CARTAS
Fome e educação
No dia 30 de janeiro foi inaugurado o Programa Fome Zero, principal projeto social do governo Lula. Ótimo que exista alguém e, principalmente, o presidente esteja preocupado com o crônico problema da fome no Brasil.
O programa deve encontrar grande respaldo da sociedade brasileira, mas no meu entender ele deveria vir acompanhado de ações relativas à educação, no sentido de conscientizar as famílias carentes para que tenham noção de controle de natalidade, pois nos bolsões de miséria das cidades e do campo as famílias são sempre dotadas de grande prole.
No Nordeste casais que muito precariamente teriam condições de criar dois filhos, possuem mais de dez. Aqui mesmo em Londrina, como foi mostrado em matéria recente da Folha de Londrina, feita em uma favela da cidade, uma jovem senhora de 28 anos disse ao repórter que possuía sete filhos. Isso é uma falta de responsabilidade dos pais, que jogam filhos no mundo como se fossem ratos, produzindo legiões de miseráveis sem parar.
Se essas famílias não aprenderem a ter consciência e responsabilidade, não há Programa Fome Zero que resista e todo o esforço do governo e da sociedade engajada no combate à desgraça da fome serão em vão.
ALCIDES FRANCISCO MIRANDA (servidor público municipal) - Londrina
Somos todos inúteis?
Aos olhos do poder público e de certos políticos, certamente sim. Caso contrário, seria nossa região amaldiçoada? Seríamos todos rebeldes devedores de impostos? Portadores de doença contagiosa?
A julgar pela atenção que temos recebido dos nossos dirigentes públicos, há alguma coisa errada. Não foi por falta de apelos que o Contorno Norte não terminou ou que o Educandário de Santa Felicidade continua abandonado. Também não foi por falta de implorarmos que não recebemos nenhuma obra significativa nos dois últimos anos creche, asfalto, regularização de áreas, etc e até as pequenas ficaram a desejar, como: calçadas, sinalização de vias importantes, cortes de mato, áreas de lazer, etc...
Os bairros Santa Felicidade, São Braz e regiões vizinhas parecem invisíveis aos olhos públicos. Ninguém consegue transpor as barreiras da incompetência, de acordos políticos, da insensibilidade administrativa. Esses fatos acontecem com ou sem o conhecimento do prefeito? Saberemos a resposta quando no próximo ano, nos tornarmos úteis aos olhos dos mesmos que hoje nos ignoram ou nos impõem obstáculos. Será tempo de eleição. Tempo de mudança e de explicações.
Uma comunidade não pode ser desrespeitada, prejudicada e abandonada por simplesmente pedir melhor qualidade de vida. Provemos nosso valor!
MAURO IGNÁCIO (presidente da Associação Amigos do Bairro) -Curitiba
Falsa coral
A respeito da matéria publicada ontem nesse conceituado jornal, página 1 do Caderno Folha Cidade, temos a informar que a serpente ali estampada (foto) não se trata de uma cobra coral verdadeira (elapidea do gênero micrurus) e sim de uma falsa coral (Oxirhopus guiibei), desprovida de veneno letal ao ser humano. Além de ser uma serpente muito dócil, não oferece qualquer reação de ataque ao ser humano, podendo ser manipulada. Alimenta-se, basicamente de roedores (estes sim, representam perigo ao ser humano) e de pequenos pássaros. É importante dizer que sua presença, pela descrição, se deu pelas condições de abandono do local. A respeito das serpentes corais verdadeiras, temos a dizer que são raras, alimentam-se de pequenos lagartos (cobras cegas), têm hábitos subterrâneos, habitam locais arenosos, facilitando sua locomoção e dificilmente apareceriam no local relatado pela reportagem.
LUIZ ALBERTO DA SILVA (herpetólogo e administrador de empresas) - Centenário do Sul
Socorro na estrada
O amigo leitor já se imaginou regressando de uma festa de formatura e seu carro com defeito mecânico parar às 2 da madrugada numa estrada escura e sob chuva? Pois foi o que aconteceu conosco. Nenhum carro àquela hora parou para nos socorrer, embora tenhamos pedido insistentemente. Já havíamos decidido dormir no carro, embora a 5 quilômetros de casa. Foi um sufoco. No entanto, como que por milagre, chegou até nós o socorro da Econorte. Deu-nos assistência fora de série. Fomos, finalmente, dormir em casa. Desejamos agradecer de público a Econorte e os dedicados funcionários Machado e Izalino. Desejamos agradecer também a um anônimo que telefonou para a Econorte nos socorrer. Gostaríamos de agradecê-lo pessoalmente. Muito obrigado a todos.
UBIRAJARA BARONI (aposentado) - Rolândia





