Fome zero
Sempre me preocuparam as ações beneficentes do Estado. Por princípio não dou esmolas, não pago para que garotos ou marmanjos ''cuidem'' do meu carro. Fico p. da vida com zona azul, com pardais e a não correção da tabela do IR. Quando quero fazer doação vou diretamente a uma instituição de caridade e a ajudo como posso. Hoje algumas milhares famílias são verdadeiras instituições de caridade que vivem à mingua esquecidas pela sociedade e pelo Estado. Quanto custa a compra, a administração, a distribuição da merenda escolar? Quanta maracutaia pode estar embutida nesta singela doação?
Entendo que é necessário e urgente acabar com a fome. Que o governo o faça de maneira correta, comece fechando todos estes programas, acabando com os gastos com propagandas inúteis, tanto do governo federal como dos estaduais e municipais. Fazer um rateio de todas estas verbas e entregar todo o dinheiro diretamente às famílias, isto me parece a solução mais sensata, mesmo que parte deste dinheiro possa ser desviado para gastos com bebidas e até no joguinho do bicho, pois este desvio será infinitamente menor que qualquer 10%. Por fim dar condições de produção a estas pessoas para que não se sintam eternamente párias da sociedade.
TARCÍSIO MARTINS - Londrina
Preços abusivos
Recentemente conversando com produtores rurais, chamou-me a atenção uma frase de um morador de uma propriedade rural situada no Vale do Paranapanema, no Bairro Pedra Branca, em Itambaracá. Este senhor disse-me com uma frase curta: ''Tá na hora do homem (o presidente da República), parar de viajar e começar a cuidar de nosso país, veja a questão dos preços, por exemplo'', neste momento ele estava abastecendo seu veículo no posto de combustível.
Esta afirmação esboça o sentimento do povo que trabalha, que constrói este país, que cria superávits na balança comercial, que é patriota por opção, e vê seu poder aquisitivo cair a cada estocada dos preços.
A escalada de preços vem crescendo desde novembro, isto é, após as eleições, onde o pacto por uma economia estável demonstrava algum risco com a vitória da oposição. O presidente até o final de 2002 era o sr. Fernando Henrique Cardoso, que simplesmente deixou passar, e isso trouxe como consequência um reajuste de preços em geral.
O novo governo da oposição assumiu e os reajustes continuam a ser efetuados com um detalhe interessante: estão sendo feitos em cima do degrau criado no final do ano passado.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Cristina: lição de vida
Sim, é a você, minha irmã que lhe faço essa mensagem, pela passagem do seu aniversário. É a primeira vez que lhe faço publicamente, pois a grandeza do seu amor e solidariedade, aumenta a cada ano, e merece destaque. Dedicou toda a sua adolescência e juventude cuidando das pessoas de nossa família. Primeiro foi nossa avó materna. Quando ela partiu, ajudou a cuidar de nosso pai, que faleceu recentemente com mal de Alzeimer e mal de Parkinson. Há uma ano, nossa mãe foi vítima de um AVC (acidente vascular cerebral) e hoje ela depende de todos nós, pois ficou paralisada. Fazemos todos nós a nossa parte, só que é você quem está ao lado dela, 24 horas por dia, paciente, dedicada, e com um sorriso no rosto, ajudando-a a superar os obstáculos devido à enfermidade. Feliz Aniversário e Deus a abençoe. Votos de sua irmã e familiares.
ELIZABETH COTTING DOS SANTOS - Londrina
Causas ambientais
Movida pela esperança da posse de Luiz Eduardo Cheida como secretário estadual do meio ambiente, decidi escrever sobre os problemas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). No entanto, os fiscais do IAP ficaram irados e ofendidos. Como juízes de si próprios, eles não admitem ser questionados, cobrados, acerca de seus feitos e da famosa transparência.
A defesa das causas ambientais que os nobres fiscais dizem ser um baluarte que ostentam com orgulho, aqui em Arapongas é pouco mostrado. Daí nossas lutas, pelejas com o IAP. Sei e sabemos que o progresso é compatível com a não poluição. Cabe ao IAP encontrar soluções, não permitir acordos escusos. Não é de bom tom eximir-se de buracos que a legislação ambiental possa oferecer. Pedimos tão-somente o direito ao repouso noturno que nos negam há décadas.
Não desejamos fiscais irados, magoados, queremo-os no campo de trabalho em prol da sociedade. Solicitei transferência do convite da visita ao IAP desde o primeiro chamamento. Foi negado, não concordaram. Hoje pelo furor demonstrado na resposta, não sei se corro risco de vida.
SUAMÍ DE SOUSA (professora) - Arapongas

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