir e o que não se deve produzir é, e sempre deverá ser, do consumidor. Se este rejeitar completamente os transgênicos, os agricultores não terão para quem vender e voltarão, com toda certeza, a produzir o que o mercado exige. É a mais antiga e a mais eficiente ''lei'' de proteção do consumidor. Só se produz o que se compra.
KARL EDUARD MILLA (engenheiro agrônomo) - Guarapuava
Telefones sujos
Em Campo Mourão, as raras lixeiras e telefones públicos estão imundos, sebosos, nojentos e danificadas por vândalos: falta-lhes manutenção e limpeza. ''Orelhões'' deveriam ser limpos diariamente ou no máximo a cada dez dias. A sociedade tem direito de usar telefone público limpo, tem o dever de colaborar combatendo os vândalos que danificam patrimônio público. Outra barbaridade que deve ser corrigida são os erros crassos de português existentes em placas particulares e públicas. Uma campanha das escolas resolveria o problema.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão
Correção
- Diferentemente do que informou ontem texto na página 4 de Política, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), ficou na terceira colocação no primeiro turno das eleições para o governo do Estado em 2002 - atrás apenas de Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB).
- Ao contrário do que foi publicado na matéria da página 4 de Política, a deputada estadual Elza Correia pertence ao PMDB.

mockup