Mensagens incômodas
Sempre considerei a Sercomtel uma empresa de primeira linha. Como usuário de seus serviços (pelos quais pago, e bem) acredito merecer um pouco de respeito e consideração por parte da mesma. Respeito e consideração que não obtive ao receber mensagens grafadas através dos telefones celulares ''convocando'' os assinantes para votar e ajudar a ''detonar'' (termo da mensagem) candidato A ou B de determinado programa de televisão. Detalhista a mensagem: informava, inclusive, o preço de cada voto. Acreditava que a empresa tivesse assuntos mais sérios e importantes com que se preocupar. Eu tenho. Sem levar em conta que tal programa, para muitos de qualidade discutível, eu considero simplesmente ridículo (para economizar adjetivos).
JOSÉ CARLOS SANTA MARIA - Londrina
O que ocorre?
Vamos fazer as contas: a promessa era criar 12 milhões de empregos em 4 anos, o que dá 250 mil empregos por mês. Já chegamos ao fim do segundo mês e, por enquanto, o que tivemos foi o aumento do compulsório, duas elevações de taxas de juros e, portanto, aumento do desemprego. Claro, a situação do País não é lá essas coisas, é preciso atrair dólares, a inflação tenta voltar a crescer.
Só que o maciço voto em Lula significou uma clara opção pela mudança. Se fosse para conter a inflação provocando recessão e desemprego, se fosse para atrair dólares jogando os juros para cima, o eleitorado teria escolhido o candidato da situação. E com três vantagens: Malan já conhece os mecanismos de poder, fala um ótimo inglês e não tem a língua presa.
Qual a alternativa de política econômica? Eu, sinceramente, não sei. Mas o PT disse que sabia. Se sabiam, por que não o fazem? O fato é que a economia está parada. Salva-se a agricultura, que parece bem; ganham os exportadores, já beneficiados pela alta do dólar. Se o caro leitor é agricultor ou exportador, parabéns. Se não, ainda há uma saída: trabalhar em alguma empresa que aumente suas vendas para agricultores e exportadores. Afinal de contas, a esperança é a última que morre.
ANGELA LIMA KAINAN - Londrina
Aposentadorias
A reforma previdenciária é o assunto do momento. Vamos ver se os deputados irão mexer também nas leis que regem as suas aposentadorias ou só os pequenos irão ser penalizados. Penalizados sim, porque com certeza não haverá melhoria para quem realmente trabalha. Há deputados, senadores, governadores e ex-presidentes que acumulam mais de três aposentadorias por poucos anos de mandato. São tão altas que até eles mesmos têm vergonha de dizer quanto recebem. Por que um trabalhador comum que faz uma jornada de no mínimo 8 horas por dia leva de 30 a 35 anos para se aposentar? Enquanto isso, os políticos ''trabalham'' apenas quatro anos, ainda quando querem algumas horinhas por dia, na maioria das vezes causam prejuízos à nação, se envolvem em atos de corrupção, assaltam os cofres públicos, se aposentam mais cedo e recebem tantos privilégios.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê
Inimigo íntimo
Durante a campanha política para governador do Paraná, em 1998, quando disputa era entre Roberto Requião (PMDB) e Jaime Lerner (PFL), este buscando a reeleição, duas coisas chamaram minha atenção. A primeira foi a desproporção de recursos financeiros gastos na campanha. Enquanto Lerner esbanjava seu poderio, Requião nem se quer os materiais básicos de campanha tinha. No entanto, para o bem daqueles que acreditam que o dinheiro não compra tudo, o massacre foi maior no quesito financeiro que na diferença de votos.
A segunda foi a falta de ética ou trairagem mesmo. Em alguns municípios, membros do PMDB, que deveriam defender a bandeira do partido, se protegiam com a mesma para trair o partido apoiando o então candidato Lerner (PFL), e pior teve município que esses elementos que se julgam líderes de suas comunidades tiveram a coragem de subir no palanque com Requião.
Que sirva de alerta para Requião e o deputado Gustavo Fruet, presidente do PMDB no Paraná, ao reformular o partido no Paraná. É notório, que políticos que durante a campanha usaram dos mesmos artifícios anteriores, agora se colocam como cordeirinhos para conseguir o comando do PMDB em seus municípios. São pessoas que nunca se identificaram com o político Requião, a não ser que estamos diante de um milagre, onde o que parecia ódio ainda ontem, hoje é amor. Cuidado, o inimigo pode ser muito íntimo!
ELIEL HERNANDES ROQUE (vendedor) - São Tomé

mockup