Qual Guerra?
Devemos considerar quais as guerras mais prejudiciais e nocivas à humanidade e principalmente ao povo brasileiro: a guerra Estados Unidos e aliados contra o Iraque? A guerra civil não declarada oficialmente do tráfico de drogas no Brasil, desafiando os poderes constituídos? A guerra de Israel contra o povo Palestino? O desemprego, a fome e a miséria no Brasil? A guerra civil na Colômbia? A ocupação e depredação de prédios públicos e propriedades particulares no Brasil? A omissão de alguns poderes constituídos no cumprimento de mandados judiciais no Brasil? As mortes no trânsito no Brasil? As plantações de maconha e o livre comércio na Bolívia? A falta de assistência médica adequada aos mais pobres no Brasil? A liberação do comércio de drogas na Holanda? A ocupação estrangeira na Amazônia Legal com a complacência dos poderes constituídos? Os homens-bomba matando inocentes pelo mundo? A influência econômica sobre alguns políticos brasileiros, levando-os a legislar em causa própria? Os protestos violentos, o desemprego e a intranquilidade na Venezuela? A guerra psicológica contra os servidores públicos no Brasil? A fome, a miséria e as guerras tribais na África? As chacinas e o crime organizado no Brasil? A pressão americana sobre os países endividados?
Entendo que o Brasil deve lutar de todas as maneiras pela paz no mundo, mas antes temos que resolver os nossos conflitos internos, dando mais segurança, maior cumprimento às leis e à ordem pública. Aí sim seremos uma pátria soberana, feliz e exemplar, conquistando o direito de meter o bedelho nas guerras dos outros.
NELSON CARLOS FERREIRA Barbosa Ferraz
Qualidade no trabalho
Tanto tem se falado em qualidade em produtos e serviços atualmente, que o assunto começa a despertar interesse nas pessoas que buscam um bom emprego. É um tal de ISO aqui, um 5's ali, e essa tal de qualidade sempre no assunto. Quando começamos a mergulhar nas informações, descobrimos que o assunto é bem mais que siglas e símbolos, é atitude e amplitude.
Esse tesouro chamado qualidade não deve ser restrito apenas aos produtos e serviços, existe uma outra face, não menos importante, chamada ''Qualidade de vida no trabalho''. Algumas empresas não consideram esse aspecto muito importante, acreditando não dar um bom retorno financeiro ou resultados que valham o investimento. Quanto vale o capital humano de uma empresa ? Quando conseguimos responder a essa pergunta, podemos começar a imaginar alguns benefícios de uma vida com qualidade, pois podemos colocar na ponta do lápis quanto custa um funcionário afastado por doenças do trabalho, quanto deixamos de ganhar e de produzir se esse funcionário não se sente bem no local de trabalho, ou por um outro lado, quanto vai nos custar uma pequena melhoria na iluminação, na ventilação ou na disposição de máquinas e móveis.
Não adianta nada um grande investimento para atingir metas de produção, se há um descaso com quem faz acontecer. Aquele funcionário que faz com que a máquina financeira não deixe de rodar, e que muitas vezes, com sua humilde sugestão resolve grandes problemas, ao se sentir desvalorizado, desmotiva-se a dar resultados. Vamos olhar por trás de cifras e visualizar esses heróis que com seu suor tocam esse País, quem sabe dessa forma também seremos bem tratados e valorizados por nossos esforços diários.
FLÁVIO FRANCO DE MOURA Londrina
Lacunas do Fome Zero
Como ''marginalizar'' um indivíduo que invade sua residência para roubar comida e alimentos. Com a campanha maciça do Fome Zero acredito que qualquer repressão a essa atitude possa confrontar com a ideologia proposta pelo governo, ''Comida para quem tem fome''. É preciso divulgar que a comida será distribuída e que não é necessário sair ''buscando'' em residências, supermercados...
A preocupação é que após comer, dá fome outra vez. E aí? Voltar e ''pegar'' mais? O governo dará mais? O que teremos mais tarde será um batalhão de pessoas esperando as cestas básicas ou o ''vale comida''. A questão da distribuição através de cartão magnético não condiz com a realidade. Os exemplos que temos quando é manipulada uma grande quantidade de dinheiro não nos remete a um bom pensamento. Mobilizar um País inteiro a contribuir e colaborar com dinheiro para um programa relacionado com a fome talvez seja antagônico.
Acoplado com o programa seria de grande valia uma reestruturação séria na agricultura, educação, saúde e administração pública, proporcionando condições para novos empregos, crescimento econômico e motivações para futuros empreendedores. ''Não basta dar o peixe é preciso ensinar a pescar''. O povo não quer comida, deseja um emprego digno, um salário condizente com as suas necessidades básicas, essências, para poder comprar, adquirir o seu sustento.
Isso não é uma oposição ao Fome Zero é apenas uma preocupação com o futuro. E se o próximo governo extinguir o programa?
HUGO GRODISKI (estudante) Londrina

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