Serventuários
Serventuários da Justiça (registradores) que trabalham nos Cartórios de registro Civil são obrigados a prestar serviços de graça à população sem receber por esses serviços. Será que isso não é escravidão? Se não for quero que o presidente ou srs. deputados esclareçam o que é escravidão. Deputados têm salário, ajuda de custo para gabinete, para telefone, correspondências e veículos. Por que os serventuários da Justiça que prestam um grande serviço para a população não devem receber pelos seus serviços? Com a palavra o sr. presidente da República e os srs. deputados federais e estaduais.
ROGÉRIO DEZOTTI FARIA, Cruzeiro do Oeste.
Vereadores
Recentemente estávamos em uma roda de amigos conversando e nos deparamos com os aumentos salariais dos nossos representantes políticos, no caso vereadores. Discutindo chegamos a conclusões que dão arrepios. O que é necessário para ser vereador, hoje? Apenas um número de votos que, talvez, não condiz com o potencial intelectual e cultural do candidato. É lamentável que a grande maioria dos vereadores, quando eleitos pela primeira vez, fiquem por um período de quatro anos aprendendo suas funções nas ''barbas'' do povo. Noções? Não é cobrado para o cargo habilidade nenhuma. Apenas estar com suas obrigações em dia e filiação partidária. Um exemplo simples é aquele em que o indivíduo se torna conhecido pelo seu comércio ou uma habilidade específica e nas eleições vira representante do município. Chegando na Câmara ficará escolhendo cidadão honorário, nome de rua e afins. A proposta que sugerimos funcionaria da seguinte maneira: os candidatos ao cargo (qualquer membro do município) fariam um curso onde aprenderiam noções essenciais de direito, administração, política, sociologia e todos os ramos indispensáveis para o perfeito desempenho do trabalho. Todos que concluírem essa etapa passariam por um concurso no intuito de avaliar o ''aluno'' e os aprovados formariam a bancada de candidatos aptos para desenvolver as tarefas propostas. Na sequência, os eleitores escolheriam os vereadores para compor a Câmara. Utilizar um método como esse foi a única maneira que enxergamos para compensar um salário de tamanho valor e um cargo de extrema importância.
HUGO GRODISKI, Londrina
Guerra (1)
Exatamente às 5h35, do dia 20 de março, horário de Bagdá, o mundo inteiro ouvia pela televisão estrondo das primeiras bombas lançadas pelos norte-americanos na periferia de Bagdá, região que já foi berço de fantásticas civilizações. O mundo quer saber o real motivo desta guerra de desiguais, que já está se tornando sangrenta demais. De um lado, os Estados Unidos, coadjuvados pela Inglaterra e a Austrália, têm um presidente meio fictício, dadas as maneiras pelas quais foi eleito e, embora tenha frequentado uma das maiores e melhores universidades de seu país, se formando em História, é tido como um homem de QI não muito alto. De outro, um general ditador sangrento, que vem sacrificando seu povo ao longo de seus 24 anos de governo. Os Estados Unidos, que já vêm sacrificando o povo iraquiano com o bloqueio de entrada de todo tipo de mercadoria que aquele povo necessita, desde a guerra do Kuwait, em 1991, agora, está dando o tiro de misericórdia nesses civis, que nada têm a ver com a guerra. Atacam com suas armas de tecnologia de última geração, apropriadas para destruir tudo que vem pela frente, na terra, mar e ar. O Iraque com suas armas ultrapassadas, a não ser algumas de fabricação brasileira, como a plataforma de lançamento de fuguetes e os tanques Cascavel e Urutu. Mas mesmo assim a milícia de Saddam está encarando as forças aliadas com muita garra e, possivelmente, só se entregará quando restar apenas um homem na frente de batalha.
ALCIDES FRANCISCO MIRANDA, Londrina
Guerra (2)
Não podemos ver a guerra EUA/Iraque simplesmente como rixa americana ou interesses petrolíferos, mas sim como libertação de um povo sofrido e oprimido como foi feito no Afeganistão. O Iraque vive sob o estado do medo, onde os civis são obrigados a adorar um ditador sanguinário frente às câmeras de TV se não quiserem serem aniquilados. São obrigados a mostrarem seus votos diante dos olhares atentos da guarda de Saddam antes de depositarem nas urnas. Os que lutam ao lado de Saddam são bem pagos para protegê-lo e massacrar os mais fracos. Qual a diferença entre as vítimas inocentes que os bombardeios dos aliados estão causando e as vítimas inocentes que Saddam já matou e continuará matando se não for deposto? Lembrem-se dos milhares de Curdos que foram vítimas das armas químicas de Saddam e muitos carregam até hoje as marcas pelo corpo e sofrem com doenças causadas pelos gases tóxicos. Hoje todos pedem paz no Iraque, mas antes do início da guerra ninguém pensou em pedir a libertação do povo iraquiano das garras de Saddam. Antes de defendermos certas idéias é preciso que conheçamos a fundo sobre o que queremos defender. Ler, investigar, analisar, comprovar. A hora é agora, ou Saddam deixa o poder ou o povo iraquiano continuará sobre repressão.
SÉRGIO TORETO, Goioerê

mockup