Dia da mulher
Antes tarde do que nunca, foi estabelecido pela ONU em 1975 o dia 8 de marco como o Dia Internacional da m Mulher, para que ele seja lembrado, comemorado e valorizado em todo planeta. Que este dia seja sim, uma sincera e justa homenagem principalmente àquelas mulheres que fazem o papel de pai e de mãe principalmente no Nordeste brasileiro que em sua maioria são a cabeça e o corpo do casal , lutam de sol a sol para a sobrevivência dos filhos, enfrentam filas quilométricas para buscar vagas para os filhos nas escolas das grandes cidades, as que lutam para que seus filhos não caiam no caminho das drogas, àquelas que geraram seus filhos e ainda sofrem os sequestros nos hospitais, e àquelas menos favorecidas pela sorte e pelo destino que aos milhões são vítimas silenciosas dos supostos valentões e machões.
Mas uma valorização também àquelas que denunciam a violência familiar, àquelas esquecidas pelos maridos, às que passam fome, sem teto, sem saúde, sem educação e também não podemos esquecer das solidárias, inteligentes e belas, pois isso é um dom do criador. Feliz Dia Internacional das Mulheres, vocês merecem pois são a maioria em todo planeta, que lamentavelmente ainda é comandado por supostos donos do mundo.
JOSÉ PEDRO NAISSER (humanista) Curitiba
Valor ao idoso
A sociedade precisaria dar mais carinho às crianças e respeito aos seus idosos. O idoso não quer favores, mas sim oportunidades para continuar sendo útil à sociedade. A bagagem de conhecimento adquirida pelos mais velhos têm que ser aproveitada. A vida é um contínuo aprendizado, e os mais velhos que já passaram por quase todas as etapas têm muito a oferecer. É chegada a hora da sociedade rever muitos conceitos para essa faixa etária, que muitos em pleno gozo de saúde e suas faculdades mentais são descartados simplesmente porque são velhos. É bem verdade que o mercado de trabalho não absorve a mão-de-obra, nem mesmo dos mais jovens, por isso é preciso adequar esse sistema, pois o tempo é inexorável, e os jovens de hoje serão os velhos de amanhã.
Há dois pontos fundamentais para que envelheçamos com maior segurança: a estabilidade de nossa moeda e a melhoria da saúde pública. É evidente que para alcançar esses dois objetivos temos que preservar muitos outros componentes, como Previdência Social, desenvolvimento econômico, laser, segurança etc.
ANTONIO PEREIRA (contador) Londrina
Espantei-me com a falta de conhecimento e sentimento americanizado da leitora Ângela Lima, de Presidente Prudente, na seção cartas, do dia 7/03/03. Será que esta senhora não conhece a história? Saddam foi o principal aliado dos norte-americanos e britânicos durante a guerra Irã-Iraque, assim como os talibãs do Afeganistão e o próprio Osama Bin Laden contra a URSS. Por quê agora toda esta pressão sobre o Iraque? Seria porque eles não conseguiram capturar Bin Laden, e estão fazendo esta guerra para desviar a atenção do mundo para os afegãos presos em Guantanamo, que são torturadas dia e noite, sob o nome leve de ''pressão''. Ou, porque como o próprio presidente Bush disse, os Estados Unidos precisam dominar o Iraque e seu petróleo? E por que o Iraque tem que ser desarmado pela guerra, quando está colaborando com as inspeções da ONU, e a Coréia do Norte, que fez ameaças de guerra aos Estados Unidos será tratada pelas vias diplomáticas? Seria porque a Coréia do Norte não tem petróleo?
Mas o que mais me espanta na carta da leitora é a preocupação que ela demonstra em relação aos norte-americanos, dizendo que a guerra será benéfica e que a paz custa caro à ''América''. Gostaria de saber se algum norte-americano tem tanta preocupação com aqueles que vivem do México até a Antártida.
JOÃO PAULO DA ROCHA (universitário) Ribeirão do Pinhal
Luta entre tiranos
Como brasileiro não posso deixar de clamar pela paz, juntando meu grito aos milhares que ecoam pelo mundo afora tentando desesperadamente conscientizar o que hoje é a maior ameaça mundial, os americanos.
Assistimos perplexos a criação se rebelando contra o criador movido pela cobiça petrolífera. O diálogo sendo substituído pela força armada, o mais forte subjulgando militar, cultural e economicamente praticamente todos os povos do planeta. Precisamos todos, independentemente da cor, raça ou religião repensar nossos valores e conceitos de terroristas.
As instituições internacionais precisam ser reformuladas, o papel da ONU deve ser repensado. A Europa, berço da democracia, deve fazer frente e zelar pela paz mundial.
Aos milhares de americanos amantes da paz, peço que protestem para que seu presidente reveja suas posições, e que frase como esta ''Bush faz crescer o antiamericanismo pelo mundo'' não seja escrita novamente. É imperdoável, logo vocês.
VALENTIM ANTONIO BENEVENTI (estudante) Ribeirão Preto (SP)

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