Esclarecimento
Com relação à minha entrevista publicada na edição do dia 6 deste jornal, tenho dois destaques a fazer. Primeiramente a afirmação de que a comunicação para modificar o comportamento das pessoas com relação à dengue entre os quais limpar os quintais e eliminar os focos do mosquito no interior das residências tem sido ineficaz, foi feita considerando o contexto e avaliação de caráter geral e não específico de Londrina. Esta constatação não é apenas minha, mas também dos coordenadores nacionais de combate à dengue. O que temos verificado é que, infelizmente, apenas quando ocorrem graves epidemias, como no caso do Rio de Janeiro, o envolvimento da população se dá em nível desejado. Em segundo lugar, a informação de que eu prefiro responsabilizar a população sobre este problema é um absurdo e não corresponde ao que eu disse. Não penso e não me expressei desta forma. Apenas ressaltei o fato de que 70% dos focos do mosquito estão nos quintais e interiores das casas fato este comprovado por levantamentos estatísticos periódicos e obviamente se não houver o envolvimento da população, estes focos não serão eliminados. Minha conversa com a jornalista foi no claro sentido de que todos devemos nos indagar sobre os motivos que dificultam a mudança de comportamento das pessoas, destacando aspectos antropológicos relacionados a dificuldades sócio-econômicas e culturais que devem ser superadas por estratégias de comunicação inovadoras. Foi lamentável a edição da matéria, ao reduzir de maneira tão primária e incorreta minhas reflexões, não contribuindo em nada para superarmos esses desafios que não são apenas nossos, da Secretaria Municipal de Saúde, mas de toda população de Londrina. Considero a matéria não só irresponsável, mas também incoerente na medida em que, ao mesmo tempo em que assume que a secretaria falha, responsabiliza a população. Ora, quando assumimos algo, automaticamente somos os responsáveis pelo fato. Finalmente gostaria de destacar que os registros dos casos de dengue na cidade têm sido aperfeiçoados, e isto nos permite ter um panorama ágil e atualizado da situação. A estrutura pública disponibilizada para o controle da dengue melhorou significativamente nestes últimos dois anos. Hoje temos mais funcionários, veículos e novos equipamentos para combater a doença. Estou otimista quanto ao controle do surto que temos hoje na região leste e, se trabalharmos em conjunto conseguiremos afastar o risco de epidemia.
SILVIO FERNANDES, secretário de Saúde de Londrina.
Nota de redação
A Folha confirma o conteúdo da matéria publicada na edição de anteontem e esclarece:
1. O secretário de Saúde foi questionado sobre a combate à dengue em Londrina, como principal autoridade da área de saúde do município. Os números comprovam: Londrina hoje tem o maior número de casos de dengue confirmados no Estado. Discutir o surto da doença com avaliações sobre o contexto nacional não resolve o problema. O secretário de Saúde é de Londrina e, em primeiro lugar, deve responder sobre a questão da dengue na cidade.
2. Na matéria, o secretário deixa claro que há uma ''negligência'' da população em eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti.
3. Quanto à ''irresponsabilidade da edição'' da matéria: os números comprovam que o surto de dengue em Londrina está concentrado em apenas sete bairros de uma região, e não espalhado por toda a cidade. Sendo o surto localizado, pergunta-se sobre a possibilidade de ter sido evitado com ações preventivas, sabendo-se que o período é de chuva e propicia a proliferação do mosquito transmissor da doença, como o próprio secretário reconhece. A responsabilidade pelo controle da situação é das autoridades públicas de saúde, bem como cabe também ao poder público dotar os bairros carentes da infra-estrutura necessária para se evitar a infestação do mosquito transmissor da dengue.
4. Na página seguinte à qual foi publicada a entrevista do secretário, a Folha mostra o exemplo de dois municípios (Maringá e Foz do Iguaçu) que vêm conseguindo enfrentar o problema da dengue sem permitir um surto da doença.
Corrupção
União, estados e municípios, três sócios que cobram vorazmente seus pró-labores. Não se importam com saúde da empresa e independentemente de como ela está, cobram, cobram e cobram. Sua retirada é sagrada. Porém, são grandes professores em matéria de sonegação e corrupção. Em desvio de verbas são nota 10 com mestrado em algum paraíso fiscal.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina

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