CARTAS
Erro na decisão
Ele é de Londrina, acaba de ser indicado árbitro da Fifa, é um orgulho para a arbitragem da cidade, mas convenhamos: Héber Roberto Lopes errou feio na decisão Coritiba x Paranavaí. O pênalti assinalado ainda no primeiro tempo do jogo no Couto Pereira estragou a final do campeonato, ao potencializar uma dificuldade que já era grande para o time de interior. A bola não tocou na mão do zagueiro e, mesmo que tivesse tocado, naquela circunstância o pênalti não ficaria caracterizado. Tido até então como firme e rigoroso, Héber Roberto Lopes portou-se como um árbitro caseiro, do tipo que faz média com o estádio lotado. Pior: com aquela intervenção desastrosa, deu novo fôlego à tese exagerada, na minha opinião de que time do interior sempre acaba ''garfado'' quando joga na capital.
ROGÉRIO FISCHER (jornalista) - Londrina
Punição a padres
Foi muito louvável a atitude de dom Pedro Fedalto, arcebispo de Curitiba, que excomungou o então padre Roque Wendt após muitos atos de desobediência e desrespeito à Igreja, à fé e ao povo (Folha de Londrina, 14/03). Igualmente louvável e digna de júbilo para todo o povo católico foi a atitude do Papa João Paulo II que expulsou o ex-padre Rooswelt Sá de Medeiros que, entre outros crimes contra a lei canônica e o bem comum, já havia sido prefeito de Bonito-MS (Folha de Londrina, 17/03).
São atitudes como essas que mostram, por um lado, o quanto está problemática a situação da nossa Igreja no tocante à qualificação sacerdotal, uma vez que a formação dada nos seminários muitas vezes não tem qualidade e foge à doutrina oficial da Igreja Católica. Por outro lado, são sempre atos de coragem e profetismo que nos animam a seguir em frente na defesa da Igreja.
Porém, assim com uma infração ao Código de Direito Canônico embasou a atitude de dom Fedalto, muitas infrações com esta têm ocorrido em Londrina e deveriam igualmente embasar atitudes mais proféticas por parte desta Arquidiocese.
O que tem sido feito de justo para com os padres que infringem este cânon aos olhos de todo o povo? Continuam usufluindo de paróquias mantidas com o dízimo fornecido muitas vezes a duras penas, mas sempre com fé e carinho pelo povo. Pior ainda: continuam se aproveitando do respeito do qual desfruta a Igreja junto ao povo para, levianamente, ''preparar o terreno'' para futuras candidaturas políticas. Tudo isso enoja e revolta qualquer cidadão que tenha o mínimo de fé, respeito e amor a Deus e às suas criaturas.
MÁRCIA CAROLINE PORTELA AMARO (enfermeira) - Londrina
Ética na política
Num país que está na iminência de quebrar, seja pela guerra promovida pelo ensandecido Bush ou pelos agiotas do erário público que alimentam o selvagem dragão da inflação, seria natural que o Estado fizesse seus cortes no orçamento e enxugasse a máquina pública. Ao invés de aumentar a carga tributária deveria diminuí-la para não contribuir com banqueiros mal intencionados e empresários malévolos.
Seria conveniente que os parlamentares também fizessem sua parte cortando gorduras, mas infelizmente eles implantaram uma lei que aumenta as suas receitas para singelos cinquenta e tantos mil reais, mais quatro cargos comissionados. A alegação: só estamos cumprindo a lei e o regimento interno.
Seja qual for os argumentos utilizados, o que falta para os políticos é ética. A ética serve como bússola moral dos atos humanos. De forma prática e para não dizer ética, deveriam os senhores parlamentares, se a lei os obriga a receber, ''abrir mão'' de tal benefício, não apenas como medida de simpatia política, mas de comprometimento com as reformas sociais tão desejadas.
ADOLFO ROSEVICS FILHO (investigador da Polícia) - Curitiba
Guerra por petróleo
Para quem não se lembra, foi exatamente o senhor Saddam Hussein quem nacionalizou as companhias petrolíferas que sugavam seu petróleo, que eram divididas entre ingleses e americanos, os mesmos que agora, querem o petróleo iraquiano de volta, para maior glória de seu deus, que aliás, deve ter sentenciado: ''Pedra é seu nome, e sobre ele, edificarei todo petróleo que puderes chupar''. Um deus interessante, esse, e que é poderoso, pois é só começar a guerra pela ''democratização'' do petróleo, que a bolsa de valores entra em espasmo. Mais uma demonstração divina de que todos os caminhos celeste, passam por Wall Street...
Fico pensando nessa nossa água imensa, e no sol, e nas praias, mares e rios sem fim, nesta imensidão sem neve ou tornados ou desertos, e confesso, acabo sentindo um frio na espinha.
LINCOLN BRASIL E SILVA (médico) - Londrina





