CARTAS
Por que defender a paz
Por que é importante que a população londrinense foi para praça pública protestar contra a guerra? A manifestação que aconteceu dias atrás pela paz não foi uma manifestação qualquer de pacifistas e nem de ideológos, mas foi uma manifestação de povos, de culturas e de línguas diversas que se encontram a si mesmos numa única comunidade.
Todos estes diferentes elementos se encontram na democracia. É a democracia que toma corpo neste momento de crise e não as instituições e seus mecanismos. Mas, isto aconteceu aqui em nossa cidade, muito timidamente. A paz é essência da democracia. A paz e a democracia são a mesma coisa. E, no caso brasileiro, enquanto houver exclusão econômica ou de qualquer outro tipo, não haverá paz e por conseguinte não haverá democracia. Então, se perdermos a paz, perderemos também a pouca democracia existente entre nós.
Uma forma tão aviltante como esta guerra, desencadeada pelos Estados Unidos, não se vê na face do mundo, deste os últimos 50 anos. A emergência de uma guerra, nestes últimos anos, nunca existiu. Esta é uma verdade sem retórica. É isto que levou milhares de pessoas de todo o mundo, a protestar pelas estradas e, que lamentavelmente não conseguiu levar um grande número aqui em Londrina.
Contudo, se acontecer a guerra, ela será essencialmente totalitária. Ela não matará só inocente, não ferirá só as instituições, mas alimentará a espiral da violência e a instabilidade econômica de nosso cotidiano. Ela matará o princípio da cidadania e da soberania e violentará a consciência pública. Lutar contra a guerra significa lutar pela democracia. Paz e democracia não são uma somatória, mas são uma conjugação que resume o sentido da mesma existência.
JOSÉ MÁRIO ANGELI (professor) - Londrina
Sangue por óleo
É lamentável que se pretenda ver corpos mutilados em troca de petróleo iraquiano quando este potencial bélico norte-americano poderia ajudar a acabar com a miséria. E, além disso, eliminar a fome de povos do planeta, seguindo ensinamentos bíblicos católicos ou calvinistas, humanitários.
FAHED DAHER (médico) - Apucarana
Por que não CMTU?
Por que não dar emprego e restabelecer a ordem em determinados estacionamentos públicos de nossa cidade? Trata-se da Rua Mato Grosso entre o novo Shopping Popular (Rua Sergipe) e o PAI (Rua Benjamim Constant). Acontece que, sem maiores explicações perdemos o serviço da Zona Azul, onde exatamente nesta quadra triplicou o número de usuários em virtude do Shopping Popular. Protocolamos mais de quatro vezes junto à CMTU, uma solicitação de retorno do serviço e não obtivemos resposta. Devolvam nossos fiscais da Zona Azul, pois os benefícios são para as duas partes: os meninos podem ter um emprego, e nós não precisamos nos preocupar com a desordem que vem ocorrendo em nossa quadra, pois a principal dificuldade que enfrentamos é a falta de conhecimento que alguns motoristas têm em relação às legislações de trânsito, os quais largam seus carros em qualquer lugar!
CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (empresário) - Londrina
Rua Guararapes espera
''Me senti profundamente desrespeitado com a postura assumida pelos órgãos públicos competentes na alteração do sentido viário da Rua Sagrado Coração.'' escreveu o leitor Marco Aurélio na Folha. Nós, do Jardim Higienópolis, dissemos o mesmo em inúmeras cartas, aqui publicadas. Mas você, caro Marco, foi contemplado com uma carta de próprio punho do presidente da CMTU. Coisa que não aconteceu conosco. Na tal carta publicada ontem, à qual lemos com atenção, lê-se que a CMTU e o IPPUL vêm desenvolvendo estudos de readequação de trânsito.
''De acordo com a idéia de bem comum, e como comprova a história, é que os problemas jamais serão solucionados quando impostos, gerando assim outros conflitos.'' Concordamos com Marco Aurélio, pois os conflitos aqui iniciaram desde o momento que implantaram esta mudança arbitrária na Rua Guararapes, até mesmo antes do prazo previsto. ''Outra vez se repete a história dos doutores do Sinédrio, em que para assegurar o 'bem de todos' é necessário que alguém seja sacrificado!'' Quanto a este seu pronunciamento, Marco Aurélio, cabe aqui o nosso apoio amplo e irrestrito e, quem sabe, um dia, trabalhemos juntos por uma urbanização sustentável e democrática!
MIRA ROXO (educadora) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que a Folha Esporte informou na edição de ontem, a equipe do Rexona enfrenta o BCN, em Osasco, pela Superliga Feminina de Vôlei hoje.





