O diploma é particular
Ouço o estribilho odiento dos que dizem: ''Diploma para quê? Sabe com quem está falando?'' Contrários à habilitação em faculdade de jornalismo como pré-requisito profissional equivocam-se ou locupletam lacunas ao sustentar que apenas quem lida com áreas técnicas, como saúde ou segurança, deve graduar-se em curso específico de nível superior. Desde quando saúde e segurança são áreas apenas técnicas, senão psíquicas e holísticas, mercantis e monetárias?
Dispensável a exigência acadêmica, mestrados e doutorados não só para jornalistas, como para artistas e palhaços do coliseu global, animadores bregas do rádio e TV, telepastores milagreiros, rábulas mequetrefes, doutores em picaretagem, todos juízes caducos de instância venal. Abole-se o diploma onanístico dos críticos literários, dos cronistas piegas, dos comentaristas salafrários.
Hipócrates, o Pai da Medicina, não se diplomou em nenhuma faculdade. Tiradentes, o alferes inconfidente, não pegou em canudo de odonto. O monge da Lapa não era padre. Não fizeram faculdades de Deontologia o oculista de glaucomas e cataratas, o pediatra pedófilo, o estetiticista de tetas siliconadas, o aborteiro de gravidez não desejada, o protético peniano.
Produto de alienação judicial, o diploma de jornalista é ao mesmo tempo concessão e maracutaia. Atualmente, é concedido na farra dos favores. Na troca de propinas pode ser comprado a granel no mercado das pulgas, por chuncho e desfaçatez desaforada de uma sentença maluca. Felicidade é passar no vestibular, mas a faculdade é particular, diz a música. O diploma é venal. ''Sabe com quem você está falando?'' Viva o diploma!
JOSÉ FIORI (jornalista) Curitiba
Violência
Quase que diariamente os veículos de informação comunicam homicídios, furtos, roubos e latrocínios. Muitos dirão que são atos decorrentes do uso de drogas, desemprego, problemas de desajuste familiar, ausência de educação adequada etc. Contudo, um dos fatores que favorecem em muito a proliferação da violência é a ausência de leis adequadas que pudessem ao menos inibir os deliquentes, que se sentem à vontade para praticar os seus delitos, pois sabem que muito pouco ou nada lhes acontecerá.
Um exemplo, é a lei do menor que estabelece a inimputabilidade aos menores de 18 anos, e os sujeita a normas de legislação especial, que todos sabemos, não funcionam. Outra fábrica de deliquentes são os famigerados ''distritos policiais'', verdadeiras gaiolas humanas onde o deliquente sai ''doutorado'' em criminalidade.
Deve-se, o quanto antes, unir todos os poderes responsáveis para juntos estudarem normas e leis que possam reformular e disciplinar nossas leis para que todos tenham oportunidade de trabalho, pois a ociosidade é que gera quase sempre a violência e a deliquência.
MÁRIO JOSÉ CEBULSKI Londrina
Almejamos a paz
A paz tornou-se uma miragem para a humanidade cansada de sofrer as angústias da fome e da injustiça. A paz tornou-se algo imaginário onde só existe nos contos de fada, nos sonhos e na imaginação de cada um. Ao falarmos em paz não devemos nos esquecer de Gandhi, líder indiano que foi assassinado durante um de seus discursos a favor da paz, ou seja, o grande propugnador da paz foi morto por defender a paz.
Estamos com o perigo iminente de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque. O mundo inteiro pede paz, o mundo inteiro tenta mostrar a Saddam e a Bush que a solução não está na guerra. Mas o governo americano já investiu cerca de dois bilhões de dólares para uma possível guerra; e pretende investir caso ''estoure'' a guerra mais de sete bilhões de dólares.
JOSÉ ANTÔNIO RODRIGUES DA COSTA (estudante) Nova Esperança
Distribuição de renda
Um trabalhador ou aposentado ganha um salário mínimo por mês, enquanto políticos, magistrados e militares ganham cifras escandalosas de R$ 20 mil ou até R$ 40 mil. Quando se fala em fazer reforma da Previdência, eles se defendem dizendo que são direitos adquiridos. O povo se escraviza, mora em favela para que uma minoria more em mansões. Esse governo tem a missão de fazer uma distribuição de renda justa.
Como pode uma empresa faturar R$ 20 mil por mês, pagar todas as suas despesas e ainda tirar um pró-labore de R$ 30 mil? É uma conta sem lógica. Se não fizer a reforma da Previdência, o País quebra. O que acontece hoje é um consórcio em que todos pagam e alguns recebem a carta de crédito que eles mesmos sortearam. Você já calculou quantos trabalhadores ou microempresários têm que trabalhar e contribuir para pagar uma aposentadoria desta?
SEBASTIÃO NUNES DA ROSA Cornélio Procópio

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