CARTAS
Descaso do HV
Não há palavras para descrever o descaso que sofremos ao levarmos nosso cãozinho que estava passando mal para ser atendido no Plantão do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina, no dia 5 de fevereiro, às 19h45. Ao chegarmos no pronto-socorro, fomos recebidos pelas estagiárias de plantão, que pediram para ver o cãozinho que mal conseguia ficar em pé. Ele já ia ser colocado na sala de consulta, quando uma delas pediu para aguardarmos um pouco, para que a professora responsável pudesse autorizar o atendimento.
Quando a professora chegou no local, perguntou qual era o problema, e nós prontamente informamos. Rispidamente ela nos respondeu que só iria atendê-lo se fosse extrema urgência. Se estávamos naquele horário buscando atendimento, era urgente. Mesmo assim insistimos para que ela examinasse o cãozinho, pois estávamos com medo de voltarmos para casa e ele vir a morrer. Ela nem chegou a tocá-lo, e afirmou que o equipamento de raio-x só estaria disponível em horário comercial, e que portanto, ela não iria diagnosticá-lo sem o exame e mandou que voltássemos no dia seguinte. A própria nos disse ''aqui é igual ao SUS, o paciente vem passando mal e nós damos um remedinho e pedimos para retornar no dia seguinte!''
Como uma universidade tão bem conceituada pode ofertar um serviço desse nível? Não esperávamos este tipo de atitude, pois a UEL forma profissionais e, por isso, deve dar o exemplo, não é? Tratar seus clientes com profissionalismo, educação e seriedade deveria ser o mínimo de se esperar da UEL.
KARI CRISTIANI CASETTA (secretária) - Ibiporã
Corte de árvores
Há alguns dias ouvi dizer que para podermos retirar uma árvore de nossas calçadas precisamos pedir autorização da Prefeitura, que este é um procedimento burocrático e lento, e que sem a prévia autorização dos ''responsáveis'', nada pode ser feito e que a árvore deve permanecer onde está, ainda que velha ou torta, ameace carros e pedestres. Este final de semana, indo em direção ao Centro de Eventos, passei em frente a alguns loteamentos que se trasformaram em condomínios fechados. Alguém já reparou no deserto em que se transformou aquela região? Onde estão as árvores que ficavam naquele local? Por acaso as árvores que ali estavam não mereciam proteção de nossa Prefeitura? Alguém poderia dar uma explicação?
GABRIELA COSTA (empresária) - Londrina
Fome zero e saúde
O Programa Fome Zero, que muitos já consideram um investimento perdido e uma utopia mantida às custas da classe média, é um plano que se realmente der certo tem como consequência direta uma significativa melhoria na saúde da população carente.
Ao instituir políticas assistencialistas dirigidas às questões sociais, como a fome, consegue-se firmar um modelo sociopolítico adequado, onde se governa para as maiorias pobres e miseráveis que são os grupos populacionais que estão mais expostos às doenças e agravos à saúde.
Combater a fome em um país onde o salário mínimo está longe de suprir as necessidades básicas de uma família e um quarto da população é excluída de seus direitos mais básicos significa reduzir drasticamente os fatores de risco que ameaçam à saúde. Além de cessar doenças, que são diretamente ligadas à miséria e à desnutrição, obtém assim um importante retorno social no que se refere à melhoria da qualidade de vida da população mais pobre, diminuindo consideravelmente a mendicância em nossas ruas, a violência e a prostituição.
Acabar com a fome de milhões de brasileiros é dar condições para que todas as pessoas tenham acesso aos direitos que lhe são garantidos, terem acesso à educação, saúde e a oportunidades que as permitam fazer escolhas por uma vida mais sadia.
ALEXANDRE SERRANO LUPPI (desenhista industrial) - Londrina
Arrogância americana
Até onde será que vai a arrogância dos donos do mundo? Sim, os Estados Unidos se acham os donos do mundo e tratam os outros como ''bárbaros''. Também o que se poderia esperar de um bêbado ignorante no poder? Onde é que eles interferiram para o bem da humanidade que deu certo? No Brasil, onde apoiaram a ditadura militar, o país andou de ré quarenta anos. Foi igual no Chile e na Argentina. No Afeganistão ajudaram Bin Laden chegar ao poder e depois tiveram que derrubá-lo. A imprensa inglesa, que não tem rabo preso com o governo, acusa o relatório inglês de ser uma fraude. A imprensa norte-americana deixa a desejar por interesses ocultos. Pelo que sei as intervenções dos americanos só deram certo na segunda guerra e eles ganharam muito dinheiro.
MÁRCIO DICESAR BENASSI - Sertanópolis
Correção
- Diferentemente do que informou ontem a matéria ''Bairros ficam 24 horas sem água'', na página 2 do Caderno Cidades, a falta d'água foi causada por um problema ''na rede de distribuição de água'' e não ''por um vazamento no final da rede de esgoto''.





