CARTAS
Guerra contra o terror
O mundo vive um clima iminente de guerra. Todos estão acompanhando com muita apreensão a movimentação dos Estados Unidos contra o terror. Seu próximo alvo, certamente, será o Iraque. A história, porém, mostra que esse terror pouco tem a ver com o terrorismo propriamente dito. Neste caso, qual a verdadeira causa das ações norte-americanas? Seriam os atentados de 11 de setembro?
Voltemos a 1859, ano em que foi encontrado petróleo nos estreitos vales da Pensilvânia. O personagem principal dessa história é um tal de Drake, o maluco. Coube-lhe o pitoresco apelido pela ficção de extrair petróleo do fundo da terra por meio de perfurações. Este é o marco zero da corrida ao petróleo. Corrida que nunca teve fim. Por quase cento e cinqüenta anos o ouro negro vem expondo o melhor e o pior da nossa civilização.
O petróleo está presente em absolutamente tudo. Imagine uma arma biológica que proliferasse um microorganismo cuja função específica fosse fazer desaparecer todos os derivados de petróleo instantaneamente. Num piscar de olhos, os elevadores de todo o mundo parariam. Os automóveis não teriam como se movimentar. Os aviões entrariam em pane. Nada, de quase tudo o que se vê, estaria em funcionamento. O mundo pararia num piscar de olhos. Talvez assim se faça uma idéia do que se esconde atrás desta questão.
Os Estados Unidos estão com suas reservas petrolíferas baixas. Estão incapazes de suprir suas cotas de consumo e exportação. Neste contexto, existe uma séria ameaça aos americanos de verem-se subjugados à OPEP. O Iraque, com sua alta produção, é um dos principais integrantes da organização.
O plano norte-americano de dominar a produção petrolífera iraquiana acalma o nervosismo e a tensão da economia em relação ao poderio árabe. A guerra que está em vias de acontecer ameniza, sim, uma economia aterrorizada. Isso também é uma guerra contra o terror, mas está muito aquém daquilo que seria uma guerra contra o terror.
JOÃO JACOB BUCHALA (estudante) - Londrina
A PM está mudando
No final da madrugada do último sábado fazia minha rotineira caminhada no Parque do Ingá, quando avistei um suspeito entrando em uma residência próxima à sede do CREA, na Av. Laguna. Continuei a caminhada até o orelhão situado em frente ao posto da Polícia Florestal situado no bosque, e liguei para o 190 denunciando o fato ao policial de plantão. Não se passaram 5 minutos e, de pronto, uma viatura atendeu a ocorrência com 4 soldados que entraram na residência citada e enquadraram o suspeito.
Faço tal relato, pois, em outros tempos, outras situações foram por mim denunciadas à mesma guarnição, não sendo atendidas a contento e, quando atendidas, com demasiado atraso.
Quero externar meus agradecimentos ao comando do batalhão local, bem como a todos os demais componentes. Comportamento deste naipe, que não mede esforço a fim de preservar o patrimônio e a integridade física das pessoas, é o que espera a população de bem dos organismos policiais.
NEI CARVALHO DA SILVA (advogado) - Maringá
IAP esclarece
Com o advento das últimas eleições nossas esperanças renovaram-se e um novo alento incorporou-se em nosso cotidiano. A euforia tomou conta de grande parte da população brasileira, no entanto, em contrapartida ao lado extremamente positivo da atual conjuntura política, o simplismo, a ignorância e a ofensa desmedida continuam a ter peso considerável; resquícios do nosso primitivismo, talvez.
A crítica destrutiva pura e simples não agrega, não promove a melhoria, demonstra ao contrário, a falta de conhecimento de questões que já deveriam ser de domínio público, haja vista, entre outros, o relevante papel desempenhado pela mídia.
A nobre professora Suamí de Souza demonstrou despreparo, desconhecimento e deselegância, quando acusou, usando de acentuada ironia, servidores públicos, que abraçando a causa ambiental, tornaram-na móvel de suas vidas, contribuindo para a edificação deste baluarte denominado Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Nossas ações, inclusive aquelas citadas pela professora Suamí, primam pela transparência junto à comunidade, sendo fiscalizadas pelo Ministério Público e se voltam exclusivamente ao fiel cumprimento da Legislação Ambiental, não cabendo a nós a discussão das falhas que ela eventualmente comporta.
Convidada a conhecer o trabalho desenvolvido pelo IAP-Escritório Regional de Londrina e dirimir suas dúvidas, a professora, alegando impedimentos de ordem particular, não atendeu ao convite.
ELITON BEMBEM, ROBERTO GONÇALVES e NELSON SANTOS PEREIRA (fiscais do IAP) - Londrina
Correção





