CARTAS
Lula nas pegadas de FHC
A sigla FHC, muito conhecida pelos brasileiros, ficou marcada a ferro quente na pele de todos nós. Afinal, este senhor que esteve presidente e hoje goza os prazeres da vida em Paris ''trabalhou'' durante oito anos para deixar-nos como herança o caos. Um país estagnado, mais violento, mais endividado, mais corrompido, mais dependente e sem norte. E aí nós, o povo brasileiro, fomos convencidos de que poderíamos viver sem medo de sermos felizes.
Embarcamos, os 53 milhões de eleitores, na canoa da felicidade do Lula, com muita vontade de sentirmos o sabor da cidadania. Mas a canoa começou a fazer água, mal saiu do ancoradouro. Infelizmente, a teoria do novo (?) governo na prática não está diferindo em absolutamente nada ao do FHC. Nós continuamos sem medo de sermos felizes, pois ainda fazemos uma ''fezinha'' de que o Lula e os seus companheiros saiam das pegadas do FHC. Caso contrário, nós os 53 milhões de crentes devemos procurar a felicidade onde de fato não existe o medo. E este lugar não será Brasil se o Lula insistir em continuar neste caminho de início de governo.
Para governar, senhores petistas, é preciso um bocado de humildade (que parece-me não existir no dicionário do PT), uma boa dose de indignação, muito profissionalismo, negociar sem rendição, esconjurar a vaidade, ouvir de fato os gritos e sussurros das ruas, uma pitada de juízo e mais, muito mais, ação do que discurso.
UESLEI TEODORO (estudante) - Maringá
Até quando?
Ao abrir o jornal ou mesmo folhear a revista semanal, vejo estampadas as manchetes sobre a corrupção. Os escândalos são diários: entra governo e descobre-se negociatas favorecendo grupos, parentes, nepotismo; sai governo e as contas ficam para o novo; grampei-a-se telefones, grila-se terras, desvia-se recursos aos montes de prefeituras, estados, e vemos a manobra espetacular desses artistas para fugirem da cassação, da lei de responsabilidade fiscal, da cassação de seus mandatos.
Nunca se viu tanta corrupção, nunca pagamos tanto! Se queremos uma estrada boa, temos que pagar para usufruir de sua boa conservação. Entretanto, os impostos inerentes a nossos veículos nem por isso baixaram. A tabela de imposto de renda, infelizmente, não foi corrigida, o ICMS aumentou, o IPTU também, os aumentos dos serviços públicos sempre sobem acima dos nossos massacrados ganhos, o preço da gasolina que não pára de subir levando junto o dos alimentos, a escalada do dólar, causando um efeito em cascata nos custos, o aumento dos juros para conter a inflação. A corrupção e a má administração do dinheiro público têm grande parcela de culpa nesse processo. Até quando vamos conviver com essa situação?
CLÁUDIO TESSER (gerente de informática) - Londrina
A verdade do passado
Agora fica mais claro, que o interesse do governo anterior e seus aliados em privatizar a Copel, tinha razão de ser: a sua privatização enterraria toda essa história sórdida agora descoberta da empresa que é nossa maior estatal e sobretudo o nosso orgulho. A mesma diretoria que cortava o fornecimento de energia elétrica de famílias carentes chefiadas por pais desempregados, deixando crianças chorando no escuro, agora é acusada de saquear os cofres públicos em milhões de reais do patrimônio da estatal.
Quem atentou contra o patrimônio do nosso Estado que coloque ''as barbas de molho'' pois o novo governo não medirá esforços no sentido passar o Paraná a limpo. Aliás o crime contra patrimônio público deveria ser caracterizado como crime hediondo pelo simples fato de não conseguir quantificar o alcance de sua lesão.
SANDRO DA SILVA (estudante) - Umuarama
Juros altos
Entra governo e sai governo e a situação continua do mesmo jeito. Muda o Poder Legislativo e a população segue esperando por melhoras e nada acontece, porque os novos e jovens que lá entram aprendem as mesmas malandragens dos políticos antigos. A população brasileira já não aguenta mais as falcatruas dos políticos.
O presidente da República está com todo apoio possível, montou uma das melhores equipes de governo, tem apoio popular, dos empresários, dos órgãos de classe, enfim, está com a faca e o queijo na mão e só não faz se não quiser. Mas o lamentável é que o governo do PT lançou recentemente uma medida que a maioria do povo brasileiro não gostou: a alta dos juros bancários.
Os bancos só aniquilam e matam as esperanças dos agricultores brasileiros, porque não é possível sobreviver com esta política de juros. Quem está contente com esta situação são os famigerados bancos que deitam e rolam, porque eles não estão nem aí para as dificuldades do povo.
GILBERTO DE SOUZA GOMES (aposentado) - Astorga





