CARTAS
Reflexões
Existem universidades e faculdades onde o corpo docente se reúne, troca informações, planeja atividade de classe e extraclasse, escolhe livros, revistas ou outros periódicos de interesse geral, prevê cursos de extensão universitária ou decide sobre atuação fora do estabelecimento, em trabalho conjunto com a comunidade. Durante as reuniões pedagógicas há preocupação com a pesquisa científica qualificada, discute-se as várias formas de ensinar com os professores da área pedagógica, bem como sobre os sistemas ou métodos de avaliação da aprendizagem. Observa-se o espírito de união e camaradagem entre os membros do corpo docente que é sempre chamado a opinar. A preocupação maior é sempre com a formação integral de mão-de-obra superior de ótima qualidade profissional. Esta instituição existe, com certeza.
Por outro lado, também existem universidades e faculdades onde cada qual segue seu próprio caminho, sem a preocupação com reuniões pedagógicas ou técnicas, preocupado unicamente com sua existência, olhando somente para seu próprio umbigo. Cada um se acha liberado para adotar seu próprio sistema de avaliação da aprendizagem o que, na maioria das vezes, gera algum tipo de constrangimento para professores ou alunos. Como a fiscalização e cobrança também são deficientes, cada professor fica liberado para produzir seu próprio ''modus operandis''. Esta instituição também existe. Pode crer. Há gosto para tudo.
ESMERALDINO FRANCO, Marialva
Nota de repúdio
Lamentável! Extremamente infeliz! Imagino ser este o pensamento de quem já assistiu ao novo comercial da cerveja Antártica. Em plena Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema ''Fraternidade e as pessoas idosas'' e o lema ''Dignidade, vida e esperança'', a cerveja Antártica lança um comercial onde um jovem prefere tomar um copo de cerveja a dar atenção a sua avó que, inclusive, se refere ao ingrato como ''meu querido netinho''. Repudio este comercial que, além de incentivar o consumo de bebida alcoólica, dá um mau exemplo de desrespeito com nossos idosos. Sugiro à empresa, caso ainda não tenham se dado conta da infelicidade, que retirem do ar este comercial o mais rápido possível e, em sinal de humildade, se retratem a respeito.
AMARILDO GERALDO COSTA, Paranavaí.
Alinhamento de preços (1)
Que Londrina vive refém de mafiosos donos de postos de gasolina que se dizem empresários, ninguém duvida. Ainda este mês pude abastecer a R$ 1,99 na capital paulista. Se a planificação dos preços praticados fossem no patamar mínimo possível da planilha de custos, as argumentações do Ariovaldo Ferraz de Arruda teria sentido. Praticar o ''alinhamento'' de preços em produto de uso obrigatório nos maiores níveis adotados no Brasil é ato marginal, sim senhor. Mas o que me chama a atenção e motivou essa carta, é o fato de uma rede de supermercados participar dessa pouca vergonha. Se propagam aos quatros cantos que praticam o melhor preço, porque não o fazem também com a gasolina, utilizando-se da tabela praticada em São Paulo ou em Curitiba? Estaria a rede conivente com os mafiosos ou praticam o famoso ''alinhamento'' de preço por medo? Com a palavra os responsáveis.
JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina.
Alinhamento de preços (2)
Em Londrina, há anos o alinhamento de preços dos combustíveis é uma constante notada por todos. Seria impossível empresas com vendas diferentes e em locais diferentes ter o mesmo preço final sem haver manipulação dos mesmos. O cartel existe nos postos ou nas distribuidoras pois não há dispersão de preços, concentrando em torno de um valor ao arrepio da lei. Há intimidação, velada e eventualmente clara já publicada neste jornal. No mercado, manipular é agir ou usar informações de forma irregular, para provocar distorções desconsiderando as regras vigentes. Manipulação é crime. Em geral está associada ao objetivo de conseguir lucros indevidos ou provocar prejuízos. Esta prática continuará, apesar da justiça estar presente. Todos perdem com este ilícito e os preços sobem quando este crime ocorre de forma contínua. Para conter tal abuso, de forma continuada, o único modo efetivo seria dotar a Receita Estadual e Federal de controle sobre bombas de gasolina como se faz com o cidadão comum nas chamadas operações pentes fino da Receita Federal. Alfonse Capone, famoso mafioso, de Chicago foi inibido de sua prática por ação jurídica contábil.
JOSÉ IVAN C. RIBEIRO, Londrina





