Bronca na Cultura
Quero expressar minha indignação em face da atitude da Secretaria da Cultura. Há anos a caríssima professora Fernanda Jiran nos oferece verdadeiras aulas de cultura, realizadas na Associação Médica de Londrina, sempre gratuitamente e com muito bom humor. Passado o Carnaval e tendo eu recebido a programação para o mês de março, compareci com entusiasmo ao primeiro programa do mês, que se deu no dia Internacional da Mulher com um belíssimo documentário sobre Eleonor Roosevelt. Na ocasião, ficamos sabendo que a Secretaria não havia aprovado o projeto da professora por achá-lo repetitivo. Ora, achei muito estranho tal argumento, pois dificilmente vejo pessoas da Secretaria da Cultura presentes. Isso só demonstra a total ignorância sobre o projeto desenvolvido, pois se o acompanhassem veriam que nada há de repetitivo. Espero que a atitude da Secretaria da Cultura seja revista para que Londrina continue tendo um importante canal cultural.
CAROLINA KOBE (estudante) - Londrina
Mordaça retoma censura
Em pleno século XXI o Congresso cria uma nova lei para intimidar. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou no final de 2002 um projeto de lei que proíbe membros do Ministério Público e autoridades em geral de divulgarem informações sobre processos em andamento. Qualquer funcionário seja da União, dos Estados ou dos Municípios, que tornem públicas, através da imprensa tais informações, estará sujeito à condenação de dois anos de prisão, a serem inabilitados para o exercício de seu cargo por até três anos, além da possibilidade da perda do cargo.
Essa ''Lei da Mordaça'' reforça uma velha tradição brasileira em que os crimes do colarinho branco sempre acabam em pizza, sem que a população ao menos saiba o que está ocorrendo nos mais altos escalões de nossos poderes. Com a aprovação final deste projeto estariam nossos representantes do Legislativo atrapalhando de sobremaneira o funcionamento do trabalho policial, da Justiça e do jornalismo investigativo. É novamente a censura com suas poderosas garras a ferir a tão desejada democracia conquistada gradativamente através da história do país.
FABIANO D'ORANGES VIANA (estudante) - Foz do Iguaçu
Fora dos eixos legais
Nesse momento em que se trava queda-de-braço entre Urbs e Comec devido às aplicações tarifárias do sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba, seria oportuno a administração pública e a Justiça passarem a limpo este setor.
Enquanto nos últimos anos a população vem crescendo na RMC, segundo dados do IBGE, o número de usuários permanece o mesmo de 10 anos atrás para cálculos da planilha da Urbs. É um fato curioso porque é exatamente a relação entre o número de usuários e quilômetros rodados que mais pesa no custo da passagem. Então menos passageiros e mais quilômetros rodados produzem tarifa mais cara.
Tem razão a Comec em insistir na aplicação de tarifa justa ao sistema e disto não pode abrir mão. A população que depende deste serviço tem que saber quem é o vilão nesta história. O correto seria que o Ministério Público enfrentasse este problema de frente denunciando a Urbs por esta chantagem de recorrer à diminuição da frota em circulação para prejudicar os usuários, com a clara intenção de colocá-los contra a Comec, que é órgão da administração estadual.
RICARDO RODRIGUES - (jornalista) - Curitiba
Ônibus lotados
Seguidamente técnicos e engenheiros ligados ao transporte coletivo de várias partes do mundo vêm estudar o funcionamento do sistema de transporte coletivo de Curitiba. Muito bonito, como marketing. O triste disso tudo é que agora com o aumento das passagens para R$ 1,70 a mais cara das capitais brasileiras , está criado um impasse com a região metropolitana, prejudicando cerca de 200 mil passageiros diariamente que tiveram 10% das 260 linhas afetadas com a redução no horário, porque lá o valor é R$ 1,50. O mais triste é vermos mulheres grávidas, crianças e idosos enlatados e espremidos dentro dos ônibus. Pena que a superlotação não é mostrada aos técnicos.
JOSÉ PEDRO NAISSER - Curitiba
Óleo diesel
O presidente Lula quer acabar com a fome, mas esquece que quem produz o alimento depende do óleo diesel. Para plantar os alimentos, colher e transportá-los é preciso diesel. As pessoas que trabalham nas indústrias de alimentos dependem do transporte de ônibus e de trens movidos a diesel. E os que trabalham nas indústrias de sapatos, roupas, materiais de construção, dependem do quê? E os estudantes, os trabalhadores, que moram na zona rural também dependem dos ônibus para ir à escola e à cidade. Para acabar com a fome Lula precisa fazer com que o alimento produzido fique mais barato e isso nunca vai acontecer se o preço do óleo diesel continuar subindo.
FLÁVIO GURGINSKI (empresário) - Campo Mourão

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