Vazamento no pool
  Passado algum tempo nunca mais ouviu-se falar no vazamento ocorrido no Pool de Combustíveis de Londrina. Estranho, não? Na época, a imprensa divulgou amplamente e até então estavam sendo apurados os responsáveis pelo dano causado na região.
  Porém, hoje, pergunto: O que foi feito deste caso? Os responsáveis estão sendo punidos? Existem ações cíveis e criminais apurando os fatos e as responsabilidades? Existir até existem, mas fontes seguras garantem que depois de um certo alarde, não foram feitas mais perícias no local, o dano não foi restaurado e os responsáveis não foram punidos.
  Simplesmente foram canceladas as ações de apuração do dano (perícias e estudos de impacto) e de restituição ao meio ambiente anteriormente ali existente. O dano ecológico – que não foi pequeno – permaneceu e nada mais foi feito no intuito de averiguar responsabilidades, afinal, trata-se de crime ambiental e como tal deve ser tratado. Com a palavra, o Ministério Público, o IAP, o Pool.
RAFAEL GOMIERO PITTA (estudante) - Londrina
Incentivo à cultura
  É com pesar que li e reli a lista dos projetos aprovados pela Lei de Incentivo da Cultura em Londrina. Procurei algo que trouxesse algo de bom e inovador, que trouxesse realmente mais cultura, que o povo tivesse acesso a esses projetos. Mas verificando, atentamente, o que pude ver foi que novamente esse é um jogo de cartas marcadas. Não existe interesse de se produzir projetos que valorizassem a cidade, ou que a projetassem na esfera estadual ou até mesmo nacionalmente. Ficamos novamente acariciando egos e o erário público será usado apenas para fins pessoais.
  Indigna-me ver que apesar do extremo ‘cuidado’ que a Comissão disse ter dito para classificar os projetos, se basearam apenas na mudança de nome do pretendente a tais recursos, mas diversos projetos antigos, lá estão. São shows que serão muito bem produzidos para uma dúzia de pessoas, revistas que serão distribuídas entre amigos, acervos fonográficos de algum parente que cantava mal no chuveiro e pasmem, o Tio Patinhas foi elevado a categoria de cultura, pois até uma Gibiteca (vejo multidões procurando por algo assim) será patrocinado por dinheiro bom, que poderia estar trazendo mais divisas a nossa cidade.
  Mentes pequenas produzem pequenas obras. A Comissão da Lei de Incentivo deve ser um panteão de mentes ilustres. E ilustres devem ser os amigos e conhecidos desta comissão, tão bem agraciados.
LUIZ CARLOS PIELAK (promotor de eventos) - Curitiba
Cultura e consciência
  A cultura está entre nós, sempre. É no campo da consciência que o homem se faz ou se desfaz; é nesse maravilhoso universo de imagens, sons, ação e idéias. Foi o mundo da cultura que aceitou o desafio de criar um povo sem pobreza, sem fome, sem miséria, sem a arrogância dos ricos. Um povo simples, mas radicalmente humano. Um lugar onde todos tenham o que comer, trabalhar e ganhar salários dignos. Enxergar o que é grande em cada um; fazer da felicidade o pão nosso de cada dia, sem ter que pensar na fome e na morte.
  Não podemos acreditar que o Brasil e o mundo estejam vivendo esse momento triste. A maioria da população não tem consciência da dominação que faz com que dez a vinte por cento tenham praticamente de tudo, enquanto oitenta por cento não têm nada. São pessoas subordinadas aos que comandam, sendo por isso, excluídas.
  A frieza constitui a miséria. Construíram cidades cheias de gente e de muros que as separam como estranhos. São pessoas que ignoram a realidade de tudo. A solidariedade é uma arma que pode destruir a existência da miséria. Lutar contra a miséria nos obriga a ter um confronto com a realidade daquilo que nos parece brutal: a pessoa desfigurada pela fome, desesperada pela comida ou por qualquer gesto de reconhecimento de sua existência humana.
  O que decide o destino de um país é sua cultura. Não é sua economia, tecnologia, nem política. O que vai decidir o futuro de um país são as propostas de humanidade, igualdade e liberdade. Não adianta cada um cumprir apenas a sua parte sem que haja participação em favor daqueles que julgamos perdidos, excluídos.
VERA LÚCIA GARCIA GRANDE (professora) - Marialva
INSS injusto
  Escrevo para protestar contra o critério usado pelo INSS para conceder auxílio-doença. Os contribuintes pagam durante muitos anos e quando mais precisam receber o que tem direito são examinados por médicos que, visivelmente, estão orientados para negar a existência de uma doença que nem precisaria ser médico para constatá-la. Se concederem o benefício às pessoas que ganham até 5 salários mínimos, quebram a Previdência! Mas não quebram pagando aposentadorias milionárias aos políticos que trabalharam poucos anos, ganhando salários que chegam a envergonhar o país de miseráveis como está se tornando o Brasil.
OLÍVIA APARECIDA SIQUEIRA DE SOUZA (dona de casa) - Londrina

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