CARTAS
Apoio ao Iraque
O mundo está prestes viver um novo ataque norte-americano contra o Iraque. Não se pode, pois, falar em guerra, uma vez que este país encontra-se em tal estado de calamidade pública que não apresenta capacidade de defesa contra a maior potência militar deste mundo globalizado. Desde a Guerra do Golfo, em 1991, a economia de Saddam Hussein vem sofrendo fortes sanções impostas pelo Comitê de Sanções da Organização das Nações Unidas. Tais sanções abalaram a vida de todo iraquiano.
É assustador acreditar que num país como o nosso ainda existam pessoas que, sabendo das condições desses países do mundo árabe e vivendo em meio a problemas sociais parecidos em sua própria nação, acreditem na possibilidade de que um ataque como este possa estar direcionado ao bem-estar mundial.
Acredito que o ideal de todo o povo deva ser a paz. É com esse intuito, pela vontade de mudar, que nós devemos nos unir e fazer ouvir nossa voz pela não-violência e pela atuação eficaz da ONU pelos direitos humanos plenos, não apenas de alguns homens, pelo fim da exclusão social. Essa é a proposta que tomará corpo hoje, às 9h, na Av. Paraná em frente ao coreto do Calçadão, como uma forma de dar oportunidade àqueles que não apóiam os EUA nessa guerra irresponsável.
ANA CAROLINA ARRUDA FRANZON (estudante) - Londrina
Gringos e a Sanepar
Ouvi na TV o pronunciamento indignado do governador Roberto Requião sobre a espoliação descarada que a Sanepar tem exercido sobre a população indefesa. Tal procedimento começou quando o governo Lerner permitiu a venda substanciosa de ações a investidores estrangeiros, que praticam a evasão de divisas.
Após a venda das ações a investidores alienígenas, a Sanepar, mancomunada com o Ipem (que afere os hidrômetros), duplicou o consumo para aumentar o faturamento e engrossar a remessa de dólares para fora do País. Há um ano trocaram o hidrômetro em minha casa. Meu consumo histórico, comprovado através das faturas, é de 6 a 10 metros cúbicos. O novo hidrômetro instalado passou a acusar 19 a 20 m cúbicos. Assim, exijo a troca por um hidrômetro honesto, não manipulado pelo Ipem. E mais, exijo o ressarcimento em dobro, como manda a lei, do que paguei a mais ao longo de um ano.
Estou certo de que o governador Requião se empenhará em rescindir o contrato que permitiu a venda de ações da Sanepar a investidores alienígenas, feito no governo Lerner, em detrimento do Paraná e do seu povo!
ANTÔNIO DNATZ RIBEIRO DA SILVA - Curitiba
Copel é nossa
Considerando a energia como insumo fundamental ao desenvolvimento econômico e social, as entidades da sociedade civil que compõem o plenário do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná, CREA-PR, vêm, através desta nota oficial, declarar apoio à decisão do governo estadual de romper os contratos que obrigam a Copel, que é superavitária em geração hidráulica, a pagar cerca de R$ 3,5 milhões ao dia para a Cien e a UEG-Araucária, e conclamar a sociedade paranaense a cerrar fileiras em torno da defesa de nossa empresa de energia.
A transparência dos negócios da administração pública é uma exigência do novo Brasil que estamos construindo. Estudar e analisar publicamente esses contratos é uma obrigação de todas as entidades comprometidas com a inclusão social e com a ética, mas também daquelas ligadas ao comércio e a indústria cujos custos de produção encontram-se atrelados às tarifas de energia.
CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO ESTADO DO PARANÁ (assinam a nota outras 31 entidades) - Curitiba
HV responde
Em atenção à denúncia efetuada pela senhora Kari Cristini Casetta, veiculada na página 2 deste jornal em 12 de fevereiro, alegando descaso do Hospital Veterinário (HV) em atendimento ao seu cão, a direção do HV-UEL já está apurando o fato, averiguando testemunhos para a adoção de medidas cabíveis e se evitar situações como essa. Estabeleceu-se um contato com a proprietária por telefone, onde ensejamos solidariedade, comprensão e desculpas pelo ocorrido. A direção do HV-UEL entende ser esse episódio um fato isolado, uma situação incomum entre os mais de 20 animais e proprietários atendidos, em média, diariamente.
WILMAR SACHETIN MARÇAL (diretor do HV-UEL) - Londrina





