Equívocos do passado
Foi apresentado na última Feira da Construção Civil (Feiracon), realizada este mês no Centro de Eventos de Londrina, o ''Plano Estratégico de Expansão e Adequação Viária'' patrocinado pelo IPPUL. O desenvolvimento deste plano está em conformidade com o Plano Diretor do Município. A finalidade do plano é a estruturação macroviária e adequação da vias estruturais e anel de integração.
Porém, analisando o plano, constata-se novamente que o transporte coletivo não está inserido no contexto. É evidente que a circulação de ônibus será permitida neste novo sistema viário, mas fica claro que o transporte individual é extremamente beneficiado. Os automóveis terão três faixas de rolamento por sentido e, em alguns trechos, uma faixa exclusiva no canteiro central permitirá a circulação exclusiva de motocicletas.
A situação atual retrata exatamente os equívocos do passado, onde esta prática de planejamento, que, na sua maioria, estimulada por uma política expansionista da indústria automotiva, não considerou o transporte coletivo de massa. Como consequência, os custos ficaram cada vez maiores e a performance operacional cada vez menor, dando ao transporte coletivo o título de caro e ineficiente.
A cada ano os problemas são os mesmos e até piores, pois as demandas geradas pelas necessidades são cumulativas, e um pequeno problema hoje poderá se transformar no caos amanhã. Talvez, se os planejadores e gestores públicos se aproximarem um pouco mais da sociedade e de suas necessidades, consigamos construir uma cidade mais justa para todos.
ALEXANDRE COSTA SANTIAGO (engenheiro) - Londrina
Preço dos combustíveis
Este jornal vem noticiando diariamente a respeito dos postos de gasolina de Londrina. Há prisões efetuadas, outras por fazer mas os preços continuam imutáveis, argumentos que negam o alinhamento de preços, até mesmo culpando o governo pelo valor cobrado em nossa cidade, mas será que não teria alguém ligado à área para vir explicar de forma objetiva e clara a razão do preço da gasolina custar hoje em Curitiba R$ 1,94 e nos postos da região R$ 2,23 ou menos? Os valores foram fornecidos pela Rede Globo e pelo jornal local do dia 19/03, inclusive levando ao ar os endereços dos postos que estivessem praticando outros preços. Quem sabe após estas explicações a gente perdesse este sentimento de impotência e revolta toda vez que fosse abastecer nossos veículos.
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Servidor perseguido
A fúria da tributação está voltada para o assalariado. O servidor público, além do imposto de renda na fonte, está ameaçado de um confisco de até 35% em seus vencimentos. Refiro-me a uma tal de CEE (Contribuição do Equilíbrio Econômico). Quero denunciar que essas medidas radicais estão na direção errada. Os verdadeiros privilegiados são os agricultores. Plantadores de soja, produto de exportação, estão adquirindo fortunas incalculáveis num curtíssimo espaço de tempo. A grande extensão de terras concentradas nas mãos de poucos fizeram fortunas da noite para o dia. Um alqueire de terras no Paraná, passou de R$ 10 mil para R$ 50 mil. Outros estados como Mato Grosso, Rio Grande do Sul seguem o mesmo padrão.
A grande incoerência é que esse segmento não paga imposto de renda, e quando paga é muito pouco em relação aos assalariados. Essa é a grande injustiça que se está cometendo contra o assalariado, em especial o servidor público, que sem nenhum reajuste salarial se vê massacrado e ameaçado por confiscos que estão sendo engendrados nos bastidores palacianos, apoiados pela mídia e por esses empresários sonegadores de impostos, quer sejam agricultores, comerciantes ou industriais, insaciáveis por lucros cada vez maior.
JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA - Maringá
Violência de cada dia
Todos nós estamos vendo que o problema da violência é grave e todas as formas já foram tentadas para resolver isso. A sociedade já não aguenta mais esperar pelas leis da Justiça, porque o bandido não tem mais medo da polícia ou mesmo da Justiça. Não é mais possível que a família suporte estes abusos, crimes de todas as qualidades, menores que não temem coisa alguma, onde a lei os protege abertamente e só quem sofre é o cidadão honesto.
São assaltos de toda espécie, assaltos à mão armada, assaltos diariamente nos transportes coletivos e nada se faz para coibir ou acabar com isto. O mal de tudo isto é que se deixou a raiz da criminalidade crescer a tal ponto que agora já não é mais possível cortar o mal na sua origem. Os bandidos estão tomando conta da situação.
Então é necessário que os congressistas votem uma lei dura e implacável contra estes abutres e crápulas que só desrespeitam as leis do País. Vamos aguardar mais um pouco para ver se o governo Lula toma uma posição mais séria, porque dessa maneira o povo já não aguenta mais.
GILBERTO GOMES (professor) - Astorga

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