CARTAS
Animais exóticos
A criação de répteis e outros animais exóticos fere a legislação de proteção aos animais. O problema é que a alimentação desses répteis e aracnídeos se faz com presas vivas ou de vida livre, que são capturadas e entregues covardemente, sem chances de defesa ou fuga, ao predador. Entregar um ratinho de laboratório, um porquinho-da-índia ou uma coelhinha a uma serpente, sem que eles disponham dos meios de fuga e do acesso a esconderijos, de que a natureza é repleta, é uma crueldade e uma experiência de extremo mau gosto para o deleite da família. Dentro de uma gaiola, jaula, aquário ou terrário, a presa não tem chances.
Isso fere o artigo 3º do Decreto-Lei 24.645/34 que considera maus-tratos ''ter animal encerrado juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem'' (inciso XXII) e ''entregar animais vivos à alimentação de outros'' (inciso XXVI), bem como ''realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente..., ainda mesmo em lugar privado'' (inciso XXIX). O artigo 10 dessa mesma lei diz que ''são solidariamente passíveis de multa e prisão, os proprietários de animais e os que tenham sob sua guarda e uso, desde que consintam a seus prepostos, atos não permitidos na presente lei''.
A Lei 9.605/98 - dos Crimes Ambientais diz em seu artigo 32: ''É proibido ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos'', com pena de três meses a um ano de prisão e multa de até R$ 10.000,00.
Ainda que os roedores sejam entregues mortos, pergunta-se como foram sacrificados, sem passar por sofrimento? Esganados? Degolados? Através de deslocamento cervical? Outro ato de abuso é o descarte futuro do animal de estimação, quando ele se torna incoveniente, ao crescer. Os répteis criados em cativeiro desenvolvem afetividade pela família e também se acostumam com o conforto e a comida fácil. Descartados após alguns anos em um serpentário ou no mato, ou até em parques públicos, podem não se adaptar, entrar em depressão e morrer. Já, os entrevistados pela reportagem da Folha, parecem não ter a menor afetividade pelos seus animais de estimação (sic). Na reportagem, só se salvou a proprietária dos ferrets que, felizmente, comem ração.
MARIA EUGENIA M. COSTA FERREIRA (presidente da Sociedade Protetora dos Animais) - Maringá
As guerras
Em pleno século 21, que chamamos o século do racional, do moral e do espiritual, não é aceitável que um país que possui superarmamentos de destruição em massa, como é o caso dos Estados Unidos, com arsenal de ogivas atômicas circulando a terra em forma de satélites, se faça polícia do mundo pretendendo eliminar um povo pela suspeita de que o governo deste povo detém armamento que, por mais potente que seja, não alcança o poderio americano.
O governo norte-coreano declara que está desenvolvendo a bomba atômica, desafia o governo Bush e este não manifesta na ONU a obrigatoriedade de intervir naquele país, o que evidencia que o poder de policiamento do mundo não se faz com o espírito do justiceiro, mas com os objetivos de dominação onde existe matéria-prima estratégica como é o caso do petróleo.
Troca de sangue por petróleo. Parece-nos que esta é a realidade do drama que se ameaça para o oriente, com perigos de se estender para o mundo. Sangue da juventude sonhadora e idealista americana e da juventude iraquiana. Bilhões de dólares que serviriam para diminuir a miséria do mundo, que poderiam servir para pesquisas de combate a doenças e outros males e que se transformarão em máquinas de moer carne humana.
FAHED DAHER (médico) - Apucarana
Agradecimento
Após 45 dias internado no Hospital Evangélico de Londrina, vítima de uma falência do meu coração, que resultou em uma cirurgia cardíaca com grandes complicações gerais, quero agir como o leproso curado agradecido. Em 1º lugar quero agradecer a Ele mesmo, meu Deus em quem confio, que me presenteou com tempo a mais junto aos meus. Em 2º lugar, à minha querida família, sem a qual eu hoje não estaria aqui. Foram muitas horas de dedicação e plantão para que eu me restabelecesse. Aos amigos, também minha gratidão. Agradeço, de maneira especial, a um grande exército de profissionais que, não medindo esforços, se envolveram em minha luta pela vida. Na pessoa do dr. Ramsés que, além de profissional, foi como um filho dedicado. Muito obrigado aos médicos que com tanta competência conseguiram reverter o meu quadro. Obrigado à equipe de enfermagem que tão bem desempenhou seu papel de ''gente que cuida de gente''.
Enfim, obrigado a todo o hospital que mais do que evangélico, se portou como cristão. Um especial agradecimento também aos profissionais do Incor e à equipe de atendimento domiciliar da Unimed. Que Deus recompense em bênçãos essas pessoas que passaram por minha vida, minimizando meu sofrimento e que todos os doentes tenham a experiência de um atendimento tão ''humanizado'' e digno como eu tive.
CELSO GAUDÊNCIO AUERSVALD (engenheiro agrônomo) - Jundiaí do Sul





