CARTAS
Concurso de professores
Lendo a reportagem na Folha, Caderno Cidade, pág. 3 do dia 27/02, senti-me indignada com a declaração da secretária de Educação, Magda Tuma. Ela fala sobre o déficit de 300 professores na rede pública municipal e o fim da validade do concurso realizado em 2000. Participei daquele concurso público para professor municipal, em que 200 professores foram aprovados, inclusive eu. Desse concurso, somente 54 foram chamados até 2002. E neste ano, segundo a secretária, mais 50 estão sendo convocados. Não posso concordar com o fim da validade do concurso e a realização de um outro, pois ainda restam aproximadamente 100 professores aguardando uma oportunidade que lhes é de direito.
A Lei de Responsabilidade Fiscal existe. Tenho consciência disso, mas sei que a educação deveria ser prioridade para se criar uma geração de jovens que, no futuro, possam direcionar este país valorizando os direitos humanos com mais dignidade e democracia. Como fica a educação em Londrina? Pois sabemos que com a falta de professores para atender esta demanda, diretores e supervisores estão assumindo salas de aula em algumas escolas municipais.
Onde ficam nossos direitos diante da incoerência de uma administração que ao invés de contratar os professores aprovados e que têm direito a estas vagas, repassam as mesmas a professores que já atuam, tirando a oportunidade de trabalho que conquistamos com tanta dignidade?
ANA CLÁUDIA DO CARMO (professora) - Londrina
Taxa de luz
A Copel cobra e repassa a taxa de iluminação pública para a prefeitura, manda um aviso junto com a conta, mas nem a Copel e nem a prefeitura trocam as lâmpadas queimadas ou que não funcionam nas ruas de Londrina. Sem iluminação, os vagabundos de plantão metem a mão no bolso do cidadão brasileiro. Isso deveria dar cadeia. Mas não vai acontecer nada, vai aparecer um gerente da Copel ou da prefeitura dizendo que não é bem assim. Se fosse eu a praticar esse roubo já estaria em cana!
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Faça o que eu mando
O perigo de uma guerra entre os Estados Unidos e o Iraque é iminente. Os EUA, com o pretexto de que o Iraque possui armas de destruição em massa, tentam convencer o resto do mundo de que a melhor solução é a guerra. Bush pensa somente em seus interesses econômicos esquecendo as consequências que uma guerra traria ao resto do mundo e até mesmo ao seu país. Quantos pais perderiam seus filhos caso o plano americano de guerra fosse colocado em prática? Quantas crianças ficariam órfãs? É, infelizmente, nada disso é analisado quando coloca-se em primeiro plano interesses econômicos.
Bush está interessado na segunda maior jazida de petróleo do mundo, que está no Iraque. Sabemos também que a eleição de Bush foi financiada pelas indústrias petroquímicas daquele país, então a conquista do Iraque seria simplesmente uma troca de favores. E após a guerra quem reconstruiria as estradas, pontes daquele país em ruínas? Indústrias americanas e inglesas. E como receberiam? Com certeza em petróleo.
Diante disso, só nos resta aguardar e volvermos os olhos ao futuro e pensarmos que daqui a alguns anos a água valerá muito mais que o petróleo. E daí, qual será o pretexto que usarão para nos atacar?
JOSÉ ANTÔNIO RODRIGUES DA COSTA (estudante) - Nova Esperança
Sanepar é nossa!
A retomada do controle administrativo e financeiro da Sanepar pelo governandor Roberto Requião demonstra que esse governo está atento aos anseios da maioria da população que, sem dúvida, aprendeu a exercer sua cidadania, a gostar das coisas desta terra e a valorizar o que é seu, principalmente depois da mobilização, democrática, cívica e nunca antes vista para manter a Copel sob o domínio público e a serviço de cada um de nós.
Do mesmo modo, não pode ser tratada e considerada diferente a Sanepar: empresa por ora mista, responsável pelo saneamento básico (água e esgoto) em quase todo o Estado. Captando, tratando, operando e distribuindo a nossa ''santa água'' que consumimos todos os dias, melhorando a qualidade de vida, saúde, higiene e bem-estar social de toda a população.
Tanto a Copel como a Sanepar são motivos de orgulho, qualidade e pujança dos paranaenses. E devem existir para continuar cumprindo a missão para a qual foram criadas: a de promoção do bem comum de toda a coletividade. Contribuindo mais para o desenvolvimento econômico e social do Estado, e servindo menos de influência política e instrumento inalienável de lucro.
ANTÔNIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO - Maringá
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na página 1 da Folha Esporte de ontem, o placar do jogo Londrina x Atlético foi 0 a 0.





