Oscar em Londrina
Não concordo com as atitudes da torcida que lota o Moringão, quando aqui joga Oscar & Cia. Esse jogador, que já se tornou uma legenda para o basquete mundial, não deveria ser tratado como o tem sido nas partidas disputadas em Londrina. Sem dúvida ele já ''pisou na bola'' com alguns torcedores londrinenses em tempos que já se escoaram no ralo das emoções. Mas algo deve ser respeitado: 45 anos comemorados há alguns dias, em plena atividade, e sendo um dos maiores cestinhas de todo o mundo e de todos os tempos, e bem próximo de deixar as quadras.
Essa manifestação nada inteligente da torcida até estapafúrdia por sinal e dos dirigentes locais, nada acrescenta à cidade. Polêmico, sem dúvida; atrevido, indiscutivelmente; mas sempre o Oscar, o ''Mão Santa'', como é chamado em todo Brasil e exterior. Já é hora de torcida e dirigentes pararem com esta picuinha ridícula de tratá-lo como se fosse persona non grata para nossa cidade.
Caso não cesse essa atitude menor, nossa cidade passará para a história como sendo uma das senão a única que não lhe reconheceu os méritos, seja vestindo os uniformes de clubes ou da seleção brasileira onde se projetou para o mundo, nos trazendo muitas alegrias e conquistas.
Creio que Londrina poderá se refazer de todo essa distorção gerada com as brigas com Oscar & Cia, perante todo o Brasil, e nada melhor que uma justa e inesperada homenagem antes da partida de amanhã com o Flamengo, demonstrando a imagem de uma cidade aguerrida sim, mas que sabe dar valor a quem o tem, conquistado ao longo de uma história dentro do basquete.
LUIZ EDGARD BUENO (escritor) - Londrina
Acorda Brasil!
Interessante ver e ouvir os noticiários sobre o Carnaval em várias partes do País. Dá-se a impressão que toda população do Brasil e do mundo ficam em transe no período carnavalesco. Ledo engano já que milhões de pessoas consideram o maior absurdo um país como o Brasil com tanta dificuldade, de extrema necessidade em todos os fundamentos básicos possa dar-se ao luxo de perder tanto tempo com um fato inútil e ilusório. Dá pena e dó assistir crianças, jovens, adultos deixarem se envolver por tal fato.
Parabenizo a atitude de alguns prefeitos do interior de São Paulo de acabar com o carnaval de rua visto que atrai vandalismo, vagabundagem, drogas, alcoolismo e prostituição. Em algumas regiões do Brasil, especialmente no Sul, existem milhares de pessoas que como eu estão preocupadas com um Brasil melhor, através de mais estudo, mais trabalho, mais determinação, mais confiança e menos perda de tempo com coisas que saem do nada e vão a lugar algum. Acorda Brasil!
IVAN SIDNEY SILVA (empresário) -Tapejara
Governo do cidadão?
As mudanças no sentido de direção das ruas Luiz Dias e Sagrado Coração do Jardim Petrópolis causaram nos moradores da região grande descontentamento, não só pelos transtornos que daí surgiram, mas também pela forma como foram implementadas.
O caos que existia no trânsito, mais especificamente na rua Luiz Dias em frente ao Colégio Maxi era apenas pontual nos horários de entrada e saída dos alunos, ocasionados em parte pela falta de fiscalização dos órgãos de trânsito e em parte por atos de motoristas negligentes que estacionavam em fila dupla nos dois sentidos de direção, aguardando os estudantes. Agora, o caos é frequente, tendo em vista que os motoristas, sem fiscalização, fazem filas triplas e quádruplas num único sentido, o que causa congestionamento e perda de tempo e paciência àqueles desavisados que tenham a infelicidade de passar pelo local nos ditos horários.
Outras ruas das imediações, antes tranquilas, passaram também a ter grande movimentação, o que causa insegurança em face da velocidade desenvolvida por alguns, dificulta a transposição de ruas, tira a paz e o sossego das pessoas que escolheram o bairro para as suas moradias, muitas há mais de 30 anos, sem contar o aumento do trajeto para os deslocamentos dos moradores.
Ao que parece, tais alterações tiveram o condão de favorecer o interesse particular em detrimento de toda uma coletividade. O que não se coaduna com as propostas de campanha eleitoral da administração municipal que ainda estão frescas na memória, que falava em ''sempre ouvir a sociedade'', ''não privilegiar grupos'' e de ''participação popular nas decisões''. Não fomos ouvidos, nem consultados, o que nos faz crer que o slogan ''Governo do cidadão'' está muito longe de se tornar realidade, não passando de utopia.
CLAUDEMIR MOLINA (advogado) - Londrina

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