Paz no Zerão

Várias reportagens deste jornal no final do ano passado abordaram o Zerão: frequentadores reclamavam da presença de carros tocando som no volume máximo, tráfico de drogas, presença de cães sem focinheira, principalmente nos finais de semana. Poucas medidas eram tomadas, apesar de existirem leis municipais e federais que determinam até prisão para estas contravenções.
Perguntei várias vezes aos policiais militares que fazem o policiamento no Zerão por que isto acontecia. Respondiam que era por falta de estrutura humana, pouco podendo fazer para coibir os delitos. Aceitei este argumento, pois vi policiais sendo agredidos física e verbalmente por jovens que, geralmente alcoolizados e drogados, perdiam a noção de civilidade e respeito humano, numa clara inversão de valores.
E a cada domingo, dia dedicado ao descanso e ao lazer, nos preocupávamos e irritávamos com a falta de segurança de nossos filhos frente a um Zerão cada vez mais barulhento e perigoso.
Mas nestes últimos finais de semana percebi que o Zerão estava mais calmo, sem carros fazendo algazarra com o volume máximo, servindo de pano de fundo para bebedeiras e tráfico de drogas. As famílias estavam passeando sossegadas e as crianças brincando felizes. A princípio pensei que fosse por causa do Carnaval, mas no último dia 9 (domingo) vi a Rua Júlio Estrela Moreira fechada para o trânsito de veículos e a presença de PMs pondo ordem na ''casa''.
Agradecemos o retorno do Zerão à sua finalidade máxima, que é a de ser um centro de lazer para as famílias londrinenses e não de apenas um grupo segmentado de pessoas. Esperamos que esta alegria se mantenha por bastante tempo.

SÍLVIO IWAO MURAGUCHI (engenheiro civil) - Londrina


Intolerância

Salvam nossa alma pois todo o resto parece estar perdido. E não estamos falando de nossos corpos mutilados por alguma catástrofe, mas do massacre ideológico imposto pelos poderosos deste planeta aos desprovidos da mesma sorte, ou seja, aos chamados países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.
O termo globalização talvez devesse mudar para ''americanização'' mundial. Em vez de se estebelecer um pacto de colaboração multilateral entre nações, aos poucos está se revelando a faceta daquele ''Tio Sam'' colonizador, implacável e dominador. Quem ousará desafiá-lo? Saddam Hussein que o diga. Aliás, se de nossos irmãos americanos partir o primeiro tiro, o conflito será guerra, ou seja, idéia antagônica ao que deveria ser o teor desses acordos de paz, livre comércio, iniciativa, etc.

ANDRÉ SANTOS DE BRITO (estudante) - Figueira


Chegou a hora

De nada adiantaram os protestos, os pedidos de paz da ONU e as tentativas de acordos. O presidente americano George W. Bush decidiu atacar o Iraque. Enfim, chegou a hora mais temida pelo mundo. É hora de rezarmos e torcermos para que não aconteça muitas desgraças, se bem que a guerra em si já é uma desgraça. Fico pensando: o que afinal Bush quer com essa guerra? Será mesmo o desarmamento do Iraque ou ele tem outras intenções? Será que é vingança em nome do seu pai Bush? Por que o povo americano apóia tanto Bush? Em meio a tantas perguntas sem respostas concretas, o mundo começará a presenciar essa batalha Bush x Saddan que, tudo indica, iniciará esta semana.

RODRIGO NOBUMASSA FUKUDA (estudante) - Londrina


Desrespeito ao idoso

Quero compartilhar da nota de repúdio enviada a este jornal (17/03) pelo sr. Amarildo Geraldo Costa. É inconcebível tamanha insensatez, desrespeito, arrogância e falta de bom-senso a divulgação do novo comercial da cerveja Antarctica, no que se refere àquela simpática vovó e o comportamento do neto. Quero aproveitar para fazer meu protesto também contra a novela ''Mulheres Apaixonadas'', da Rede Globo, em que um simpático casal de idosos está sendo desrespeitado de maneira aviltante por membros da família.
Numa sociedade em que a velhice é vista como doença e os meios de comunicação trazem o assunto com valor pejorativo, aonde vamos chegar? Mais do que nunca a CNBB está de parabéns por ter escolhido como tema da Campanha da Fraternidade deste ano ''Fraternidade e as pessoas idosas''.
Vamos boicotar o produto. Existem outros produtos bons. E quanto à TV, vamos desligá-la ou mudar de canal.

MARIA APARECIDA BERTOLINO (bancária) - Londrina

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