Apelo pela paz

''Os Estados Unidos e o Iraque estão em guerra. Eles usam bombas, armas, ''bolas de fogo'' (mísseis). Mas, a guerra é muito ruim, deixa a gente desanimado e todas as pessoas com medo. Ficamos pensando que muitas pessoas vão morrer e quando pensamos, parece que morremos um pouco também.
Parem de matar as pessoas. Assim, estão fazendo muito mal.
Vamos fazer amizade, deixar esta guerra de lado fazendo o mundo ficar mais alegre e construir a paz.
Paz é ter amor e respeito. A paz deveria estar no mundo todo!''
OBS: (texto coletivo de autoria dos alunos de 1 e 2 séries da Escola Art & Cia).

VIVIANE ANDRESA BENEDITO (coordenadora pedagógica da Escola Art & Cia.) - Londrina

Fim dos tempos?

Dias atrás li na Folha a declaração de uma senhora em uma reportagem sobre a epidemia da dengue. Ela expressou claramente que tal epidemia era sinal do fim dos tempos e os agentes eram mensageiros do inferno. Admirei o depoimento, e instantaneamente lembrei da Escritura Sagrada que diz: ''E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Portanto, se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestes e terremotos em vários lugares''. Mt 24:6
Trazendo a palavra bíblica aos dias de hoje, logo deparamos com a guerra no Iraque. Protestos são feitos diariamente em todo o mundo em busca de paz. E mesmo sabendo que será impossível deter George W. Bush, vamos presenciando a cada dia o mundo criado e destruído pelos próprios homens. Por aqui passamos pelos homicídios que acontecem por todas as partes. Já a ''peste'' citada no versículo pode ser com certeza comparada à dengue. Conscientização, combate e o tradicional 'fumacê' são parte de nossos deveres para continuarmos imunes neste mundo cheio de guerra, fome, racismo, pestes e pouca paz. Podendo por que não, ocorrer uma transformação, afinal, ainda não é o fim!

ALEXANDRE SALVIANO DE SOUZA (estudante) - Londrina


Hipocrisia

Vem ganhando força nos jornais da cidade de Londrina, mais precisamente nos espaços destinados aos leitores, o descontentamento com a onda musical do momento: MC Serginho, Lacraia e companhia limitada. Tenho notado o desconforto de muita gente com o ritmo funk da eguinha pocotó. É até aceitável e democrático que as pessoas discordem do assunto. O que eu não consigo entender é a mobilização popular em detrimento do tal som. Não estou aqui para fazer a defesa de nada e nem de ninguém, mas é incrível observar como alguns pseudo-intelectuais se incomodam tanto com as aparições contínuas na tevê do MC Serginho e da Lacraia.
Gostaria de saber por que esses ''letrados incomodados'' se ofendem tanto quando aparecem na mídia pessoas como MC Serginho e grupos como Bonde do Tigrão, Mamonas Assassinas etc? Pelo que vem sendo dito e escrito o motivo de preocupação é o possível abalo cultural e a alienação dos nossos jovens e crianças. Já que os pseudo-intelectuais de plantão resolveram aparecer na mídia para criticar o funkeiro MC Serginho, seria interessante saber por que não usam a mesma indignação dos artigos para protestar contra o preço das revistas, dos livros, da falta de acesso às universidades e faculdades particulares, teatros, cinemas, etc?

GUILHERME DE MAGALHÃES SPANGUEMBERG (estudante) - Londrina


Hipocrisia 2

Realmente as formas de tratamento com que as pessoas são submetidas depende do seu nível social, função laboral e principalmente pelos círculos de amizades. A grande mídia mostrou uma diferenciação entre seres da mesma espécie, pois quantos e quantos assassinatos acontecem Brasil afora, e o que ocorre são comentários frios e dissimulados como se quem morreu não fosse um ser humano, mas somente mais um nas estatísticas anuais.

O assassinato do juiz de Presidente Prudente vem corroborar que a grande mídia, e bem como o poder Judiciário, Legislativo e Executivo, está e existe única e exclusivamente para trabalhar para uma minoria abastada, pois após o ocorrido, houve um despertar de compaixão, ou seja, a desgraça de um (que não é qualquer um) condoeu finalmente os corações empedernidos dos nossos três poderes.

Quantas mães choraram pelas mortes de seus filhos, quantas famílias foram destruídas pelo assassinato de pais de famílias, e nunca se moveu uma palha para tentar amenizar as suas dores, às vezes nem mesmo uma investigação para se fazer justiça. Agora eles vêm arrotando proposta (para eles), como segurança particular. E a segurança para o povo?

O problema não reside no crime organizado. O problema é por falta de uma educação adequada e instrutiva, por falta de emprego com salários justos e dignos que possibilite uma vida decente, por falta de moradia adequada com infra-estrutura básica.


AMINADABE MARTINS DE OLIVEIRA (funcionário público) - Cambé

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