CARTAS
Quero guerra!
É isto mesmo. Quero ver os Estados Unidos em guerra contra Saddam Hussein. Quero ver a queda e morte deste ditador, novo amor das esquerdas brasileiras. A minha impressão é que sou o único ser humano, do México à Antártida, a pensar desta forma. Sei que sou um contra mais de 300 milhões. Ainda assim, devo defender meu ponto de vista.
O primeiro argumento é que a guerra irá ''impedir o abastecimento de petróleo brasileiro''. Uma mentira. Menos de 5% do petróleo brasileiro é importado. Na verdade, com a queda de Saddam, o preço do petróleo irá cair.
O segundo argumento é que ''a guerra irá prejudicar a economia brasileira''. Bem, o Brasil está, desde 1981, em crise econômica. Desde, então, todos os pulhas que nos governaram, inventaram bodes expiatórios do mundo inteiro.
O terceiro argumento é que ''a guerra mataria muitos iraquianos inocentes''. Bem, a especialidade de Saddam Hussein é exatamente massacrar iraquianos inocentes. Ele já matou mais de 2 milhões de ''iraquianos inocentes''.
O quarto argumento é que ''a guerra custaria muito caro aos americanos''. O que custa muito caro aos americanos é a paz, não a guerra. Eles estão gastando mais de US$ 300 milhões por dia, apenas com a importação de petróleo.
Na verdade a guerra irá beneficiar tanto os americanos, como mais ainda, os iraquianos. Para completar, a gasolina ficará mais barata na maioria do mundo e muitos terroristas islâmicos, vão ter que trabalhar para não morrer de fome. A nossa esquerda vai ver mais um de seus amados ídolos, quebrar a cara. Quero guerra!
ANGELA LIMA - Presidente Prudente (SP)
Sanguessugas da nação
As possíveis consequências de uma possível guerra no Iraque são desastrosas para o Brasil. Uma guerra é a pior coisa que poderia ocorrer no governo Lula, pois todas as metas encontrarão obstáculos. Com este aumento no valor das dívidas, as áreas sociais (saúde, educação, cultura) terão que passar, mais uma vez, por um aperto de cinto.
Interessante é notarmos que as áreas sociais são as que sempre sofrem com qualquer desarranjo externo ou interno. Mais interessante ainda é notarmos que, durante este período difícil, os deputados e senadores sempre aumentam seus próprios salários para ''recuperarem'' a perda do período, mas os trabalhadores ficam com este prejuízo de diminuição de poder aquisitivo.
O governo nunca tem dinheiro para o social por causa destes sanguessugas. Eles causam um rombo na União de alguns bilhões de reais por ano. Está na hora de dizermos um basta a estes absurdos e nos mobilizarmos por um País melhor, principalmente se estourar uma guerra no Iraque.
SIMONE BARBARIZ (escritora) - Brasília (DF)
Conflito de idéias
Uma vez mais o mundo vive um terrível momento de angústia e medo. De um lado, um país de terceiro mundo prepara-se e tenta buscar soluções para acabar com a fome. Do outro lado, só se fala em guerra. O dominador rico prepara todo um sistema e chama todos os países a aderirem o movimento.
O conflito está armado e quem sofre as consequências é o próprio povo: o dólar fica cada vez mais caro e o custo de vida mais difícil. Vítimas de armas químicas são impedidas de viver marcadas para sempre sem poder levar uma vida normal.
O que não se pode admitir é que pessoas adultas e instruídas estejam se organizando para que essa guerra aconteça. Vivemos em guerra também, todos os dias, em nosso País: os conflitos entre os sem-terra, a pobreza, a fome. Nesse momento, precisamos nos unir e ir em busca de paz. Vamos preparar nossas armas deixando sair de nossos corações mísseis de ''amor''.
VERA LÚCIA GARCIA GRANDE (professora) - Marialva
Folha contra dengue
Por iniciativa dos vereadores Orlando Bonilha, João Abussafi, Maurício de Sousa Barros, Tercílio Turini, Carlos Alberto Bordin e Márcia Lopes, cumprimentamos a Folha, com votos extensivos a toda equipe, pela iniciativa de criação do selo ''Folha Contra a Dengue'', que valoriza diariamente, no Caderno Cidades, a divulgação de ações positivas dos londrinenses no combate a essa doença. Somente por meio do envolvimento da comunidade poderemos afastar o risco de uma epidemia em nossa cidade. Para isso é fundamental mostrar os bons resultados do trabalho da sociedade em parceria com os órgãos de saúde do Município.
ORLANDO BONILHA presidente da Câmara de Vereadores de Londrina
Correção
- Por questões técnicas foi suprimida uma frase do terceiro parágrafo da matéria ''Indie em alta temporada'', publicada na página 3, da Folha2 de hoje. O correto é ''O episódio irritou o guitarrista e vocalista Jack White.''
- Na matéria ''Festival bem registrado'', da Folha 2 de ontem, o nome da banda londrinense Etnia é apresentado duas vezes na listagem dos grupos que aparecem na coletânea do festival Demo Sul, no antepenúltimo parágrafo. O conjunto que completa a coletânea é o Detetives, de São Paulo.





