Máfia de flanelinhas

Mais uma máfia se consolida diante de todos nós em ruas públicas: a ''máfia dos flanelinhas'', que absurdamente nos aborda impondo os valores a serem pagos para estacionar na rua ou em qualquer estabelecimento que seja público. A intrepidez chocou-nos domingo. Ao estacionar em frente ao Teatro Marista, um flanelinha irrompeu, e impôs o pagamento antecipado de 5,00, que, além do absurdo do valor queria receber antecipado. Tão grande foi o nosso constrangimento, insultados e ameaçados, só porque dissemos que pagaríamos após a saída do teatro. E quando saímos cadê o flanelinha? Ele não estava no suposto trabalho. Está na hora das autoridades com prudência tomarem alguma providência, tirar esse cancro que ameaça a liberdade dos cidadãos!

MARIA GENNY BELEMTANI (secretária) - Londrina


Ferrovias abandonadas

Venho através desta fazer um denúncia contra a empresa ALL (América Latina Logística), que assumiu grande parte da malha ferroviária da antiga RFFSA, no Paraná. Estou triste e indignado, assim como grande parte da comunidade londrinense e norte-paranaense, pois as ferrovias paranaenses correm risco de extinção completa, irreversível, graças ao descaso da ALL para com o patrimônio público e da exploração predatória que esta empresa vem fazendo das estradas de ferro da nossa região.

A ferrovia faz parte da história da colonização do Norte do Paraná, mas está hoje em situação deplorável, de quase total abandono. Trilhos gastos, dormentes podres, leito da via tomado pelo mato, pelo lixo e pelos marginais são apenas parte do problema. Não sou engenheiro e nem especialista em ferrovias, mas basta qualquer um observar as linhas para perceber que estão em péssimas condições.
Não foi a ALL que desativou o trem de passageiros, e muito do que se perdeu deve, sem qualquer sombra de dúvida, ser creditado à conta da antiga RFFSA. Mas a depredação e abandono do patrimônio histórico acentuou-se fortemente com a privatização.
Ao que parece, essa empresa não tem nenhum compromisso com preservação, história, meio ambiente, patrimônio público ou segurança, mas apenas com o lucro conseguido com a exploração predatória da ferrovia. Não seria o caso de se questionar a concessão? Ou seria o caso de se fazer um boicote à ALL? Eu e muitos amigos de Londrina e região estamos muito preocupados e precisamos de ajuda da imprensa, dos políticos e da sociedade para recuperar e salvar o que ainda é possível salvar.

JONAS LIASCH FILHO (professor) - Londrina


Show para elite

Não quero desfazer de um dos maiores músicos da MPB de todos os tempos no Brasil, mas a prefeitura de Curitiba foi infeliz em desembolsar dos cofres públicos cerca de 350 mil reais para pagamento de um show com Roberto Carlos, o qual diga-se de passagem demorou quase duas horas do horário previsto. A multidão sofreu com o frio num local privilegiado para a burguesia curitibana assistir, isto é distante dos bolsões de pobreza. Em tempos em que o governo lança o Fome Zero, a prefeitura de Curitiba poderia muito bem lançar campanhas contra a fome e a miséria na periferia, nas favelas onde a dignidade é esperada há muito tempo. Quem precisa de cultura, música, alegria é nossa gente sedenta e faminta de cidadania. Que usem estas verbas ''disponíveis'' no caixa dois ou três para beneficiar nossos curitibanos excluídos da sociedade!

CÉLIO BORBA - Curitiba


Lição para aprender

Passaram-se milhares de anos e parece que ''os homens'' não aprenderam a conviver em sociedade, buscam sempre mais poder e se esqueceram de coisas básicas como o direito de alimentar-se e viver com dignidade. Hoje o mundo está abalado com os efeitos da guerra no Iraque, mas há muitas outras guerras que matam milhares de pessoas em todo o mundo e que devem ter mais atenção das organizações mundiais, como por exemplo a guerra do tráfico que matam todos os dias centenas de inocentes incapazes de se defender. Toda essa guerra é consequência do descaso em que vivemos e da incapacidade do ''homem'' saber que já passou da hora de aprender a viver em comunidade, ao invés de lutar por mais poder, lutar sim pela vida e pela dignidade de viver.

EDILENE DE SÁ PARDINHO (estudante) - São João do Ivaí


Correção

- Diferentemente do que foi publicado na página 1 do caderno Folha Gente, da edição de domingo, o nome correto do ex-combatente brasileiro nas Forças de Emergência das Nações Unidas é José Rosa da Silva.

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