CARTAS
Fome zero
Apesar do enorme marketing em cima da fome e da miséria dos brasileiros, divulgado no exterior pelo presidente Lula, finalmente foi lançado o Programa Fome Zero para a mídia no salão nobre do Palácio do Planalto, dia 30/01, com a presença de autoridades, ministros, celebridades, colunáveis, e representantes da sociedade.
A grande tristeza, frustração, angústia e desolação dos pobres e miseráveis daqueles municípios foi quando anunciaram que das 4.500 famílias de Guaribas somente 500 é que seriam beneficiadas num primeiro momento, e os 4.500 moradores de Acuã seguiriam o mesmo processo: 500 famílias serão atendidas.
O mais trágico é que para lançar esse cartão simbolicamente, pois formalmente irão receber a partir deste mês, foi o gasto com o deslocamento dos 4 helicópteros. Sorte dos dois municípios que, antes do simbólico, receberam de Deus a chuva e água que tanto necessitam para sua sobrevivência.
O valor gasto com os helicópteros daria para cadastrar os 9.000 habitantes dos dois municípios, e sobraria para fazer umas 20 cisternas e aproveitar a água da chuva que chegou antes do cartão magnético. Lamentavelmente isso não foi incluído no marketing de Duda Mendonça.
Enquanto os outros 40,5 milhões de vítimas da fome esperam sua vez para o cadastramento, o ministro da Fazenda reservou para o longo do ano de 2003 2,5% do PIB, ou seja 34 bilhões, para pagamento dos juros da dívida ''eterna'' aos credores dos títulos públicos, entre eles os banqueiros e agiotas internacionais.
Mas fica o mérito que Deus socorreu mandando a água para aquele povo sofrido, antes dos R$ 50,00 que receberão este mês, para os 1.000 contemplados pelo governo que fala em erradicar a miséria de 42 milhões. Quem sobreviver verá.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba
Analfabetismo zero
O MEC e o governo do Rio patrocinam um projeto-piloto para alfabetizar 21 mil adultos por 10 milhões de reais até setembro. Se a metodologia funcionar, se o Estado tiver só 650 mil analfabetos, se as escolas públicas pararem de promover analfabetos e se e o custo unitário se mantiver em 476 reais, ficará provado que o analfabetismo no Rio pode ser erradicado com 309 milhões de reais.
ERGÓGIRO DANTAS (pedagogo aposentado) - Rio de Janeiro
Vicente Rijo: 30 anos
Como leitor assíduo e assinante da Folha há muitos anos, não tive outra alternativa de fazer uma homenagem aos amigos senão através deste conceituado meio de comunicação. Este ano, a turma do ginasial 4 M1 do Colégio Estadual Prof. Vicente Rijo completa 30 anos de formatura. Lembro-me que naquele ano de 1973 não tivemos nenhuma solenidade de entrega de diplomas. Na qualidade de presidente de classe durante 3 anos acabei memorizando os nomes dos alunos daquela turma (se algum nome foi esquecido ou escrito de forma errada, me perdoem).
Os seguintes colegas de turma passaram da minha memória para o meu coração: Ademar Caramuru Saldanha Filho, Alberto Hideharu Anami, Álvaro Réa Neto, André Glademir Garcia, Arnaldo Anunziato Junior, Avelino Antonio da Silva, Bráulio Ascêncio Cintra, Carlos Antonio Vaz, Carlos José Ribeiro, Celso César Júnior, Edson Kato Kobayashi, Eduardo Pitelli, Esmeraldo Ribeiro da Costa Filho, Fernando Henrique Westphalen, Francisco Olivieri Júnior, Gerson Guariente Júnior, Gilberto Komoguchi Ogata, Iran Luiz Pereira de Mello, Ivaldo Luiz Campanholi, José Augusto Baleche, José Gil Lhuli Rivas, José Emílio Arrabal Garcia, Luiz Hiroshi Omoto, Marco Antonio Massaro, Marcos Assis Silva, Milton Borges, Nelson Bond, Nilton Tsunouchi, Osório (?), Paulo César Franco Vechiatti, Paulo Eduardo Miranda da Costa, Paulo Kiyoshi Nishitani, Pedro Fukuda, Pedro Otake, Roberto Casarin Gomes, Rosalmir Moreira, Sérgio Shigueru Hayashi, Sérgio Tacaki, Sylvio Beraldo Júnior, Vicente Magalhães Filho, Vilmar Sachetin Marçal, Volney Vincence Coelho, Wilson Alvarenga Júnior, Wilson Koiti, Wilson Sachetin Marçal. Meu e-mail é [email protected].
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina





