CARTAS
Oscar: amor e ódio
Tentar explicar o por que do sentimento anti-Oscar presente nos corações que amam o basquete, especialmente os londrinenses, resulta numa tarefa ingrata, mas resolvi tentar fazê-lo. Ingrata porque criticar um jogador que é praticamente unanimidade no Brasil pode parecer controverso a milhões de pessoas que têm em Oscar um ícone do basquete. Entretanto, pelo fato de Oscar ser exatamente esse fantástico arremessador deveria com toda sua experiência dar exemplos de conduta dentro e fora de quadra.
As pessoas alienadas à realidade só vêem ou viram a atuação de Oscar em olimpíadas ou no Faustão, aliás atuações irrepreensíveis. Mas o fato é que as ações praticadas por Oscar nas quadras, especialmente as adversárias que fazem uma pressão muito grande contra ele, são caracterizadas pela falta de respeito a todos. À torcida, às decisões da arbitragem. Oscar não tem respeito nem pelo seu próprio time. Acha que tem o direito de vencer todos os jogos e luta xingando os adversários, os árbitros, a torcida, até jornalistas que estão cumprindo seu papel de transmitir os jogos. Não admite derrota e quando isso acontece distribui cadeiradas de brinde. Oscar nada mais é do que um símbolo da promoção da confusão. Os atos do jogador têm provocado uma série de punições da CBB, o que demonstra claramente a imprudência praticada dentro de quadra pelo jogador.
Com todos esses fatos conhecidos não só aqui em Londrina, mas em muitos outros lugares, nada mais natural a torcida desgostar de Oscar e seus atos. Natural que a torcida passe até mesmo a odiá-lo, afinal ele contribui somente para que o espetáculo de basquete transforme-se em guerra.
Talvez seja mesmo o momento de Oscar parar. O basquete sério só tem a ganhar com isso. Para ser um bom jogador, não basta ser um bom arremessador. É preciso ter uma postura moral que respeite as regras e as derrotas que inevitavelmente acontecem. E isso Oscar não tem. Hoje tem jogo do Londrina contra Oscar & Cia, uma oportunidade para que os fãs do jogador possam assistí-lo, analisar e questionar sua ''unanimidade''. Verão que a postura do ''Mão Santa'' não tem nada de santa.
WELLINGTON MARTINEZ RINO (operador de máquinas) - Londrina
Show oito mulheres
Elas bem ditas e nós abençoadas e privilegiadas em ter a oportunidade de assistir ao show realizado no Cine-Teatro Ouro Verde, no último domingo, em comemoração à Semana da Mulher. Lindas, maravilhosas e talentosas. Novamente Londrina mostra que tem espaço e público para a cultura. Mulheres sejam bem-vindas e não nos façam esperar pelo próximo Dia Internacional da Mulher.
ROSANE ARAÚJO (escrivã de Polícia) - Londrina
Espera pelo diploma
Sou acadêmico do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e assim como comentado na reportagem publicada na Folha de Londrina, no último domingo, o curso ainda não se econtra reconhecido, fato que ocorre devido ao curso não possuir nenhuma turma formada. Escrevo, apenas para relatar que o curso em questão vem atendendo à expectativa como um curso que se preocupa em formar bons profissionais e não ser tão-somente uma fábrica de diplomas.
Temos bons professores com excelente titulação, muitos dos quais são profissionais da área em renomadas empresas de Londrina e região, o que faz do corpo docente do curso altamente qualificado. Nossos laboratórios são de alta qualidade, podendo ser utilizados pelos alunos a qualquer hora, servindo de apoio às aulas e pesquisa científica.
Alguns alunos do curso possuem trabalhos publicados, inclusive no exterior, exaltando a importância que a instituição dá à pesquisa científica no curso de Engenharia Elétrica. E como base de apoio aos estudos, dispomos de uma biblioteca atualizada com excelentes livros.
Espero que a opinião pública não entenda que o fato do curso de Engenharia Elétrica/Telecomunicações da Unopar não estar reconhecido como um descuido da instituição ou demérito dos alunos. Tal fato ocorre simplesmente porque o MEC só reconhece cursos com a primeira turma formada, e o curso em questão terá sua primeira turma formada apenas em meados de 2003.
GLAUBER ANDRADE DE OLIVEIRA (estudante) Londrina
A vergonha do pedágio
Finalmente a caixa preta do dinheiro arrecadado no pedágio começou a abrir. Na praça que o MST quebrou em Cascavel passam cinco mil veículos por dia. Pelas minhas contas só com veículos de passeio, eles recebem R$ 28 mil. Se considerarmos os caminhões e as carretas essa quantia pode até dobrar. E, talvez, essa não seja uma praça tão lucrativa pois fecham o desvio dos moradores. Agora calculem quanto eles arrecadam por mês? Calculem numa praça daquelas na rodovia perto de Curitiba e verão a herança que o Jaime Lerner deixou aos paranaenses, um Estado que ele vendia na TV como de primeiro mundo e não fim de mundo. Afinal, o Requião vai ou não tomar uma atitude?
MÁRCIO DICESAR BENASSI Sertanópolis





