CARTAS
Termo depreciativo
Há uma pequena confusão gramatical no texto do leitor Marcos Silva (jornalista de Pato Branco), intitulado ''Amante de ACM'', no que diz respeito ao termo ''amante''. Recorrendo ao Dicionário Houaiss, observaremos que a palavra ''amante'' é classificada como adjetivo, a priori, caracterizando ''a pessoa que ama'', tendo o substantivo ''namorada (o)'' como seu sinônimo. Portanto, não procede a afirmação do missivista de que a palavra ''namorada'' esteja colocada, politicamente ou não, de forma incorreta. Talvez faça sentido a sugestão do missivista em utilizar a referida palavra de forma pejorativa, como foi usada até o século XX, se for preciso dar ênfase a textos jornalísticos. No entanto, é lamentável que em pleno século XXI o jornalismo ainda necessite se reportar a termos depreciativos referentes às mulheres para enfatizar fatos políticos que merecem destaque jornalístico.
SAFIRA HERMES DE OLIVEIRA (professora) - Londrina
Formandos barulhentos
É com tristeza que venho relatar o que tem acontecido nas formaturas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no Moringão. Os alunos que estão concluindo o 3º grau e que deveriam mostrar que, além do saber, têm também educação, não o fizeram. Pelo contrário, a turma da veterinária, na última sexta-feira, deu mostras de desrespeito com o colega orador e, principalmente, com a reitora, não ficando calados, enquanto os mesmos discursavam. Os futuros veterinários chegaram bagunçando, soltando fumaça e se jogando no chão. O que pensar no futuro deles como profissionais? Acredito que os pais e familiares passaram vergonha. Os outros cursos também chegaram a ensaiar alguma demonstração de falta de consideração com a Orquestra e Coral da UEL, pois as pessoas que estavam lá não puderam ouvir quase nada, tamanho o barulho. Peço à reitoria que repense se vale à pena tantos preparativos para assistirmos aquela triste demonstração de falta de educação.
VILDA DE OLIVEIRA VIEIRA (aposentada) - Londrina
Formatura carnavalesca
Concluir uma faculdade é sempre motivo de alegria, orgulho e demonstração de competência e maturidade. No último final de semana compareci com minha família à cerimônia oficial de colação de grau dos formandos da UEL mas o que presenciamos lá por parte dos alunos nos deixou bastante decepcionados.
Nada mais natural que cada um procurasse tirar proveito dos últimos momentos que compartilhava da amizade dos colegas, ao mesmo tempo em que festejava o sucesso pela conclusão do curso. Até a alegria manifestada através de exagerados gritos, apitos, cornetas estridentes, cadeiras jogadas ao chão, jatos de fumaça e bombinhas seria compreensível, se os momentos mais solenes e importantes da cerimônia fossem respeitados.
Porém, o que se viu durante as apresentações da Orquestra Sinfônica e Coral, e nos momentos dos discursos das autoridades (diga-se de passagem, bastante breves e bem colocados), inclusive do próprio representante dos formandos, foi totalmente deselegante, deixando a platéia pasma e bastante constrangida. O que deveria ser uma cerimônia emocionante acabou virando um verdadeiro carnaval, não faltando formando usando chapéu com chifres de diabo e outros vestindo camiseta e bermuda.
MARINILCE FERREIRA DOS SANTOS (professora aposentada) - Londrina
Vagas na UEL
Em respeito à carta do estudante Denilson Cesar Marques, publicada neste jornal na edição de ontem, e que abordou a questão das vagas em universidades, é necessário esclarecer o seguinte:
A Universidade Estadual de Londrina ofertou 3.010 vagas para o ingresso nos diversos cursos de graduação, para preenchimento mediante o Concurso Vestibular de janeiro de 2003. Pleiteando estas vagas, inscreveram-se 22.388 candidatos, perfazendo uma relação candidato/vaga igual a 7,44.
Dentre os candidatos, 9.426 (42,10% do total de inscritos) são residentes em Londrina e 4.463 (19,93% do total de inscritos) são oriundos de outras cidades do norte-paranaense. Dos aprovados, 1.474 (48,97% do total de vagas) residem em Londrina e 479 (15,91% do total de vagas) residem em outras cidades do norte-paranaense.
Os números mostram que a tese de ''falta de vagas para os londrinenses'', defendida naquela carta, é equivocada. Por outra parte concordamos que os nossos governantes devem investir maciçamente no ensino público e gratuito de forma a atender a demanda, como defende Denilson. É urgente a recuperação da qualidade do ensino público fundamental e médio e a ampliação da oferta de vagas no ensino superior. É o que a UEL vem defendendo e fazendo.
MARIA INÊS NOBRE OTA (diretora de Apoio à Ação Pedagógica da Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação da UEL)





