Combustíveis 1
Venho dar apoio e adesão ao boicote aos postos de combustíveis. Moro em Londrina e estudo em Apucarana. Lá, o preço do álcool está 1,38 o litro, enquanto aqui a máfia dos postos está cobrando 20 centavos a mais. Hoje não vou abastecer meu carro e na parte da manhã irei trabalhar de bicicleta. Vou procurar boicotar os postos não somente hoje. Não adianta nada todos não abastecerem um dia e no outro encherem o tanque. A sociedade londrinense precisa se organizar e evitar a bomba de combustível para mostrarmos a esses mafiosos que não somos passíveis de pagar o preço deles. Acordem mais cedo, se possível, vão trabalhar caminhando ou pedalando. Ao mesmo tempo que contribuiremos com o boicote, será muito melhor para a nossa saúde física e mental.
PAULO AUGUSTO DA FONSECA (auxiliar administrativo) - Londrina
Combustíveis 2
Ao ler a reportagem publicada por este jornal sobre o boicote aos postos de combustíveis de Londrina hoje, resolvi não defender mas simplesmente mostrar uma realidade. Em um período de 19 anos, em Formosa do Oeste, fui proprietário de um posto de combustível, e sempre ouvi as mesmas reclamações: preço alto, cartel, etc. O aumento de distribuidoras e postos novos têm feito com que os postos não baixem seus preços, pois a venda diminui por causa da concorrência.
Outro grande problema são os impostos. Meu Deus como são altos! Folha de pagamento, alguém sabe quanto ganha um frentista? Melhor, qual é o custo de um frentista para um posto, insalubridade, sabem o que é? Se um posto trabalhar 100% sob o regulamento, não há como vender combustível barato, muito menos a preço de custo. Alias é isso que muita gente quer, mas como na hora de pagar os encargos ninguém se manifesta, o jeito mesmo é deixar que façam greve.
ADRIANO MARQUES (estudante) -FORMOSA DO OESTE
Direito esclarece
Ontem a Folha publicou matéria sobre a irresponsabilidade de uma professora de Direito Penal da Universidade Estadual de Londrina. Porém, seu nome não foi divulgado e ensejou dúvida quanto a sua identidade. Nós, graduandos do 3º ano matutino de Direito da UEL, turma 2000, nos sentimos no dever de esclarecer o fato, uma vez que somos alunos de uma professora de Direito Penal que, todavia, ministra suas aulas com a competência e assiduidade devidas. Não somos contra informar à sociedade sobre a negligência de alguns professores da UEL. Entretanto, acreditamos ser uma injustiça com professores que, como Luciana Mendes Pereira Roberto, cumprem com sua obrigação dedicadamente.
MARIANA PASA LEMOS (e outros 39 alunos do 3º ano matutino de Direito da UEL) - Londrina
Defesa da criança
Ouvimos constantemente que ''os menores'' são responsáveis pela violência e criminalidade. Devemos começar questionando o termo 'menor'' que é usado para desqualificar a criança e o adolescente, principalmente os excluídos socialmente. São eles as maiores vítimas desta sociedade desigual.
A palavra de ordem é prevenção e para tanto temos que pensar de forma abrangente. Como diminuir a exclusão social? Ou como incluir aqueles que necessitam de políticas de atendimento que lhes dará dignidade e respeito enquanto cidadãos? Como melhorar os programas e projetos existentes e criar outros que realmente incluam crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal? Como envolver toda a sociedade nesta luta que é de cada um de nós? Como envolver os empresários para que dêem emprego aos nossos jovens e invistam parte do imposto de renda devido aos fundos municipais da criança e do adolescente?
O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) se constitui num instrumento fundamental na luta pela efetivação dos direitos. Inaugura um novo paradigma quando passa a tratar a criança e o adolescente como sujeitos especiais em desenvolvimento e portadores de direitos e deveres, e como tal, devem ser protegidos pela família, Estado e sociedade, devendo ser considerados prioridade absoluta. Não é demais dizer que para a ECA, a criança e o adolescente infratores dos 12 aos 18 anos são responsáveis pessoal e socialmente por seus atos.
Declaramos aqui total apoio ao Ministério Público, uma instituição altamente democrática e que vem se destacando na luta contra a impunidade, prestando valoroso serviço à sociedade. Destacamos em especial a Promotoria da Infância e Juventude de Londrina, que vem trabalhando de forma cada vez mais integrada à rede de atenção à criança e ao adolescente, dando total respaldo para o trabalho das demais instituições.
Enfatizamos mais uma vez a necessidade da sociedade ser partícipe nesta luta por mudanças. Sabemos que este é um longo caminho e também o mais difícil de ser perseguido. Porém, não há atalhos mágicos e cabe a nós aprendermos juntos o jeito de caminhar.
CONSELHOS TUTELARES DO MUNICÍPIO DE LONDRINA

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