CARTAS
Inimputabilidade
Qual a idade ideal? Após respeitáveis debates estamos a caminho do número correto sem nos preocuparmos com o que fazer após retirarmos do convívio social os menores delinquentes. Só existe um pequeno detalhe que nos esquecemos: a polícia prende, a justiça condena e recolhê-los onde? No sistema penitenciário sucateado e falido, onde a própria sociedade que consegue sobreviver do que resta após os vultosos impostos, taxas, emolumentos e outros encargos é obrigada a manter de forma desumana e cruel e a altíssimos custos àquele que fatalmente temos a certeza que não voltará ao convívio social e se voltar apenas dez em cem já será um ótimo índice.
Pelo amor de Deus, vamos parar de buscar fórmulas miraculosas para resolvermos os problemas da criminalidade, parar de pensar em superproteção ao menor com uma legislação que parece um poema, mas totalmente proibitiva e filosófica. Permitamos que nossos filhos enquanto não formos capazes de dar-lhes uma aprendizagem profissional digna, que nós mesmos possamos iniciar a mudança dando-lhes ocupação sim ocupação logicamente respeitando os deveres mínimos da educação escolar, permitindo o trabalho no comércio, na indústria e outros segmentos eles clamam por isso. Observando e aprendendo com quem produz, daqui a alguns anos, ao invés de mantermos menores acima de 14 anos nas mãos de traficantes e criminosos possamos tê-los nas mãos de cidadãos decentes.
Quanto ao estudo? Não seria exigir muito quando hoje um cidadão para ser alfabetizado após sua maioridade e cumprir uma grade curricular de 11 anos segundo grau poderá fazê-lo em média de dois anos aí mais algo a debater outras mudanças nos currículos escolares. Enquanto estamos debatendo, estamos todos apanhando e, infelizmente, nos matando.
ARY CHIMENTÃO (advogado) - Londrina
Lixo tóxico
Parabéns e votos de louvor ao nosso secretário do meio ambiente, drº Luiz Eduardo Cheida. Foi preciso um representante dos pés vermelhos para desmascarar cortesias de nosso órgão público Instituto Ambiental Paraná (IAP), para com nosso solo. Lixo tóxico em nosso Estado, os donos não têm espaço?
Agora posso entender o porquê de nossos processos contra poluição ficarem engavetados, esquecidos ou dormindo em gavetas de autoridades. O IAP é bonzinho, gentil.
Eis aí a razão de nossas lutas se tornarem quase que uma ''dança dos sete véus'', se o IAP é permissivo para com o próprio Estado o que dizer de nossas causas?
A cada denúncia os empresários de indústrias poluidoras ''recebem'' visita do Instituto, prometem adequar-se, pedem tempo e tudo é concedido. Outros se dizem terceirizados e estão construindo muro de 3 metros, adequando-se para evitar poluição sonora noturna. E assim vão nos enganando, o IAP permite. Não fiscaliza, não proíbe, quando muito diz que as indústrias estão dentro do ''decibéis legais''.
Como no lixo tóxico, o quintal não é deles, quem passa as noites em claro não são eles. Bravo Cheida! Continue assim por todo seu mandato. Mostre e afaste do povo paranaense os ''salomés'' com suas danças dos sete véus em nossos órgãos públicos. Só assim nossas prefeituras tomarão coragem para cumprir seus papéis e agir em favor do povo.
SUAMÍ DE SOUZA (professora) - Arapongas
Pedágio e exploração
Eu, como a maioria que votou no senhor Roberto Requião, viu uma esperança de que seja feita justiça em relação à exploração dos paranaenses pelo pedágio. O senhor disse que quer saber o custo-benefício. Como o senhor só deve andar de avião, vou dar uma ajuda. Fui ao litoral, cheguei dia 27/01. Quando fui não estava chovendo e a única benfeitoria que vi as concessionárias fazendo foi alguns trabalhadores cortando grama próximo à praça de pedágio. O único, ou quase único, ponto em que a estrada estava em ótimo estado foi um lugar onde eles não haviam mexido. Agora isso é benefício? O teu antecessor, com aquelas idéias arcaicas de um filho da ditadura, dizia que só paga quem usa. E quem não usa? Direta ou indiretamente todo mundo usa, desde o milionário com sua BMW, passando pelo favelado que compra o feijão onerado pelo pedágio e até eu que fui de ônibus, pois a taxa do pedágio está incluída na passagem.
MÁRCIO DICESAR BENASSI - Sertanópolis
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na coluna Aqui Tv, ontem, na Folha 2, o assassinato de Lee Oswald, por Jack Ruby, ocorreu em novembro de 1963.





