CARTAS
Londrina assustadora
O mês de janeiro foi o segundo mais violento da história de Londrina, com 21 vítimas de homicídio, ficando atrás de dezembro de 2002, quando 24 pessoas foram assassinadas. Infelizmente, homicídios, assaltos, sequestros e medo são vistos em Londrina com muita frequência.
Ano passado os índices de violência desta cidade chegaram a ser comparados aos de grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Não que justifique, mas vale a pena lembrar que Londrina não é uma capital e sim uma cidade do interior do Paraná. Sei que existem pessoas bem intencionadas e preocupadas com isso, mas, além disso, é preciso que se faça algo de concreto no sentido de reverter esse quadro tão preocupante.
ELOISA BALAROTTI (odontopediatra) - Londrina
Clonagem humana
Aproveitando o ''gancho'' fornecido pelo artigo do sr. Valmor Macarini. no Espaço Aberto do último dia 30, gostaria de colocar um pouco mais de lenha na fogueira da clonagem. Da leitura, chega-se facilmente à conclusão de que o sr. Macarini acredita que a alma dos mortos, abandona o corpo e fica zanzando pelo espaço e pelo tempo, à procura de outro corpo para reencarnar. Tudo bem. Cada um acredita no que quer. Mas não sendo autoridade no assunto, quer-me parecer que um clone humano não será outra pessoa, mas antes será um gêmeo do doador, e como tal deve ter dele uma alma gêmea que não terá por que desencarnar.
E isso me leva a pensar que o sr. Macarini, talvez, possa esclarecer uma dúvida que há muito tenho comigo, e que eu saiba, até hoje a igreja não esclareceu: a partir de que momento o ser humano se torna animado, ou seja, em que fase ele passa a ter alma?
Quando a criança nasce evidentemente já a tem; se nascer de 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 meses, presume-se que já tenha. Se a gravidez for abortada com 3, 2, ou uma semana, seguindo o mesmo raciocínio, o embrião já tinha alma. E seguindo assim, chega-se à conclusão que durante a fecundação, o ovo que se forma, recebeu ''meia alma'' da mãe e ''meia alma'' do pai. Se assim for, em que cromossomo essa ''meia alma'' se encontra? Será possível localizar-se o ''gen'' da meia alma e, devaneando mais longe, seria possível destruir o gen da alma?
Como disse acima, cada um acredita no que quer, mas pelo visto não é necessário que eu diga, o que penso dessas crenças em almas (inclusive as penadas) e reencarnações. Em todo caso agradeceria se o sr. Macarini ou quem quer que possa me esclarecesse a dúvida acima.
PAULO CARLOS SOLHEID FILHO (médico) - Astorga
Costela de Adão
Deus na sua suprema sabedoria teria já praticado a primeira clonagem. Diz o Genesis: ''E Deus admitiu que não era bom que o homem, realizado a sua imagem e semelhança estivesse só.'' Fez esta sua criatura adormecer, retirou-lhe uma de suas costelas, e faz surgir a maravilha da sua criação, a mulher. Não poderia ser de outra forma. Uma criatura divinal. Recomendações a Adão: ''Não comas o fruto proibido.'' Estavam no jardim do Édem: a maçã, a serpente, etc. O resto foi consequência.
Mercê de trabalhos de laboratórios os cientistas, apreendendo bem a lição divina de sua criação, levam a ciência atual a pesquisar clones para curar doenças graves, mesmo aquelas como o câncer, que até agora vêm desafiando a ciência médica. Pesquisas em animais de laboratório têm tido resultados animadores, com perspectivas de se evitar ou curar estas enfermidades e outras.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina
CEUEL esclarece
Tendo em vista a notícia sobre a prisão de um casal de estudantes universitários flagrados cometendo crime de estelionato, veiculada por este jornal, a diretoria da Casa do Estudante da Universidade Estadual de Londrina (CEUEL) vem a público prestar alguns esclarecimentos. Foi mencionado que o casal Judite Luiz Furtado Miranda e Giuliano Rodrigues de Souza são moradores da CEUEL, fato que não condiz com a verdade. Somente o rapaz é de fato morador da mesma. Cabe esclarecer também que tal acontecimento não ilustra de forma condizente o que é a Casa do Estudante.
Tradicionalmente a CEUEL serve de moradia para estudantes que não residem na cidade de Londrina e necessitam de local para se instalarem a fim de realizar seus estudos na Universidade Estadual de Londrina.
Ao longo de mais de duas décadas de existência, apesar das sistemáticas políticas governamentais de descaso com a assistência estudantil, a CEUEL sempre serviu e continua servindo de abrigo paa auxiliar na formação de diversos profissionais, que hoje atuam em benefício da sociedade.
O fato desagradável que ocorreu nesse momento é um caso isolado, não havendo motivos para duvidar da completa idoneidade da CEUEL e de todos os seus moradores.
Vale ressaltar que a CEUEL já tomando todas as medidas cabíveis em relação à permanência do estudante nas dependências da mesma.
FÁBIO RIZZA DE OLIVEIRA (presidente da CEUEL) - Londrina
Nota da Redação: As informações sobre o caso dos universitários foram passadas pela Polícia Civil e a reportagem, publicada ontem, em nenhum momento, questionou a idoneidade da Casa do Estudante.





