Ensino brasileiro
Sou estudante, curso o 2º ano do ensino médio de um colégio privado e me sinto no direito de protestar contra o atual sistema de ensino brasileiro. Em menos de três semanas após o início das aulas, já me sinto desmotivado para estudar. Não aceito o fato de ter passado a maior parte da minha vida, mais de dez anos, estudando para passar num teste para ingressar numa faculdade. Não aceito a prioridade científica do sistema, deixando de lado os conceitos humanos, para formar cidadãos aptos a construir uma sociedade mais justa e pluralista.
Tenho trinta aulas semanais, sendo que destas trinta, cinco são de matemática, cinco de física e quatro de química. Ou seja, só estas três matérias ocupam mais de 46% da carga semanal. E o ''resto''? Bem, o ''resto'' é dividido entre as demais matérias como história, geografia, ensino religioso, línguas (gramática, literatura e inglês) etc. Não tenho aulas que, mo meu ponto de vista, são imprescindíveis para a formação de cidadãos, e não de meros consumidores, como ecologia, política e economia.
Tenho uma aula de D.P.S. (Desenvolvimento Pessoal e Social) por semana, que trabalha com dinâmicas sem muito êxito, ao invés de trabalhar com palestras, seminários ou debates sobre fatos da atualidade, como a iminência da guerra no Iraque, por exemplo. Tenho uma aula de filosofia e uma de sociologia a cada quinze dias! Ou seja, essas questões de valores e conceitos à qual defendo é ignorada pelo sistema. Não nego a importância das ciências exatas nos currículos escolares, mas acho que o sistema deveria dar mais ênfase nas ciências humanas.
LEANDRO SIQUEIRA LUCIANO (estudante) Cambé
IPVA de aviões
A partir do ano 2000 o governo do Paraná, baseado em lei preexistente, resolveu cobrar IPVA das aeronaves baseadas no Estado. A referida lei taxa qualquer tipo de veículo automotor, desde aeronaves até embarcações, desde que estas tenham um mecanismo autopropulsor. Quer dizer que até uma ''canoa'' com motor de popa estaria sujeita a esse imposto.
Entretanto, não é o que acontece na realidade, mesmo porque seria absurdo e a cobrança muito difícil de ser executada na prática. No caso dos aviões, toda vez que ocorre um pouso nas pistas controladas pelo Estado, o proprietário está sujeito ao pagamento de uma Taxa de Pouso e Decolagem, independente de haver ou não auxílio a tais procedimentos por parte das torres de controle, existam elas ou não.
Ocorre, portanto, bitributação! O interessante dessa questão é que subitamente, o governo resolveu cobrar IPVA dos últimos cinco anos anteriores à decisão inicial! Outro absurdo é que resolveram cobrar IPVA de aeronaves que não mais existem, ou estão baseadas em outros estados onde não ocorre essa cobrança. Quer dizer que o governo já não sabe mais a que apelar para achacar proprietários de aeronaves, nessa nossa aviação agonizante com combustíveis ao preço em torno de 5 reais o litro.
Além de as taxas cobradas serem altíssimas, sem dúvida são injustas, pois a lei é aplicada com parcialidade e os governos passados, usaram de todos artifícios para lesar o contribuinte indefeso. Fica o apelo ao sr. Valdir Pugliesi, secretário estadual dos Transportes, no sentido de rever essa questão.
ARISTIDES MAKOWICH (médico) - Arapongas
Agradecimento
Neste momento, em que estou deixando o Comando da 2 Companhia de Polícia Rodoviária, em virtude de ter sido transferido para o Estado-Maior da Polícia Militar (Curitiba), não poderia jamais deixar de externar a todos vocês o meu respeito, consideração e reconhecimento pelo elevado nível do trabalho, responsabilidade pública e social. A nossa relação sempre foi a mais aberta e transparente possível, pautada também pelo respeito mútuo, que sempre me gratificou muito.
As atividades de segurança pública só ganham dimensão pela divulgação do que é feito pelos órgãos de imprensa. Sem a participação de vocês, para divulgar, elogiar ações e atitudes ou para criticar e apontar erros, bem como desvios de comportamento, muitas coisas deixariam de ser feitas. Sem essa constante atuação da imprensa, os órgãos de segurança pública certamente ainda não teriam evoluído tanto, bem como não teriam ainda identificado que o foco principal de sua existência é o cidadão, a comunidade e não o Estado.
Apesar do pouco tempo em que estive em Londrina (14 meses), muitas realizações puderam ser feitas principalmente em prol da vida. Todos os dias lutamos e trabalhamos para um trânsito mais seguro e mais humano. Também aprendemos a respeitar o londrinense e o povo do Norte do Paraná e a gostar muito dessa terra.
Muito obrigado Londrina! Muito obrigado Norte do Paraná! Esperamos em breve poder solenemente passar o comando ao oficial que ainda será designado.
ÉLIO DE OLIVEIRA MANOEL (comandante da 2 Comanhia de Polícia Rodoviária) - Londrina

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